quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Merry Christmas!!!


   Desejo a todos um Natal cheio de paz e alegrias, tentem se lembrar do real sentimento desta data. O importante não é dar presentes, mas ser presente.
   Excelente ano novo a cada um de nós, que as realizações e conquistas que não foram possíveis no ano de 2015 sejam realidade no ano que nos espera. Que as benção de Deus esteja sempre com todos nós.
   O blog volta com posts em 04/01/2016 vou aproveitar as festas para preparar coisinhas novas para nós. Grande beijo e obrigada por acompanhar o blog, espero por vocês em 2016. Beijinhos no coração!!!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Escolas nos EUA.

   O assunto escola é muito interessante nos EUA. Primeiro por que as aulas são de período integral, os alunos entram nas escolas por volta de 8 da manhã e saem as 3 da tarde, eles passam boa parte do dia estudando e assim que chegam em casa, estudam um pouco mais, afinal, todos os dias é dia de lição de casa.
   Por aqui não existe isso de, fulano não gosta de estudar, a escola é chata, ele tem dificuldade de aprender, está sofrendo bullying, criança é assunto sério, diria que um dos mais sérios neste país. Qualquer coisa que aconteça com uma criança é observado, investigado, estudado e resolvido, da melhor maneira possível, sempre visando o bem estar de cada um deles.
   Todas as escolas, a partir do jardim da infância, oferecem transporte escolar, os famosos ônibus escolares, aqueles amarelinhos que aparecem nos filmes. Esses ônibus buscam e deixam as crianças em pontos, sempre o mais próximos possíveis de suas casas.
   Um ponto muito interessante é o tratamento dado a alunos imigrantes nas escolas. Assim que chegam, os alunos são matriculados normalmente nas escolas, porém durante as aulas, os alunos que não falam o inglês, são retirados e levados para aulas particulares de Inglês como Segundo Idioma (ESL) essas aulas são diárias e costumam ter duração de 50 minutos cada, algumas vezes sendo aulas duplas em um dia. Normalmente, dentro de seis meses as crianças já estão acompanhando as aulas normalmente, pois aprendem o inglês muito rápido, quanto mais jovens mais rápidos aprendem o idioma.
   São tantos pontos referente à escola para serem tratados que me sinto até perdida, as regras de convivência por aqui são muito rígidas, uma das coisas que achei interessante, foi o fato de escolas públicas e não católicas, não comemoram festas como Natal, afinal, existem alunos de várias religiões que frequentam um mesmo espaço, então é muito frisada a necessidade de respeitar a religião de todos. Também são respeitados os feriados judeus, afinal eles também respeitam os feriados católicos, então nada mais justo.
   No frigir dos ovos, não importa sua cor, raça, religião ou credo, crianças são sempre crianças, têm os mesmos direitos e nada pode ameaças o direito à escola e acesso à educação, acima de qualquer. Pisa estão os direitos de quem vai construir o futuro da nação.


terça-feira, 22 de dezembro de 2015

"IPVA" nos EUA.

   Nos dias de hoje, ter um veículo não é questão de luxo sim de necessidade, todos sabem quão necessário é ter um veículo para auxiliar nas tarefas do dia a dia, para trabalhar, levar as crianças para a escola, hospital, creche, fazer supermercado e finalmente ter um pouco de lazer aos finais de semana. 
   Pois é, posso dize que aqui no hemisfério norte isso não é nenhuma novidade, tanto que os valores pagos de impostos, combustível e seguro e até do próprio veículo, são muito mais acessíveis e justos aqueles praticados no Brasil.
   Nunca tinha tido a chance de pagar a registration do carro, o primeiro que tivemos foi vendido antes de vencer, essa registration seria o IPVA do Brasil, porém com valores bem mais baixos. Como podem observar na foto acima, esse ano vamos pagar o absurdo de $132,00 dólares de imposto, esse valor para um carro da marca Toyota de ano 2009. O único valor extra que vamos pagar é a inspeção, que do meu carro também vence em janeiro, pois foi o mês que compramos o carro, mas esse valor não passa dos $32,00 dólares.
   Como vocês podem constatar, o governo daqui não tenta esfolar o povo vivo com os impostos cobrados, muito pelo contrário, a compra e manutenção de veículos é muito fácil e com valores muito acessíveis, porém, nem por isso é deixado de oferecer um transporte público de qualidade, afinal, todos aqui tem o hábito e cultura de usar o transporte coletivo por inúmeros motivos, sejam eles econômicos, por conforto e comodidade ou seja lá o que for, mas o importante é que quem decide o que usar e seja lá qual for a escolha, será sempre muito bem atendido.


segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Combustível.

   Quem não sabe que muitas coisas nos EUA costumam ser mais baratas se comparados aos mesmos produtos no Brasil, algumas coisas são por conta do valor da exportação, sei que o dólar interfere muito no preço final de muitas coisas e que hoje com a alta do dólar, fazer compras nos "States" nem sempre têm saído muito mais barato (apesar de achar que ainda compensa se comparado o custo beneficio).
   A cada duas semanas costumo abastecer meu carro, e já faz muito tempo que quero mostrar isso a vocês. Hoje o preço do combustível nos EUA está caindo consideravelmente, a quase seis meses atrás o preço da gasolina por galão (3,785 lts.) era algo em torno de $3,50 / $3,85 dependendo da semana. Claro que esse valor varia de acordo com a região do país, em alguns Estados esse preço pode variar para mais ou menos.
   Uma rede de supermercados muito famosa por aqui, oferece um tipo de cartão fidelidade, não tem nada a ver com cartão de crédito, é apenas um cartão para adquirir descontos nas compras e a cada dólar gasto você ganha pontos e esses pontos podem te render descontos em combustível. Como aqui em casa procuramos economizar cada centavo, afinal, dinheiro não dá em árvores, aproveitamos esses pontos e vamos abastecer no posto participante desta parceria.
   Se vocês observarem na foto da bomba de combustível, vão ver que o valor do galão é de $2,25 porém, como utilizamos o cartão do mercado, conseguimos $0,30 de desconto e pagamos $1,95 por galão. Pessoal, nos enchemos o tanque do carro com $30,00 dólares!!! Foram mais ou menos 15 galões de combustível. 
   Gente, eu acho absurdo, combustível no Brasil tinha de ser quase de graça, deveríamos ser os primeiro beneficiados com a produção de petróleo, será que alguém pode me explicar de forma coerente qual o problema??? 

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Você quer brincar na neve?

   Sempre me perguntei como é que era a estrutura para viver em um país com neve, como andar nas ruas, se os carros precisavam de correntes nos pneus e muitas outras coisas relacionadas ao frio. Confesso que o primeiro inverno foi de grande expectativa, queria sentir e ver com meus próprios olhos se era assim tão rigoroso e também aprender sobre esse frio todo.
   A primeira Nevada que vi, posso dizer que foi bem light, quase não acumulou neve, não foi necessário limpar a porta de casa e nem nada, porém, pouco tempo depois as coisas mudaram um pouco de figura. Com o tempo aprendo que os meses de janeiro e fevereiro são os meses de inverno mais rigorosos, e consequentemente, tem muita neve.
   Até eu ver neve em grande quantidade e não ter grandes problemas para sair de casa, achava tudo muito lindo, mas quando passou a ser parte do dia a dia, a admiração por tudo aquilo foi diminuindo. Não posso reclamar, meu esposo sempre limpa a neve, nunca tive que pegar uma pá para limpar a frente de casa e normalmente ele também já deixava o carro mais ou menos limpo, mas não era sempre que isso era possível, afinal, muitas vezes ele ficava quase uma hora limpando neve antes de conseguir sair de casa para o trabalho.
   Com o tempo aprendi sobre os carro que limpam neve, jogam sal nas ruas para derreter a neve que cai, que depois de limpar a frente de casa, também jogamos sal, aprendi que existem sapatos a prova de água e a prova de clima, para suportar tanta neve e frio. Aprendi que não existe a necessidade de colocar correntes nos pneus do carro, por aqui são muito usados os carros AWD ou 4x4, pois dirigir na neve é quase que a mesma coisa que dirigir na lama.
   Em fim, a cada dia tenho um novo aprendizado, realmente vou vivendo e aprendendo e a cada dia percebo que ainda tenho muito que aprender.
(Fotos arquivo pessoal)


quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Regras de trânsito.

   Quantas e quantas vezes nos queixamos do trânsito? Acredito que não importa onde, todos têm um pouquinho para reclamar quando se trata de trânsito, dirigir, seja em grandes ou pequenas cidades, e o pior é que sempre pensamos o quanto o outro está errado, mas nem sempre é bem assim.
   Mais uma vez, com o passar do tempo fui aprendendo muitas coisas sobre esta nova cultura e confesso que muitas coisas me encantaram e outras me deixaram com um pouco de medo, ou talvez a palavra seja receio. Notei o quanto o trânsito é levado a sério e também as suas regras. Muitas coisas me intrigaram e surpreenderam, como por exemplo, em alguns semáforos é permitido virará a direita mesmo quando vermelho, os sinais de pare são extremamente respeitados, o limite de velocidade nas rodovias ainda mais, mesmo sendo um valor relativamente baixo, 55 milhas por volta de 90 km/h, considerando a potência dos veículos...
   Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi o fato de que, quando se leva uma multa, não é apenas a multa e os pontos na carteira, mas também existe uma corte, seria um julgamento com juiz e tudo. Quer dizer, além de todo o transtorno que uma multa pode te causar, você ainda é obrigado a se apresentar a um juiz e explicar o motivo de ter causado tal infração. 
   Quanto a se apresentar a um juiz, existem dois lados, o bom e o Ruim. O lado ruim é ter de passar por mais esta situação, comparecer a um "julgamento" onde você pode sair culpado ou inocente e o lado bom é que existe a chance de se explicar e questionar tal multa, e em minha opinião esse aspecto é interessantíssimo. 
   Outro ponto interessante referente às multas, é que se alguém toma uma multa e consequentemente você adquire pontos na sua habilitação, o seguro do seu veículo vai aumentar e dependendo da gravidade de sua infração, o aumento pode ser um tanto quanto violento. Acho  muito interessante esse ponto, pois a grande maioria das pessoas evitam ocorrência de multas, para então não ter que colocar a mão no bolso e prender da forma que mais dói, gastando dinheiro.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Construindo crédito.

   Construir crédito nos EUA pode levar algum tempo, e muitas pessoas podem se perguntar se vale a pena e eu lhes respondo que sim. Como já expliquei no post anterior, sem crédito é muito difícil se conseguir fazer algumas coisas, então a decisão mais inteligente a se tomar, é começar a construir seu crédito.
   Uma opção muito interessante é o chamado cartão de crédito de segurança ou Security card. Este cartão funciona da mesma forma que um cartão de crédito, porém, você tem que fazer um depósito que fica como uma segurança de que sua dívida será paga. Por exemplo, se você quer um cartão de $1000,00 dólares, você vai até o banco e deposita essa quantia e q deixa como um seguro, então o banco te oferece um cartão de crédito no valor de $1000,00.
   Uma vez que você tem este cartão, você pode e deve utilizá-lo como um cartão de crédito qualquer, a única diferença é que se você não pagar a fatura, este valor será debitado do depósito que você fez anteriormente. Claro que uma vez que se está tentando construir um crédito, ninguém quer deixar que isto aconteça, até pq pode atrapalhar no seu histórico de bom pagador e pode pesar contra você em algum momento.
   Depois de algum tempo com esse cartão de seguro, o banco avalia seu histórico e caso o resultado seja positivo, o mesmo te oferece um cartão de crédito e então te devolve o valor depositado. Outras coisas que podem ajudar na construção do crédito são contas de telefone, internet, TV a cabo e seguro do carro. Como se vê as opções são imensas, mas lembre-se, evite sempre estar inadimplente ou com débitos, pois seu crédito pode ser reduzido drasticamente do nada, então todo trabalho feito terá sido em vão.

Crédito nos EUA.

   São tantas coisas interessante e importantes nesse país, que nem sempre sei por onde começar. Algumas coisas se tornaram tão triviais com o dia a dia que acabo me esquecendo o quão organizadas são.
   Não sei se todos sabem, mas aqui nos EUA, uma das poucas coisas que se vende parcelado são imóveis e veículos automotivos, assim sendo, para todo restante não existem as suaves dez parcelinhas básicas com as quais estamos tão acostumados. Uma das possibilidades por aqui, é fazer as compras no cartão de crédito e então parcelar o pagamento da fatura, e apesar de soar assustados, por aqui não é assim tão ruim comparando as taxas de juros praticadas Brasil X EUA ( as taxas aqui giram em torno de 22% a.a).
   Aí vocês vão me dizer: a Joyce, mas então ficou fácil! Não necessariamente. O crédito nos EUA é um aliado poderosíssimo, este pode te tirar do buraco ou levar para dentro dele. Qualquer coisa que se tente fazer por aqui, relacionado a transações financeiras, é necessário uma avaliação do seu crédito e de acordo com o nível do mesmo, são definidas as taxas de juros e até a aprovação ou não do seu financiamento.
   O crédito por aqui é tão importante que caso alguém entre em uma concessionária e tente comprar um veículo com dinheiro vivo, muito provavelmente não vai conseguir fazê-lo, a não ser que tenha muito bem explicado a origem deste dinheiro. Sim, pasmem, ninguém te vende algo, acima de dez mil dólares, se não souber de onde saiu o dinheiro para determinada compra. Daí a importância de ter um bom crédito. Agora vocês vão me perguntar, mas como faço para ter esse crédito? E eu lhes digo, esse já é assunto para outro post. Fiquem ligados que breve explico em um post como é feita a construção de crédito.

domingo, 13 de dezembro de 2015

Medicamentos nos EUA.


  Existem algumas coisa que são extremamente controladas neste país, entre eles estão os medicamentos. É verdade que as farmácias oferecem produtos que em muitos outros não existe tão fácil acesso, e sinceramente não entendo o motivo, mas na sua grande maioria são as vitaminas em geral ou medicamentos para gripes, resfriados ou simples analgésicos que estão ao alcance das mãos do consumidor. 
   Achei muito interessante a responsabilidade e o controle com os medicamentos. Primeiro que não se consegue comprar determinados remédios sem receita médica, até mesmo os anticoncepcionais precisam de receita.
   No caso da foto, meu filho estava com infecção de ouvido e foi necessário começar um tratamento com antibióticos. Por se tratar de um bebê, o escolhido foi em líquido, e a prescrição médica era de 2,5 ml duas vezes ao dia, durante dez dias. Assim sendo, ainda no consultório, a médica me perguntou qual era minha farmácia de preferência, então passei o nome da mesma e o consultório se encarregou de enviar a receita para a farmácia.
   Poucos minutos depois de sair da consulta, segui para a farmácia, afinal, meu bebê precisava tomar o remédio o quanto antes. Ao chegar foi necessário apresentar o cartão do plano de saúde dele, passar algumas informações pessoais e aguardar por volta de 5 minutos. Após pouco tempo, o remédio estava pronto, na quantia exata que deve ser usado no tratamento, sem faltar ou sobrar nadinha de nada.
   Ainda na etiqueta que acompanha o remédio, existe o nome do médico que receitou o mesmo, com o número de registro, endereço de trabalho e telefone para contato. Uma forma bastante responsável de manipular produtos tão sérios e que podem causar bem ou males enormes as pessoas.


sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Troca de pediatra. (Continuação)

   No mesmo dia que fiz a troca do pediatra, liguei para agendar uma consulta para meu filho, já não confiava mais no médico anterior e queria me certificar de que estava tudo bem. Me surpreendi com a rapidez com a qual consegui um horário e não para muitos dias a diante, e esse fato já me fez sentir mais segura, afinal, a agenda da médica era mais organizada.
   Pouco tempo depois, chegou o dia da consulta e levei meu bebê para um checkup e já notei algumas diferenças. Começou pelo local, a aparência do consultório a sala de recepção, eram muito mais organizadas e agradáveis, as secretarias pessoas simpáticas e educadas e a enfermeira muito paciente e cuidadosa. As práticas utilizadas durante a consulta foram muito mais agradáveis e na minha opinião eficazes.
   A médica entrou, fez um exame médico minucioso e sem pressa, checou várias coisas que médico anterior não havia visto. No frigir dos ovos, o bebê estava abaixo do peso, com algumas vacinas faltando e com um pequeno estralo nas perninhas. Eu sabia e meu esposo sempre diz que médico e advogado, tem que ser muito bons, e está é a mais pura verdade. Depois de tudo isso, quanto a pediatra tive ainda mais certeza.
   Na mesma consulta, meu filho recebeu as vacinas faltantes e eu recebi instruções sobre como proceder para o bebê ganhar peso. Naquele dia, sai da consulta muito brava e desapontada com o antigo médico, mas muito feliz pelo fato de ter trocado o pediatra antes que algo de grave pudesse acontecer.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

A troca do pediatra.

   Desde o nascimento do pequeno Bryan, graças a Deus, não tive grandes problemas quanto sua saúde, ele é um menino saudável e bastante esperto. Quando sai da maternidade, não conhecia nenhum pediatra, então acabei "escolhendo" o que o atendeu ainda no hospital para ser seu pediatra.
   Após uma semana do nascimento, levei o bebê para o primeiro checkup e logo na primeira consulta tive a primeira decepção. Por um erro da secretaria, a consulta de meu filho não foi agendada e então médico e secretaria começaram a discutir na minha frente. Acredito que para tentar se defender, a mesma alegou que eu não tinha agendado e nem ao menos ligado para agendar a consulta, mas graças a Deus, hoje podemos usar a tecnologia a nosso favor.
   O médico foi bastante coerente e nos atendeu, acredito que depois de assistir à tanta discussão, era o mínimo que poderia ser feito. Na primeira consulta não aconteceu nada de muito importante, ele checou o tamanho e peso do bebê e mais algumas coisas de uma consulta de rotina. A segunda consulta aconteceu depois de seis semanas, e foi quando começaram as vacinas.
   Mais uma vez, cheguei ao consultório e presenciei discussões entre médico, enfermeira, secretária e pacientes. Confesso que fiquei muito chocada e não achei um ambiente saudável. Durante a consulta do meu filho, o médico e a enfermeira discutiram o tempo todo a respeito de outro paciente que não estava satisfeito com o atendimento. Fui obrigada a interromper a discussão para ter alguma informação sobre meu filho.
   Sai do consultório horrorizada e um tanto quanto perdida. Dias depois, conversando com uma amiga, por acaso, ela me perguntou sobre o pediatra do bebê e quando falei quem era ela me sugeriu trocar o mesmo imediatamente. Me contou coisas absurdas sobre este "profissional" e no mesmo momento me indicou uma clínica próxima a minha casa, com profissionais muito bem avaliadas.
   Chegando em casa, conversei com meu esposo e decidimos fazer a troca. Com apenas algumas ligações tudo estava resolvido. Logo de cara consegui agendar a primeira consulta para da li a poucos dias e então conhecer a nova médica.
(Continua)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

De volta ao trabalho.

   Depois que meu bebê completou quatro meses, já me sinto mais confiante em voltar a trabalhar, mas confesso que minhas exigências e preferências mudaram muito. Hoje posso dizer que prefiro qualidade a quantidade.
   Já faz algum tempo que tenho procurado por trabalho, mas sinceramente, todos as vagas que me ofereceram não estavam vindo de encontro a minha necessidade, eram vagas para começar a trabalhas as sete da manhã e ficar até às sete da noite de segunda a sexta, e confesso que esses horários estavam me assustando um pouco, seriam muitas horas para ficar longe de um bebê tão pequeno e aquilo que mais me doía era pensar que trabalhando nesses horários, não teria a chance de acompanhar o crescimento e desenvolvimento do meu filho.
   Por esse e outros motivos, decidi que não iria pegar qualquer trabalho, iria esperar até encontrar algo que atendesse minhas necessidades e que me desse a oportunidade de continuar acompanhando o crescimento do meu pequeno.
   Na semana passada, uma amiga e irmã em Cristo, me ligou perguntando se eu estava procurando por trabalho e me disse que precisava de alguém para a ajudar em uma casa em que ela trabalha. Ela me explicou o horário, me passou mais algumas informações e me perguntou se me interessava, não pensei duas vezes e aceitei na hora, depois disso combinamos de ir até a casa para eu aprender o serviço. 
   Minha preocupação naquele momento, era encontrar alguém de confiança para tomar conta do meu bem mais precioso, e Deus foi tão piedoso que encontrei alguém no mesmo dia. Na data marcada fui com minha amiga aprender o serviço, e confesso que fiquei encantada com tudo aquilo que meus olhos puderam ver. Nunca na minha vida vi uma casa tão grande e luxuosa, cada mínimo detalhe, a decoração de muito bom gosto e para completar, a dona da casa de uma simpatia e humildade imensa.
   Com a graça de Deus, gostei do trabalho e a dona da casa também, combinamos de eu começar na casa já nesta semana. É apenas um dia na semana, mas já estou muito feliz, sei que aos poucos vou refazendo minha agenda e organizando meus horários.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Lar doce lar

   Após três dias longe de casa, já não aguentava mais de tanta saudade do meu cantinho e das minhas coisas, por mais humilde que nossa casa possa ser, não existe um lugar mais aconchegante e acolhedor que nosso lar. Deixar o hospital com meu bebê e meu marido, foi a sensação mais maravilhosa que pude sentir.
   No momento que deixei o hospital, soube que teria de aprender a ser mãe na pratica. Seriam muitos desafios, muito aprendizado e seria necessário muita sabedoria para poder criar e educar aquele ser tão pequeno e frágil da melhor forma possível.Logo de cara, algumas novas instruções, no hospital me instruíram a não dar banho no bebê até que o umbiguinho caísse, eu achei a coisa mais estranha do mundo, afinal, todas as crianças que conheci tomaram banho e nenhuma teve algum tipo de problema, então claro que não segui esta instrução.
   Os dias foram se passando e eu aprendendo mais e mais sobre a maternidade, descobri que o sono se torna um bem precioso, e que se quando grávida não dormia, nos primeiros dias do bebê em casa não seria muito diferente. Algumas pessoas muito especiais e bondosas me estenderam as mãos no momento que mais precisei, me deram conselhos, sugestões, apoio moral e também muito carinho.
    Me vi cercada por pessoas que muito pouco me conheciam, mas me tratavam como se fosse alguém muito importante para todas elas. Quando estava perdida, sem saber como cuidar do meu bebê, recebia conselhos dos mais experientes, quando o cansaço estava nítido em meu rosto, sempre alguém me dizia para não perder as chances de descansar assim que o bebê dormisse, e a cada dia, com cada nova situação, fui aprendendo mais e mais e pude notar o quanto Deus se importa comigo, não importando de que lado do globo eu me encontre.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Reflexão.

   Sempre que se fala em morar fora do país, pensamos em quanto a vida pode mudar, as oportunidades que irão aparecer e de toda a experiência de vida que se pode adquirir. É muito bom viver em um país de primeiro mundo, tudo do bom e do melhor em termos de qualidade de vida lhe é oferecido, claro que tudo tem seu preço e nem sempre podemos pagar o mesmo.
   Quando criança, sempre fui muito apegada a minha mãe é isso durou até a adolescência e posso dizer que parte da vida adulta, mas a vida e Deus são tão sábios, que aos poucos foram me ensinando a me desligar dela e aprender a viver minha vida. 
   Depois que me mudei para este país, passei por várias situações que gostaria de estar no Brasil, junto à minha família, e sei que ainda haverão muitas que irão me despertar o mesmo sentimento. A cada aniversário de um ente querido, de um amigo, casamentos de amigos e familiares, feriados prolongados e até mesmo funerais, são momentos que fazem o coração chorar, mas ainda assim, chorar em silêncio. É o momento em que a razão tem de falar mais forte que a emoção.
   Perto da data de meu parto, senti muita falta da minha mãe, queria muito estar perto dela, mas não foi possível e apesar de não ter acontecido como planejei, pude notar que algumas situações acontecem apenas para nos fortalecer. Tive meu filho sozinha e de parto normal, como havia planejado, tenho expulsado vários fantasmas que me atormentam e vivido "só por hoje", aprendi a diferença entre família e parente, notei quem são os verdadeiros amigos, conheci novas pessoas e histórias de vida, novos motivos para continuar, e o principal, na grande maioria das vezes, nossa vida é o resultado das escolhas que fazemos.
   Acredito que a maior experiência de tudo que tenho vivido é que, não importa a circunstância não deixe de tentar nunca, e acredito que este é o verdadeiro significado da frase: não se trata do quanto se consegue bater, mas sim o quanto se aguenta apanhar. 

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Coisas de primeiro mundo.

   A experiência de ser mãe, acredito ser o feito mais importante e marcante na vida de uma mulher, e posso agradecer a Deus, pelo fato de ter tido o privilégio de passar por este momento em um país de primeiro mundo. 
   Quando cheguei ao hospital estava muito assustada, era meu primeiro filho, em um país estranho, de idioma estranho, no momento mais importante de minha vida e sem saber se seria capaz de passar por toda essa experiência sem falar o idioma é longe de minha mãe. Pode parecer infantil, mas a grande maioria das mulheres gostariam de ter a mãe por perto em um momento como esse, e eu não sou nem um pouco diferente de todas elas, mas não foi assim que aconteceu e Deus sabe o motivo de todas as coisas.
   Minha grande preocupação, era não saber como cuidar do bebê nos primeiros dias, tinha pavor em pensar em cuidar do umbigo do bebê sozinha, e ainda tinha mais a questão da amamentação, aquelas que já passaram por esta experiência devem saber de que estou falando. Posso dizer que minha gestação, foi o período em que mais aprendi neste país e a seguir vou listar as coisas que mais me surpreenderam.

  • Durante a gestação, pude notar quão educados, gentis e prestativos as pessoas são com as grávidas.
  • Uma gestante tem cuidados preferenciais, não importa onde. (Não existe a necessidade de placas, assentos de outra cor, ou filas especiais para o bom senso falar mais alto).
  • A saúde da mãe e do bebê são assuntos de primeira importância.
  • Durante a gestação e depois do parto, o seguro de saúde oferece um acompanhamento mental a mãe, para prevenir e eventualmente tratar uma possível depressas pós parto.
  • Se a mãe julgar necessário, pode pedir até três visitas de uma enfermeira em sua casa, para auxiliar com cuidados com o bebê ou para si mesma.
  • Ainda no hospital, eles checam se os pais que vão sair do mesmo de carro, possuem o bebê conforto no veículo, sem o mesmo, não autorizam a saída da criança.
  • Enquanto o bebê está no hospital, não é necessário levar nada, absolutamente nada para a criança, o hospital providência tudo.
  • Quando a mãe e criança têm alta médica, uma enfermeira se encarrega de levá-los até a porta do hospital, em uma cadeira de rodas, evitando assim qualquer tipo de acidente ou possível sequestro de crianças ainda no hospital.
  • Em duas ocasiões que estive no hospital, recebi em minha casa, uma pesquisa de qualidade quanto ao atendimento recebido, avaliando desde o segurança ao médico, do tempo de espera, qualidade do atendimento, limpeza e forma que meu problema foi solucionado.
   São tantas as coisas que me surpreenderam neste lugar e ainda surpreendem, claro que nem todas para o bem, mas digo que até aqui a média foi positiva, principalmente no quesito saúde e educação, mas a matéria sobre educação vai ficar para um próximo post.


quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Americano ou Brasileiro?

   Ainda no hospital, recebi muitos papéis para ler e alguns para assinar, entre eles estavam explicativos sobre vacinas, amamentação e o mais importante, a certidão de nascimento do bebê. É um pouco confuso e chato de mexer com toda essa papelada, eu estava muito cansada, o bebê mamava a cada duas horas, estava com dor, não conseguia dormir e ainda tinha de ler toda aquela documentação.
   Decidi ir por partes, chequei primeiro sobre as vacinas, a importância de cada uma delas, e assinei a autorização para que as mesmas fossem aplicadas em mim e meu bebê. Não são todos os Estados americanos que exigem a vacinação, mas NY sim, e eu acredito na necessidade das mesmas, então autorizei todas.
   Em seguida, fui checar sobre a documentação do bebê. Muitas pessoas têm dúvidas quanto à cidadania de uma criança que nasce fora do país, mas na verdade é mais fácil que se imagina.
Como nascido nos EUA, meu filho é um legítimo americano, porém, por outro lado, tendo pais brasileiros ele também tem direito a cidadania brasileira. Ou seja, ele é um americaninho de dupla cidadania.
   A parte burocrática quanto a isso é muito simples, no próprio hospital é dada a entrada da documentação americana, e depois com mais tempo, temos apenas de ir até o consulado brasileiro e fazer os documentos brasileiros da criança. Um bebê nascido nos EUA e filho de brasileiros nasce automaticamente um brasileiro, não tendo assim direito à visto brasileiro e para poder viajar ao Brasil, é necessário ter dois passaportes, tanto o americano quanto o brasileiro. 

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

No hospital.

   Quando cheguei no quarto, estava tão cansada que não via a hora de poder dormir um pouco. Alguns minutos depois que cheguei, trouxeram meu pequeno para ser amamentado, seria a primeira vez que ele iria mamar e finalmente eu teria meu principezinho nos meu braços. Ele era muito mais perfeito que eu já havia sonhado, cada curva, cabelos, olhos, tudo desenhado com perfeição por Deus.
   A primeira mamada foi um pouco mais difícil que imaginei, pensei que o bebê iria sugar com maior facilidade, mas a enfermeira do berçário foi muito atenciosa e muito nos ajudou. O próprio hospital me ofereceu um bico de silicone para auxiliar na amamentação, assim como uma pomadinha para passar nos seios para evitar rachaduras. Aliás, tudo aquilo que o bebê precisou do momento em que nasceu até a nossa saída, foi oferecido pelo hospital, por aqui não é necessário levar absolutamente nada, a não ser pijamas e itens pessoais como escovas de cabelo e dentes, chinelo, pois até mesmo os absorventes para as mães o hospital oferece.
   Muitas coisa no hospital me surpreenderam, como por exemplo, um quadro de informações sobre o paciente que existe no quarto. Neste contém informações como nome, médico e enfermeiros  responsáveis pela mãe e bebê, manutenção da intensidade de dor, dieta, entre outros. O tratamento com os pais ou acompanhantes também é muito bom, existe em cada quarto um sofá que vira cama, e no corredor, uma cozinha com algumas guloseimas (lanche natural, sucos, leite, muffins, flans, sorvete e água)  para os acompanhantes, uma vez que a única "refeição" servida a eles é o jantar.
   Logo de manhã, quando o café da manhã é servido, eles retiram o pedido do almoço, e no almoço o da janta. Sim, os pacientes escolhem aquilo que querem comer, dentre três opções. No jantar de sexta feira as opções eram um peito de frango recheado, filet mignon ou lagosta, isso tanto para paciente quanto para o acompanhante, sem ainda mencionar os acompanhamentos e sobremesa.
   Eu tinha muito receio de ter bebê neste país, algumas pessoas diziam que os imigrantes eram maltratados, ficavam sentindo dores no hospital, e coisas do tipo, mas posso dizer que minha experiência foi muito boa, tive médicos e enfermeiros que me trataram muito bem e sempre muito atenciosos, infelizmente tenho de dizer que, foi a experiência mais positiva que tive em se tratando de saúde durante toda minha vida.
   Sei que algumas pessoas devem estar se perguntando, qual o custo de tudo isso? Eu lhes respondo, um parto e estadia no hospital aqui nos EUA, pode passar dos 20 mil dólares, a saúde aqui é levada muito a sério e não existe serviço meia boca. É por esta razão que as pessoas aqui tem os chamados seguro saúde, e mesmo aqueles que não podem pagar por um, quando se descobrem esperando uma criança, passam a ter assistência médica paga pelo governo americano e sem custo algum.

(fotos do arquivo pessoal)

 


 

 

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Desmaio Pós parto

   No momento em que o bebê nasceu a enfermeira nos deu um pacote pulseiras de identificação, duas para o bebê e uma para mim. No cordão umbilical também foi colocado um dispositivo de segurança com chip, assim, caso alguém tentasse sair do hospital com o bebê antes da alta médica e sem a mãe, este chip acionaria automaticamente um sistema de segurança e travaria todas as saídas do hospital, evitando um possível sequestro da criança. Depois dos procedimentos essenciais com o bebê, o mesmo foi levado para o berçário, para exames mais detalhados e também para um bom banho e troca de roupas. 
   Por volta de uma hora depois, eu estava pronta para subir para o quarto, mas antes disso pedi para ir ao banheiro. Os primeiros passos depois do parto foram um tanto quanto estranhos, estava muito cansada e me sentia um pouco fraca, tinha perdido algum sangue e não comia a horas. A enfermeira me acompanhou até o banheiro e me avisou que estaria do lado de fora me esperando, e que se precisasse de ajuda podia chamar. Me lembro que foi tudo bem, até que tentei abrir a porta do banheiro para sair e desmaiei.
   Quando acordei perguntei que havia acontecido e pude observar cerca de cinco enfermeiras ao meu redor e eu no chão, tinha a impressão que tinha tirado um sono profundo que havia sido interrompido por um odor desagradável que me fez voltar a consciência. Mais uma vez fui colocada na cama e tive de ficar em observação por algumas horas.
   Durante o tempo que estava em observação o diretor de enfermagem e a gerente de enfermagem vieram falar comigo, cada um em momentos distintos. Ambos me fizeram as mesmas perguntas, queriam saber que tinha acontecido, se eu sentia dores, se tinha batido a cabeça, se me sentia mal e principalmente se eu achava que minha queda era fruto de uma possível negligência por parte da enfermeira. Na hora isentei a enfermeira de qualquer culpa, afinal, ela estava por perto, eu é quem não tive tempo de avisar que não me sentia bem.
   Depois de quase duas horas em observação, fui transferida para o quarto. Estava ansiosa para ver meu bebê e principalmente para tomar um banho, mas minha expectativa pelo banho durou pouco, logo que cheguei no quarto me colocaram uma pulseira extra, advertindo sobre o risco de desmaio e como consequência, não pude fazer absolutamente nada fora da cama até o dia seguinte sem o acompanhamento de uma enfermeira.
(Continua)


Compartilhe

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More