quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

No hospital.

   Quando cheguei no quarto, estava tão cansada que não via a hora de poder dormir um pouco. Alguns minutos depois que cheguei, trouxeram meu pequeno para ser amamentado, seria a primeira vez que ele iria mamar e finalmente eu teria meu principezinho nos meu braços. Ele era muito mais perfeito que eu já havia sonhado, cada curva, cabelos, olhos, tudo desenhado com perfeição por Deus.
   A primeira mamada foi um pouco mais difícil que imaginei, pensei que o bebê iria sugar com maior facilidade, mas a enfermeira do berçário foi muito atenciosa e muito nos ajudou. O próprio hospital me ofereceu um bico de silicone para auxiliar na amamentação, assim como uma pomadinha para passar nos seios para evitar rachaduras. Aliás, tudo aquilo que o bebê precisou do momento em que nasceu até a nossa saída, foi oferecido pelo hospital, por aqui não é necessário levar absolutamente nada, a não ser pijamas e itens pessoais como escovas de cabelo e dentes, chinelo, pois até mesmo os absorventes para as mães o hospital oferece.
   Muitas coisa no hospital me surpreenderam, como por exemplo, um quadro de informações sobre o paciente que existe no quarto. Neste contém informações como nome, médico e enfermeiros  responsáveis pela mãe e bebê, manutenção da intensidade de dor, dieta, entre outros. O tratamento com os pais ou acompanhantes também é muito bom, existe em cada quarto um sofá que vira cama, e no corredor, uma cozinha com algumas guloseimas (lanche natural, sucos, leite, muffins, flans, sorvete e água)  para os acompanhantes, uma vez que a única "refeição" servida a eles é o jantar.
   Logo de manhã, quando o café da manhã é servido, eles retiram o pedido do almoço, e no almoço o da janta. Sim, os pacientes escolhem aquilo que querem comer, dentre três opções. No jantar de sexta feira as opções eram um peito de frango recheado, filet mignon ou lagosta, isso tanto para paciente quanto para o acompanhante, sem ainda mencionar os acompanhamentos e sobremesa.
   Eu tinha muito receio de ter bebê neste país, algumas pessoas diziam que os imigrantes eram maltratados, ficavam sentindo dores no hospital, e coisas do tipo, mas posso dizer que minha experiência foi muito boa, tive médicos e enfermeiros que me trataram muito bem e sempre muito atenciosos, infelizmente tenho de dizer que, foi a experiência mais positiva que tive em se tratando de saúde durante toda minha vida.
   Sei que algumas pessoas devem estar se perguntando, qual o custo de tudo isso? Eu lhes respondo, um parto e estadia no hospital aqui nos EUA, pode passar dos 20 mil dólares, a saúde aqui é levada muito a sério e não existe serviço meia boca. É por esta razão que as pessoas aqui tem os chamados seguro saúde, e mesmo aqueles que não podem pagar por um, quando se descobrem esperando uma criança, passam a ter assistência médica paga pelo governo americano e sem custo algum.

(fotos do arquivo pessoal)

 


 

 

0 comentários:

Postar um comentário

Compartilhe

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More