quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Americano ou Brasileiro?

   Ainda no hospital, recebi muitos papéis para ler e alguns para assinar, entre eles estavam explicativos sobre vacinas, amamentação e o mais importante, a certidão de nascimento do bebê. É um pouco confuso e chato de mexer com toda essa papelada, eu estava muito cansada, o bebê mamava a cada duas horas, estava com dor, não conseguia dormir e ainda tinha de ler toda aquela documentação.
   Decidi ir por partes, chequei primeiro sobre as vacinas, a importância de cada uma delas, e assinei a autorização para que as mesmas fossem aplicadas em mim e meu bebê. Não são todos os Estados americanos que exigem a vacinação, mas NY sim, e eu acredito na necessidade das mesmas, então autorizei todas.
   Em seguida, fui checar sobre a documentação do bebê. Muitas pessoas têm dúvidas quanto à cidadania de uma criança que nasce fora do país, mas na verdade é mais fácil que se imagina.
Como nascido nos EUA, meu filho é um legítimo americano, porém, por outro lado, tendo pais brasileiros ele também tem direito a cidadania brasileira. Ou seja, ele é um americaninho de dupla cidadania.
   A parte burocrática quanto a isso é muito simples, no próprio hospital é dada a entrada da documentação americana, e depois com mais tempo, temos apenas de ir até o consulado brasileiro e fazer os documentos brasileiros da criança. Um bebê nascido nos EUA e filho de brasileiros nasce automaticamente um brasileiro, não tendo assim direito à visto brasileiro e para poder viajar ao Brasil, é necessário ter dois passaportes, tanto o americano quanto o brasileiro. 

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