segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Dia do Parto.

   Assim que chequei no hospital minha internação foi feita sem perguntas, apenas confirmaram o nome do meu médico. De imediato fui encaminhará para o quarto onde seria realizado meu parto, era um quarto pequeno porém muito bem equipado inclusive com televisão, telefone, internet e banheiro.
   Durante todo o tempo tive direito a um acompanhante, meu esposo pode ficar comigo em todos os momentos o que para mim foi imprescindível já para ele não sei se foi a melhor opção... O parto normal foi um tanto quanto assustador para ele, e até hoje ainda não o convenci de ter o segundo filho. Após algumas poucas horas sentindo as contrações, tive vontade de desistir do parto normal, e perguntei a meu médico se seria possível, e ele prontamente me disse que não, as cesarianas são realizadas apenas se forem agendadas previamente ou mediante uma emergência.
   Perto do meio dia, meu obstetra me avisou que por volta das três horas da tarde iria me liberar a anestesia, não poderia fazer antes para não atrapalhar na dilatação, então minha opção era aguentar firme. Me lembro que senti muita sede e calor, mas a única coisa que me davam eram pequenos cubos de gelo, para me ajudar a refrescar um pouco e também colocaram um imenso ventilador no quarto, já que o ar condicionado não estava me ajudando muito. Eu não pude me alimentar durante o dia todo, porém meu acompanhante foi muito bem tratado.
   Quando finalmente chegou às três horas da tarde, a anestesista me aplicou a epidural, foi aí que minha bolsa acabou de romper, por conta da posição que tive de ficar para receber a anestesia. A essa altura estava com 5 para 6 centímetros de dilatação, e o desejado eram entre 9 e 10, então ainda me restavam algumas horas de espera, porém, com a anestesia se tornou fácil esperar, finalmente consegui dormir e descansar um pouco. Após cerca de três horas o efeito da anestesia começou a passar e então pedi para receber mais e fui atendida. 
   Por volta de oito da noite o médico me avisou que iríamos começar o parto as nove e assim foi feito. As nove horas a equipe de médicos e enfermeiras estavam todos à postos e comecei a empurrar o bebê. Mesmo durante o parto, tive a presença de meu marido, que me ajudou em tudo que pode, principalmente com o apoio moral que tanto precisava.
   Depois de dezesseis horas e meia, nosso pequeno príncipe nasceu. Meu esposo cortou o cordão umbilical e finalmente pudemos ouvir o chorinho e ver o lindo rosto de nossa nova razão de viver. O pequeno Bryan chegou ao mundo no dia 30 de Julho de 2015, as 22:35, pesando 3.295 kg e 50,8 cm.

(Fotos do arquivo pessoal) 

 

 



   


sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Black Friday.

   Logo depois do dia de ação de graças, temos a data que o comércio aproveita para encher a burra. No tão esperado Black Friday, que ultimamente tem acontecido na quinta feira, as lojas baixam o preço de vários produtos, muitos deles em valores bastante significativos e com isso acabam atraindo muitos consumidores e convencendo pessoas a esperarem por horas em filas gigantescas.
   Desde o ano de 2012, grandes redes tem optado por abrirem suas lojas mais cedo. A princípio algumas passaram a abrir suas portas às 6 da manhã, outras as 4 e hoje, já é bastante comum encontrar lojas abertas no próprio dia de ação de graças, a partir das 5 horas da tarde. Esse tipo de medida e também o fato de as promoções se estenderem às compras feitas por lojas on line, tem feito com que as tradicionais e conhecidas filas tenham seu tamanho reduzido de forma considerável.
   Hoje tive a oportunidade de sair e filmar e tirar algumas fotos, minutos antes da loja BestBuy abrir suas portas ainda na quinta feira. Os preços de vários produtos são muito atrativos e pude notar que os mais comprados são TV's, barras de som e jogos para vídeo games.

 

 
 


 
 




quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Thanksgiving.


   Uma das coisas que mais sinto falta aqui no hemisfério norte, são os inúmeros feriados prolongados, sei que muitos vão dizer que é por este motivo que nosso país não vai pra frente, ok, mas por aqui são pouquíssimos os feriados em que todos param e o Thanksgiving é um deles. Particularmente, a princípio a parte que mais gostava era o fato de ter um dia no meio da semana para ficar com meu marido, mas com o tempo tive a oportunidade de aprender um pouco mais sobre a cultura e entender sobre o Dia de Ação de Graças.
   O Thanksgiving foi criado por colonos em 1621 na região de Nova Inglaterra, quando ao final do outono deram graças por um excelente período de colheitas. A primeira celebração foi realizada após um ano de colheitas ruins e inverno muito rigoroso. Como forma de agradecimento a Deus por tanta prosperidade, o governador da vila ordenou que uma festa fosse organizada para comemorar o progresso da região. Entre os alimentos servidos estavam, pato, peru, peixe e milho.
   Todos os anos o dia de ação de graças é muito esperado e igualmente celebrado, pude também notar que apenas depois deste feriado é que o espírito natalino realmente toma conta de todo os EUA. Durante a semana do feriado, os mercados se tornam lugares disputadíssimos e um tanto quanto insuportáveis, porém tenho de confessar que acho muito bonita a intenção, o país inteiro para com o intuito de agradecer a Deus, por tudo aquilo que conquistaram durante o ano.
   Todos os anos em Manhattan também é realizado um grande desfile, o Macy's Thanksgiving Parade, organizado pela maior loja de departamentos a Macy's. Confesso que nunca fui assistir, normalmente nesta época do ano já está nevando ou eu estava trabalhando, este ano não estou, mas também não vou, afinal existe a ameaça de ataques terroristas na região, então acredito que o melhor é ficar em casa e evitar multidões.
   Mais tarde, no final da noite, pretendo colocar algumas fotos do jantar de Ação de graças da minha família, quem quiser pode acompanhar pelas redes sociais; Instagram @meudiariousa , página no face - Meu Diário USA ou YouTube - Joyce Cunha. Desejo a todos um ótimo dia de ação de graças, lembrando que todos os dias é dia de agradecer e que sempre temos algo pelo que agradecer.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Dia D.

   Eu estava sentada na cama nervosa e sem reação, me levantei, fui até o banheiro e tentei ligar para minha mãe no Brasil, queria uma opinião, um conselho, qualquer coisa, mas não consegui falar com ela. Voltei para meu quarto e mais uma vez me sentei na cama, neste momento meu marido acordou e me perguntou se estava tudo bem, e eu apenas respondi que sim e que achava que nosso bebê iria nascer naquele dia.
   Voltei a me deitar e procurei manter a calma, queria ter certeza que eram sinais do parto, afinal, as contrações ainda estavam muito espaçadas. Pouco antes das oito meu esposo foi para o trabalho, que fica a uns quinze minutos de caminhada de casa e me pediu para chamá-lo caso necessário, concordei e continuei deitada. Não se passaram muitos minutos e telefonei para uma amiga, e ela de cara me perguntou: E aí? Já vai nascer? Eu ri e respondi, não sei! Expliquei a ela tudo que estava sentindo, ela confirmou, eu estava em trabalho de parto. 
   Perto das nove horas da manhã, já não aguentava mais de dor, as contrações já estavam mais constantes e então liguei para meu marido. Nunca vi o coitado chegar em casa tão rápido, em menos de cinco minutos ele estava em casa. Minha amiga havia me instruído a ficar em casa o máximo possível, e fazer de acordo com aquilo que o médico havia me falado, ir para o hospital quando as contrações estivessem com intervalos de ao menos dez minutos, porém, semanas antes eu tinha mostrado um vídeo de uma mãe que teve bebê dentro do carro a caminho do hospital, e lógico, o Diego ficou muito impressionado e não me deu muita opção, me enfiou no carro e correu para o hospital.
   Chegar ao hospital e já ter a ficha feita ajudou muito, nada de perguntas ou gente fazendo perguntas irritantes quando já se está muito nervoso. Fui levada direto para a maternidade, no caminho já havíamos ligado para meu médico e não muito tempo depois, o mesmo já estava me dando toda a assistência necessária.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

40 semanas

   Finalmente estava muito perto de ganhar bebê, não via a hora de ir para o hospital e finalmente ver a carinha do meu pequeno príncipe. Confesso que também já não aguentava mais o tamanho que estava, fiquei enorme, não tinha mais sapato que entrava no meu pé e a ansiedade era demais.
   Na Quarta feira tive minha última consulta antes de completar as 40 semanas de gestação, e já estava um tanto quanto nervosa, afinal, faltava apenas um dia para completar as semanas e nada de sentir sinal algum. Estava muito preocupada, queria muito o parto normal, não seria possível ter minha mãe ao meu lado e sabia que teria de me recuperar o mais rápido possível, para poder cuidar de minha casa, esposo e bebê.
   Durante a consulta, meu médico me informou que estava tudo bem, o bebê já estava encaixado mas eu ainda não tinha dilatação. Neste momento, ele me perguntou que faríamos se o bebê não nascesse até 41 semanas, e chegamos à conclusão de que apesar de querer esperar pela natureza, teríamos de agir. Ficamos combinados de esperar por mais uma semana, e caso nada acontecesse, na semana seguinte eu iria para o hospital, seria induzida ao parto normal, com medicamentos para ter dilatação e se não funcionasse, teríamos de fazer uma cesariana. Estava muito longe de ser aquilo que queria, mas não iria forçar a natureza, e muito menos pedir para marcar a cesariana, decidi confiar e esperar.
   Quando voltei para casa, pouco tempo depois, meu esposo chegou do trabalho e então o coloquei a par de toda a situação. Ele estava mais angustiado que eu, estava muito nervoso e ansioso, e olha que meu marido é a calma em pessoa. 
   Já havia pesquisado na internet sobre formas de "estimular" o trabalho de parto, entre os vários meios, vi sobre se sentar e equilibrar sobre uma bola de exercícios, e resolvi tentar. Naquela noite fui dormir muito cansada, já não tinha nem posição para dormir, sem contar que as noites eram muito longas, até por conta do calor que fazia no mês de Julho em NY, posso dizer que estava totalmente esgotada.
   Na manhã seguinte, acordei por volta de cinco e meia da manhã para ir ao banheiro e quando voltei e me sentei na cama, senti um pouco de água escorrer por minhas pernas. Levei um pequeno susto, mas não acreditei ser a bolsa rompida, afinal, foi tão pouquinha água que perdi. Porém, no mesmo instante, comecei a sentir contrações, bem rápidas mas intensas, naquele mesmo momento tive certeza, meu bebê iria nascer.
(Continua)


segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Redirecionamento de Compras

Olá pessoal

   Gostaria de informar a todos que trabalho com redirecionamento de compras. Para as pessoas que querem fazer compras nos EUA e necessitam de alguém para enviar as mesmas ao Brasil, eu faço este tipo de trabalho.
   Aproveitem a semana do Black Friday para fazer Suas Compras. Mesmo com a alta do dólar vale muito a pena. Entre os produtos que não envio estão, eletrônicos e perfumes.
 Aqueles que quiserem maiores informações, podem entrar em contato através do e-mail comprinhas.usa@hotmail.com. Recebendo o e-mail envio maiores informações.
   *por favor, apenas quem realmente tiver interesse em comprar.

Alguns sites de compras;
Amazon - compras em geral
Walmart - compras em geral
Carter's  - roupa infantil
ToysRus - brinquedos
BabiesRus - coisas para bebê
Foot Locker - tênis e material esportivo
Finishline  - tênis e material esportivo
Sephora  - produtos de beleza
Macy's  - loja de departamentos





Educação de primeiro mundo.

   Ainda muito nova, já tinha algumas metas para minha vida, uma delas era conhecer os EUA, e no dia que pisei neste país pensei, agora posso morrer feliz. Porém, logo esse pensamento mudou, quanto mais conhecia os EUA, mais me admirava e encantava, não me cansava de aprender e ver o quanto tudo por aqui é avançado.
   Uma das primeiras coisa que me despertou a curiosidade, foi o preço das casas, meu interesse pela arquitetura foi imenso, posso dizer que me apaixonei logo de cara e como minha nova meta de vida, tracei adquirir uma casa neste país. A partir de então, procurei me informar sobre os valores das casas e também saber como esses valores são determinados. Por aqui, a divisão de cidades é muito diferente do Brasil, aquilo que por aí chamamos de bairros, aqui praticamente são as cidades, todas elas têm prefeitura, polícia e até bombeiro. 
   Algo que me chamou muito a atenção, foi saber que a escola é algo determinante quanto ao valor das casas. É claro que o tipo de construção, tamanho da casa, do terreno e todas as outras coisas referente ao imóvel contam muito, mas a nota de cada distrito escolar é predominante, afinal, os impostos são altíssimos então é justo obter o melhor pelo valor pago. As escolas são avaliadas e recebem notas que variam de 1 a 10 (1 para as mais fracas e 10 para as melhores), e pude notar que quando visitamos os sites de imobiliárias a informação do distrito escolar é bastante destacado.
   Em certa ocasião, estava em meu trabalho, e as crianças que cuidava me fizeram uma pergunta, gostariam de saber quem era mais sabido, eu ou seus pais? Respondi prontamente que seus pais, afinal, eram mais velhos que eu e consequentemente mais experientes. Para a minha surpresa, me responderam que não e estavam bastante convictos quanto a isso, então perguntei o motivo. A explicação foi muito simples e direta: Joyce, você foi professora no Brasil, e os professores são muito mais inteligentes! Naquele momento fiquei sem reação, pude notar o respeito e a importância que a educação tem neste país, mas principalmente o respeito que os professores recebem de todos, desde muito pequenos.
   Com o passar do tempo, fui aprendendo mais e mais a respeito das escolas e das cidades, e pude notar que na verdade, quase tudo gira em torno da educação. Algumas cidades têm escolas com nota muito baixa, e outras com notas altíssimas, e isso interfere diretamente na escolha de famílias no momento de alugar e principalmente comprar seu imóvel. 
   Sei que nada é perfeito, e que todo lugar tem seus defeitos e pontos negativos, mas mais uma vez pude perceber o quanto nossos governantes têm que mudar, e nosso povo perceber que a educação é a chave para todas as portas.

sábado, 21 de novembro de 2015

Informativo

   Olá Pessoal, 

   Ultimamente ando pensando muito e refletido a respeito de alguns assuntos. Como todos sabem, tenho um bebezinho de pouco mais de três meses, e ser mãe ocupa boa parte do meu tempo, se existe algo que quero fazer com excelência, é cuidar do meu filho. 
   Tenho notado que aos finais de semana, a visualização do blog cai muito, significativamente, entendo que aos finais de semana, muitas pessoas querem aproveitar o tempo livre com suas famílias e amigos, e entendo e concordo plenamente. Por esses motivos tomei uma decisão em relação a frequência de posts no blog. 
   A partir de hoje, o blog terá posts fidedignamente de segunda a sexta feira, logo pela manhã, assim como tem sido até o presente momento. Nos finais de semana também vou me dedicar mais a minha família, porém, caso exista algum assunto muito interessante ou algum tipo de solicitação do meu público quanto a algum assunto, que não tenha como esperar para a segunda feira, faço posts extra para o final de semana. 
   Não sei dizer se esta decisão será permanente, mas caso os planos mudem, farei questão de fazer um novo comunicado a cada um de vocês. Espero a compreensão de todos e saibam que não deixo de pensar em vocês nem por um momento. 
Muito obrigada e Beijinhos no coração!!!

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Quanto vale o dólar nos Estados Americanos.

   Olá pessoal, vi esse post em uma rede social e achei muito interessante. É uma pesquisa mostrando, qual o poder de compra, no caso aluguel, com um valor de $1.000 (dólares) por todo os EUA.
   A diferença é gritante, fiquei de boca aberta, e pra falar a verdade, morrendo de vontade de mudar de Estado. É claro que os lugares onde o aluguel é mais baixo, o ganho também acompanha, e aí não faço ideia de qual vai ser o valor de moradias mais humildes. É tudo muito relativo, mas achei uma diferença muito grande.
   Aqui Alugueis ao redor dos EUA. tem o link original para que vocês possam conferir a matéria completa. O site está todo em inglês, mas sabe aquela frase que uma imagem fala mais que mil palavras, é bem isso. Abaixo vou colocar algumas fotos para vocês terem ideia sobre o que estou falando.

*créditos do site www.buzzfeed.com

                 

 

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Loja de brinquedos.

   Se tem algo que notei muito cedo por aqui, foi a facilidade de comprar brinquedos, não só pelo preço dos mesmos, mas também pela variedade e múltiplas opções quanto à qual tipo de brinquedo dar a uma criança. Quando entramos nas imensas lojas de brinquedos, existem vários setores, e os que mais gosto, são os de brinquedos educativos e de estímulo ao desenvolvimento da criança. 
   Só pra variar um pouco, os brinquedos por aqui são muito mais baratos que no Brasil, principalmente brinquedos como Lego, Barbie, games e outros tantos personagens que caíram no gosto da criançada. Eu particularmente, sempre fui apaixonada por Barbie e seus acessórios, mas na época que era criança, era um dos brinquedos mais caros que existia, me recordo que ganhava uma boneca no natal, e sempre ficava torcendo para ganhar junto, algum acessório, que na verdade nunca acontecia.
   A primeira vez que fui a uma loja de brinquedos aqui nos EUA, fiquei encantada, nunca tinha visto uma loja tão grande e com tanta variedade, confesso que fiquei pior que criança. Certa feita, estava na cidade e fui conhecer a Toys R Us da Times Square, assim que entrei na Loja fiquei de queixo caído, nunca tinha visto uma loja tão grande, são quatro andares de muitos brinquedos e ainda tem uma Roda Gigante ToysRus imensa dentro da loja. Aquela loja era o sonho de consumo de qualquer criança.
   Exploramos cada cantinho da loja, cada andar e olhei tudo com muita calma e curiosidade. Minha vontade era de comprar tudo, montar uma brinquedoteca em casa e voltar a ser criança. Duas sessões da loja que muito me chamaram a atenção, foram, o mundo da Barbie e o espaço Lego, na minha opinião, os lugares mais legais da loja, isso sem mencionar o Dinossauro  a lá Parque dos dinossauros bem no meio da loja.
   Em fim, na ocasião não comprei nenhum brinquedo, ainda não tinha meu bebê, não tinha espaço para a tal brinquedoteca é muito menos recurso disponíveis para tal coisa, porém não perdi minha esperança, quem sabe algum dia ainda não realizo mais este sonho, afinal, já tive gratas amostras de que sonhos podem se tornar realidade.
(Fotos do arquivo pessoal)

                  

   

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Qual a comida do americano?

   Por muitas vezes me perguntei qual era a comida dos americanos, e sinceramente por falta de conhecimento, acreditava ser hambúrguer e batata frita, só não conseguia entender como eles comiam isso todos os dias. Porém, com o passar do tempo, pude aprender muito a respeito dos costumes principalmente a gastronomia americana.
   Logo no dia que chegamos nos EUA, fomos jantar em um restaurante italiano, o Ciao, um lugar bastante aconchegante, de atendimento amável e comida deliciosa. Neste mesmo dia, fiquei muito impressionada com o valor dos pratos, apesar de ainda pensar de forma errada e fazer a conversão da moeda, notei que mesmo os pratos com frutos do mar, eram bastante acessíveis.
   Com o passar do tempo, fomos conhecendo outros lugares, e tivemos a oportunidade de conhecer pratos bastante variados e para muitos paladares. Digamos que a primeira coisa que estranhei muito, foi o fato de quase ninguém parar para almoço, é muito comum as pessoas comerem no carro ou muitas vezes até pularem o almoço.
   Durante os primeiros meses, senti muita falta de uma comidinha quente na hora do almoço. Eu ainda não morava em minha casa e estava sendo apresentada a nova cultura. Algo muito comum por aqui, são comércios que vendem comida, chamados de "delicatessen", nas "delis" podemos comprar vários tipos de comidas, saladas, lanches quentes ou frios, do tipo paninis ou wraps, e também alguns pratos  prontos, almôndegas, frango empanado, purê de batatas, peito de frango grelhado, e em algumas também pizza.
   Existem também algumas pizzarias, mas muito diferentes do Brasil, são muito mais parecidas com as lanchonetes que vendem salgadinhos, mas no lugar deles, vendem pizza. Além da pizza, é possível encontrar mais uma vez a salada, de vários tipos e molhos, acompanhadas de alguma proteína a sua escolha. Logo, pude notar que o carro chefe do almoço são as saladas e pizza.
   Após um longo dia de trabalho, as famílias costumam se reunir para o jantar em família, e então, aproveitam para ter uma refeição mais completa. Existem opções para todos os gostos, desde o mais calórico é pobre em nutrientes, aos mais saudáveis e saborosos.
   Um restaurante, tipo franquia, que acredito que retrata muito a culinária americana, é o chamado
Boston Market , neste restaurante você pode provar uma amostra bastante saborosa da culinária típica americana. Em geral, o jantar americano é composto por vegetais, carboidrato e proteína. Os itens mais comuns são: vagem, couve de Bruxelas, milho verde, batata, purê de batatas, espinafre, abobrinha, aspáragos, brócolis, algum tipo de macarrão, (muito popular) macarrão com queijo, as carnes brancas tem lugar especial nas refeições americanas, (até por conta do preço), e a carne de porco também tem um consumo considerável.
   Por mais incrível que se pareça, as comidas que notei serem encontradas com maior facilidade são, italiana, mexicana (chillis, tacos, guacamole, fajitas) e asiáticas. Acho incrível como a comida chinesa faz sucesso por aqui. Apesar de muitas pessoas pensarem que não é fácil de ser encontrado, o feijão tem um consumo bastante alto, muito diferente do nosso, mas é fácil de encontrar em vários pratos, especialmente em saladas e sanduíches, e tenho de confessar, fica uma delícia.
   Depois de tanto tempo, minha tese de que americano vive de hambúrguer, mudou muito, tive a oportunidade de aprender e perceber, que se alimenta mal nos EUA aquele que quer, e que não tem vontade de procurar por opções saudáveis.

(Fotos arquivo pessoal)


 

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Conhecendo a maternidade.

   Quando estava perto de completar trinta semanas de gestação, meu obstetra me deu uma ficha para informações pessoais e um tipo de convite, para fazer uma visita à maternidade onde eu teria meu bebê. Achei tudo muito novo, imagina, você visita o hospital e ainda faz um pré cadastro para ganhar neném? Muito avanço para quem estava acostumada com as longas filas e esperas por médicos do SUS, mas vamos aproveitar.
   Fui até o hospital com as fichas todas preenchidas, fui muito bem atendida, se tratava de um hospital presbiteriano em uma cidade vizinha de onde moro. No próprio hospital me explicaram, que aquele pré cadastro era apenas para evitar o estresse no dia do parto, muito adequado, diga-se de passagem. No mesmo dia aproveitei para perguntar sobre a visita à maternidade, e me passaram as datas e horários de visita.
   Na data indicada, retornei ao hospital com meu esposo, uma vez por semana eles fazem um tour, com um grupo de gestantes que pretendem ter seus bebês naquele hospital. Achei a visita incrível, os detalhes passados aos pais é de grande ajuda, as instruções vão desde a chegada no hospital, a estadia, regras da maternidade, questões de segurança, estacionamento, acompanhante e alimentação. 
   Abaixo vou listar as principais.

  • As gestantes tem direito a um acompanhante por todo o tempo em que estiverem no hospital.
  • O pai da criança é o único que pode dormir no hospital com a mãe.
  • O acompanhante tem direito a apenas uma refeição, no caso jantar, mas o hospital dispõe de cozinha com alguns lanches, sucos, leite, chá, máquina de sorvete e etc para os acompanhantes (grátis).
  • Os quartos são INDIVIDUAIS. Cada gestante tem sua suíte.
  • Os pais podem estacionar seus veículos no estacionamento do hospital, e por isso pagam uma taxa única ($10) para o tempo que for necessário (3 a 5 dias ou o necessário).
  • A sala de parto também é individual.
  • Tanto quarto quanto sala de parto, são equipados com TV, telefone e internet, o quarto com um sofá que vira cama, para o acompanhante.
  • Assim que o bebê nasce, são colocados dois braceletes de identificação nele, um na mãe e um no pai. O bebê leva ainda um chip, no cordão umbilical, e caso alguém tente sair da maternidade com ele antes de ter alta, todas as portas do hospital são travadas automaticamente.
   Quando sai do hospital, estava muito mais que encantada, como assim? Como um hospital pode oferecer tanto conforto? Mais parecia um hotel cinco estrelas a um hospital. De tudo que vimos no hospital, acredito que o mais importante, foi a segurança e a confiança que sentimos quanto ao lugar que havíamos escolhido para ter nosso bebê.




segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Madame Tussauds - Museu de cera

   Confesso a vocês que como residente em NY, ainda não conheço muitos pontos turísticos famosíssimos. Sabe como é né, você mora, a vida é muito corrida, um dia você está cansado demais, no outro está frio demais, ou muito quente, ou muito úmido, ou mil outras coisas e você acaba deixando algumas atividades de lado, afinal, sempre haverá tempo para conhecer aquele museu, ou a estátua da liberdade ou até mesmo assistir aquele musical na Broadway.
   Pois bem, eu sou dessas, tenho muita preguiça de ir pra cidade, é bem perto de minha casa, apenas trinta minutos de trem, e a estação fica a cinco de caminhada. Até muito pouco tempo atrás, nunca tinha ido a cidade de trem, na verdade, a primeira vez que me arrisquei foi quando um casal de amigos veio nos visitar e os acompanhei, para apresentar a cidade. Juro que se soubesse que era tão mais tranquilo que ir de carro, teria feito mais passeios por Manhattan, pois apenas o fato de pensar em todo aquele barulho, e aquele monte de buzinas por todos os lados enquanto se dirige, já me tirava a vontade de ir até lá.
   Era uma tarde do final de agosto, já fazia quase um ano que estávamos neste país, e ainda não conhecíamos o Madame Tussauds, o famoso museu de cera. Naquela tarde não tínhamos muita coisa pra fazer, e decidimos ir para a cidade, ainda de carro, nosso destino era o museu de cera. Ficamos muito animados, era um passeio que a muito queríamos fazer, e finalmente tomamos coragem.
   Para vocês terem uma ideia, qualquer um que vem passear em NY por dez dias, deve ter melhor noção de direção que eu, eu simplesmente me perco no meio daquilo tudo, imaginem no primeiro ano então. Partimos, meu marido e eu, ligamos o GPS e fomos rumos a Manhattan, logo chegamos, a pior parte é encontrar vaga para estacionar, e pagar estacionamento é uma pequena facada, mas com um pouco de paciência e persistência, encontramos uma vaguinha. 
   Eu já tinha comprado os ingressos pela internet, fica um pouco mais em conta, coisa de três dólares a menos por pessoa, mas toda economia é bem vinda, é só o fato de não pegar fila para entrar, compensa muito. Já na entrada do museu tem alguns personagens, e tenho de dizer a vocês, são muito reais. A cada passo uma nova surpresa, e o queixo cai muitas vezes, algumas vezes fica muito difícil distinguir personagens reais dos de cera.
   Bom, minhas melhores dicas são, não se esqueçam da máquina fotográfica e não deixem de dar uma passadinha pelo cinema 4D, é um passeio incrível, tenho certeza que todos vão amar e vale muito cada centavo investido.
(Fotos arquivo pessoal)
  

 

 


domingo, 15 de novembro de 2015

American Breakfast

   Quem nunca sentiu vontade de devorar um típico café da manhã americano, que atire a primeira pedra! Só quem já olhou de perto um prato cheio de panquecas, ovos, presunto, linguiça e bacon bem sequinho, pode ter ideia sobre oque estou falando. Ok, concordo plenamente que não é o ideal, não é nem um pouquinho saudável e se pensar em calorias então... Melhor nem comentar.
   O fato é, o café da manhã tipicamente americano, sim, é composto por todos os itens que citei acima, e ainda me esqueci das torradas e da generosa caneca de café. Porém, que poucas pessoas sabem, é que este café da manhã, era a principal refeição de muitos trabalhadores, a muito tempo atrás, por essa razão, existia a necessidade de ingestão de uma refeição tão calórica. Afinal, estes trabalhavam o dia todo, sem ter muitas vezes, tempo de fazer outra refeição até a hora do jantar.
   Ainda hoje, este tipo de café da manhã faz muito sucesso nos EUA, porém, não podemos dizer que é o natural do dia a dia, muitas pessoas deixam para fazer refeições como essas aos domingos. Acaba sendo o dia em que as famílias têm tempo para se reunir e passarem mais tempo juntas. 
   Claro que se você estiver em um Dinner, não existe a necessidade de pedir um prato tão completo. Muitas pessoas acabam sentindo mais vontade de provar o bacon e as panquecas, ou até mesmo os famosos waffles, que são uma ótima opção acompanhados de frutas frescas. Estão vendo, nem tudo precisa ser tão calórico.
   Normalmente, após um café da manhã tão reforçado, as pessoas pulam uma refeição, e se alimentam apenas no jantar novamente, aí o café se torna o famoso "brunch" uma mistura de café da manhã com almoço, tipo aquele dia em que você acorda tarde no domingo e já não sabe mais se toma café ou almoça? Então, agora você já sabe, tome um "brunch".


 

sábado, 14 de novembro de 2015

Baby shower

   Quando eu pensava em ter filhos, sempre pensei no chá de bebê, não sei por qual motivo, mas sempre me chamou muita atenção, e quando me vi grávida em outro país, me bateu certa tristeza em saber que não aconteceria.
   Apesar de fazer mais de dois anos que morávamos aqui, eu não tinha muitos amigos, não conhecia muita gente, a vida nos EUA é muito corrida, muito trabalho e quando as pessoas estão em casa, estão mais envolvidas com suas vidas e famílias. As pessoas que conhecíamos, eram apenas aquelas que tínhamos contato na igreja, e nada além disso.
   No começo do mês de Junho, uma amiga havia me convidado para o aniversário do filho dela, que na ocasião, estava próximo a comemorar quinze anos. Na data marcada por ela, fui até o local onde a festa aconteceria, para minha surpresa, quando cheguei, não se tratava muito bem de um aniversário, mas sim de uma festa surpresa para meu bebe. O chá de bebê que eu tanto sonhei, estava acontecendo, e na verdade, muito melhor que eu poderia fazer se tivesse condições para organizar tal comemoração.
   Algumas pessoas da igreja, se reuniram e me deram este lindo presente, cada uma fez uma coisa, tudo feito com muito amor, carinho e dedicação. Meus olhos mal podiam acreditar em tudo aquilo que estavam vendo, a festa estava linda e ia muito além dos meus sonhos.
   Nessa época, eu não estava trabalhando, havia sido dispensada dos meus empregos, apenas meu marido trabalhava, e confesso que estava muito preocupada com as despesas do bebê, porém Deus sabe de todas as coisas, e nesse dia ganhamos tudo aquilo que faltava para o enxoval. Alguns presentes foram repetidos, então tive a chance de trocar por itens que não havia ganho, ao final, com a diferença ainda pude comprar algumas caixas de fralda descartável para os primeiros meses.
   Fiquei muito feliz e grata, mas confesso que o melhor sentimento, foi o amor, me senti tão amada e abraçada por pessoas que tão pouco me conheciam, que nem que eu viva cem anos, terei tempo o suficiente de agradecer a cada uma delas.
(Fotos arquivo pessoal)
 

 



sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Grávida e desempregada.

   Quando engravidei, estava trabalhando em duas casas, as mesmas casas que comecei quando cheguei aqui. Até então, estes tinham sido meus únicos empregos, já trabalhava com as famílias a mais de dois anos, e me sentia como "parte da família" afinal, ajudava a cuidar das crianças e sentia um carinho muito especial por cada um deles.
   Logo no começo da gravides, contei as minhas patroas, na verdade elas até sabiam que engravidar estava nos meus planos a curto prazo. A princípio, elas também ficaram muito felizes por mim, e não demonstraram nenhuma reação negativa.
   Meus planos eram de trabalhar o máximo possível, para poder juntar algum dinheiro e ter uma reserva, afinal, já estava ciente de que aqui, não existe licença maternidade ou coisas do tipo, para quem trabalha em serviços informais. Quando cheguei no quinto mês de gestação, uma de minhas patroas me dispensou, me disse que ela precisaria de alguém para ajudar com as filhas, até pq ela também estava grávida, de gêmeos, e em breve eu também ganharia meu bebê. Fiquei bastante chateada, mas entendi, tinha consciência de que não poderia ficar até o último minuto e depois deixá-la na mão.
   Com esse acontecimento, meu salário diminuiu em média 70%, um valor muito considerável,    principalmente quando se espera um bebê. Ainda tinha outro trabalho, mas este era mais puxado, era uma casa grande, com três meninos e tinha de fazer faxina e cuidar deles ao mesmo tempo. Pouco tempo depois, minha segunda patroa diminuiu ainda mais os dias que trabalhava pra ela, dizendo que era pelo fato de o marido estar trabalhando em casa, e eu burra acreditei.
   Como mentira tem perna curta, logo percebi a verdade, e pesando tudo que estava acontecendo, e até por pedido de minha patroa, sai do segundo emprego. Em pouco tempo, quem tinha a semana toda cheia, passou a estar livre Todos os dias.
   Por algum tempo até insisti e fiz algumas entrevistas, mas me diz, quem quer contratar uma grávida? Não demorou muito para aprender que neste país, você tem valor, enquanto tem algo a oferecer.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Descobertas do pré-natal

   A cada consulta de pré-natal, ficava mais e mais encantada, era meu primeiro bebê então tudo era novidade. Amava ir as consultas para poder ver e ouvir meu bebezinho, ele ainda era muito pequeno, mas o amor que sentia já não cabia mais em mim. Logo na primeira consulta, meu médico me receitou duas vitaminas, um polivitamínico  para mim e uma vitamina com DHA para auxiliar na formação da coluna, olhos e cérebro do bebê.
   Quando completei dezesseis semanas de gestação, meu obstetra me deu um encaminhamento para um  exame um pouco mais específico, era um ultrassom mais detalhado e que deveria fazer em uma clínica especializada. Fiquei admirada em ver o tipo de atendimento oferecido e todo o cuidado, durante o exame, a médica me explicou que se tratava de um procedimento para saber sobre a formação do bebê, se tudo estava bem, se existia algum problema de má formação ou a possibilidade de alguma doença genética. Não sei se todos sabem, mas aqui nos EUA, quando detectado algumas doenças ou problemas de formação do feto, a lei permite às mães escolherem se querem levar a gestação a diante.
   Graças ao bom Deus, todos os exames estavam ok, sem nenhum tipo de problema. O mesmo exame foi repetido por volta de vinte e oito semanas, mas desta vez, para checar se todos os órgãos haviam se desenvolvido como o esperado, e mais uma vez, graças ao criador, tudo estava na mais perfeita ordem. A cada três meses, no próprio consultório, eu fazia exame de sangue, e a cada consulta, depois do sexto mês, exame de urina, para ter certeza de que a infecção de urina ficaria bem longe mim.
   Durante todo o tempo, em momento algum, o médico me induziu a fazer cesariana ou parto normal, está é uma escolha pessoal e que somente a gestante pode fazer. Por volta do quinto mês já tinha decidido tentar o parto normal, queria muito que meu filho nascesse no dia em que ele estivesse pronto, quando a natureza escolhesse, e também por não saber se seria possível ter minha mãe comigo para me acompanhar no parto e na recuperação, então acreditava que o parto natural, seria a melhor escolha para mim. Meu médico me apoiou em todos os momentos, mesmo depois vindo a saber, que ele é super a favor da cesárea.
(continua)

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Supermercado

   Olá pessoal, hoje resolvi fazer um vídeo, pra mostrar a vocês um pouquinho das coisas daqui. É um vídeo bastante simples, sem nada de tecnologia, eu filmei pelo meu celular, mas dá pra vocês terem ideia de como é o mercado.
   Durante o vídeo eu falo em um tom de voz baixo, pois aqui, é considerado falta de educação falar um outro idioma que não o inglês, quando em local público ou perto de pessoas que não falam o idioma que você está falando. Muitas pessoas entendem como ofensa, afinal, você pode estar falando qualquer coisa a respeito deles, sem que os mesmos percebam.
   Eu tentei mostrar algumas coisas que eu consumo ou que acho diferente, tipo coisas que não encontrava nos mercados no Brasil. Sei que faltou muita coisa ainda, mas a memória do meu celular acabou e aí não deu pra gravar mais. 
   Gostaria de saber a opinião de vocês, que tipo de vídeos querem ver por aqui, sugestões, afinal, faço os posts pra cada um de vocês.
   Muito obrigada e beijinhos no coração!!! 

Basta clicar no link 👇🏻

* Se alguém não conseguir abrir o link, basta digitar Joyce Cunha no YouTube, o nome do vídeo é: Dia de mercado nos EUA.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Coisas de EUA.

   Tem muitas coisas nesse país que me deixam e deixaram de boca aberta, desde que aqui pisei. Vou tentar listar algumas delas, e ao final, gostaria de saber a opinião de cada um de vocês, por favor, fiquem a vontade.
   Enquanto não tínhamos carro e também não conhecia muitos lugares, aos sábados, depois que meu marido chegava do trabalho, íamos "passear" na farmácia perto de casa. Sim, acreditem, passeio pela farmácia. Mas a farmácia aqui, não é nem um pouco parecida com as do Brasil, em lojas como essas por aqui, podemos encontrar de tudo um pouco, desde materiais de papelaria, mercearia, produtos de beleza, higiene pessoal, produtos para casa e etc. Gosto muito da CVS, tem de tudo.
   Para tirar carteira de habilitação, é muito fácil e fica muito barato. Não tenho certeza dos valores, mas ao que me lembro, gastei menos de $300 dólares para tirar a minha, já com tudo, exame de vista, cursinho, taxas de DMV (DETRAN) e exame de rua.
   Todos os carros tem de ter seguro, é lei, não é necessário ser cobertura total, pode ser apenas para terceiros, mas é bem justo, se algum acidente acontecer ninguém fica no prejuízo. Aliás, o seguro cobra do responsável pelo acidente, para vocês terem ideia, o valor do seguro pode aumentar caso o motorista tenha multas.
   A documentação dos automóveis também é muito barato, a inspeção do veículo, que deve ser feita todo ano, custa algo em torno de $35 dólares.
   Eu não sou muito fã, mas essa é a terra do café, tem café de todo tipo, e eles amam o tal do café gelado, o dia todo vemos pessoas comprando café em lojinhas tipo Delicatessen, DunkinDonuts e Starbucks.  Pra quem gosta, os donuts custam em média $1 dólar cada.
   Da mesma forma que aí no Brasil temos bares e lanchonetes que vendem salgadinhos em geral, aqui tem pizza e salada a vontade, mas não se engane, a pizza americana é totalmente diferente da brasileira.
   E por último, não se enganem, o cachorro quente dos Estados Unidos é a maior decepção do mundo, um simples pão com salsicha (que mais parece linguiça) com ketchup e mostarda. Muito sem graça...
   Pessoal, claro que tem muito mais coisas a respeito deste país, mas não dá pra escrever tudo de uma vez, com o tempo vou postando pra vocês. Se gostaram, por favor clica no G+1 pra me ajudar a divulgar, ou compartilha nas redes sociais, vou ficar muito agradecida. Obrigada pessoal, ótimo dia e beijinhos no coração!

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Consulta de Pré-Natal

   Assim que soube que estava grávida, liguei para uma amiga que mora aqui já a algum tempo, e perguntei a ela sobre um bom obstetra e também pra saber de que forma agir. Ela me indicou um médico, falou que eu podia ligar e marcar a consulta, afinal eu já sabia que estava realmente grávida.
   No mesmo dia liguei no consultório e consegui uma consulta já pra semana seguinte. No dia marcado fui ao médico e fiz uma ultra som, o médico no mesmo momento me deu os parabéns, carregava em meu ventre uma pequena sementinha que estava se transformando no mais perfeito bebê que jamais pude imaginar.
   Logo que a consulta terminou, fui falar com uma das secretarias para providenciar o seguro de saúde que eu não tinha. Mais uma vez, recebi as explicações de como proceder e fui para casa para providenciar tudo. Não sabia como seria todo o processo, mas soube de algo muito interessante e admirável, por aqui, mesmo as pessoas indocumentadas tem direito a acompanhamento médico durante a gestação, mesmo sem ter condições de pagar pelo mesmo.
   Eu achei muito bom o método utilizado por aqui, a partir do momento que você escolhe seu médico, o acompanhamento é feito no próprio consultório do profissional, não existe a necessidade de ir a postos de saúde ou hospitais. Todos eles trabalham com hora marcada e você precisa apenas comparecer a consulta, como qualquer outra pessoa, e não, não existe distinção entre planos particulares ou oferecidos pelo governo, o atendimento é exatamente o mesmo.
   Em menos de três semanas, recebi em minha casa o cartão do plano de saúde, e depois de quatro semanas da primeira consulta retornei ao médico. Foi apenas na segunda consulta que fiz alguns exames importantes, como até mesmo o e exame de sangue, afinal, para pagar por saúde do seu próprio bolso, se torna quase que inviável, tudo relacionado à saúde custa muito caro.
   Finalmente na segunda consulta fiz exame de sangue, e então tive minha segunda consulta de pré Natal. A esta altura já estava com quase dez semanas de gestação, pouco mais de dois meses. Mais uma vez me surpreendi, fiz um segundo ultra som, e até onde sei, no Brasil são feitos apenas três ultras durante toda a gravidez, então já me senti no lucro.

domingo, 8 de novembro de 2015

Regras de convivência - parte 2

   Sei que viajar a um país que fala um idioma muito diferente do seu pode ser assustador, porém, o povo americano é bastante solidário e receptivo com seus turistas. Portanto, quando estiver em solo americano, se você não fala o inglês, logo no início da tentativa de comunicação, deixe isso claro a pessoa, um simples "no English" é suficiente para que a pessoa entenda sua condição. 
   Não tente inventar palavras, ou falar alto, a final é você que não fala o idioma e não os outros que tem problemas de audição. Tente fazer mímicas, se souber palavras isoladas tente usar, os locais vão fazer de tudo para tentar te entender, e assim poder te ajudar.
   Uma situação bastante comum e constrangedora, é alguns brasileiros pensarem que pelo simples fato de estar nos EUA, são os únicos a falar português, e isso não é verdade. Certa vez, um amigo brasileiro estava no trem e entraram três senhoras brasileiras e se sentaram perto dele. Estas falavam como se fossem as únicas no trem e falando português, fizeram algumas observações, inclusive sobre a quantidade de homossexuais que existe em NY, porém não de uma forma muito "educada", depois de algum tempo, olharam para meu amigo e disseram: ele não deve estar entendendo nada! E para a surpresa das mesmas, ele respondeu que sim, estava entendendo tudo. Para completar, um dos rapazes do casal ao lado, também alertou que estava entendendo tudo que se passava.
   Quando estiver em transporte público, certifique-se de ocupar apenas o lugar em que você está sentado, se quiser ouvir música, use fones de ouvido e nem pense em cantar junto, é muito comum ver pessoas lendo ou até descansando dentro de trens e outros transportes.
   Uma outra dica importante, é que por aqui, andar embriagado pelas ruas e beber em locais públicos, não é permitido, então não pense em dar um jeitinho, não é nem um pouco educado e muito menos bem visto, quebrar determinadas regras, sem contar que você pode se meter em um grande problema.
   Seja um bom turista e será sempre muito bem vindo sempre que voltar.

sábado, 7 de novembro de 2015

Bebe a bordo.

   Ter filhos nunca foi uma prioridade em minha vida, sentia vontade de tê-los mas não era algo de primeira importância. Sempre pensei em estudar, aprender idiomas, conhecer outras culturas, então na verdade, não tinha tempo de pensar sobre o assunto filhos.
   Me casei bastante nova, havia acabado de completar vinte e cinco anos, já tinha terminado o curso superior mas dizia que queria esperar cerca de cinco anos para pensar em ter filhos. Pouquíssimo tempo depois de casada nos mudamos para este país, e com o passar do tempo, sentíamos cada vez mais falta de uma família, de uma criança para preencher o vazio que nos tomava. 
   Depois de uma conversa com meu esposo, decidimos ter nosso primeiro bebê, afinal, o desejo de ter filhos já falava muito alto em nossos corações. Deste dia em diante, paramos com todos os métodos contraceptivos e ficamos na torcida. Eu tinha alguma desconfiança que poderia levar algum tempo para engravidar, afinal, acreditava ter dois fatores "contra" mim: útero invertido e ter tomado pílula por vários anos.
   Logo no primeiro mês, quando tive uma resposta negativa, fiquei muito chateada, mas me conformei, afinal, era apenas o primeiro mês. O segundo foi um pouco mais frustrante, o terceiro então, chorei horrores, tenho muita dó do meu marido que teve que me aturar, achava que algo estava errado, que poderia ter dificuldades para engravidar, mil coisas ruins passando pela minha cabeça. No quarto mês de tentativa, saímos de férias, fomos para Miami, e me esqueci sobre o assunto.
   Meu esposo trabalha todos os sábados até a hora do almoço, e quando ele chegava em casa, costumávamos sair para dar umas voltas e fazer algumas coisas que precisávamos e não tínhamos tempo durante a semana, porém, por alguns finais de semanas seguidos, eu chegava em casa muito cansada, não aguentava parar em pé, e tinha de voltar pra casa para dormir. Também estranhei que estava sentindo uma fome fora do comum e passei a levantar a noite para ir ao banheiro, tudo muito estranho e fora do meu comum. 
   Não sei como, mas uma luz se ascendeu em minha mente e passei a desconfiar de que se tratava. Com dois dias de atraso do meu período, fui até a farmácia e comprei um teste de gravidez, já tinha alguma dúvida, mas queria a certeza. Fiz o teste e chamei meu marido para vermos o resultado juntos, não aguentava de ansiedade e em pouco mais de um minuto o resultado apareceu: Grávida! Eu levei um susto tão grande, senti meu coração gelar, mas ainda maior foi a alegria, meu esposo e eu nos abraçamos e mal podíamos acreditar que estávamos sendo tão agraciados por Deus.

(Continua)

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

BRDay NY

   Sempre ouvi falar muito sobre a festa dos brasileiros no final do verão, porém, desde minha chegada não tinha tido a oportunidade de conhecer. Algumas pessoas falavam bem, outras mal, mas a grande verdade é, conheça e tire suas próprias conclusões.
   Faziam dois anos que estávamos longe do Brasil e de muitas coisas que encontramos apenas no país, era final de verão, feriado na segunda feira, tudo muito favorável para se aventurar e conhecer o tal Brazilian Day. Os artistas que se apresentariam nos agradavam bastante: Cauã Reymond como apresentador, Daniel , Ivete, Brown, Tiago Abravanel. Os artistas escolhidos foram o suficiente para nos convencer e enfrentar a cidade em um dia tão agitado.
No domingo saímos pouco depois da meio dia e decidimos ir de trem, afinal, aquele dia deveria ser um tanto quanto complicado para dirigir. A festa acontece na Little Brasil, bem pertinho da Grand Central, então caminhamos por volta de quinze minutos no máximo até chegar. Assim que avistamos o início da festa já fiquei eufórica, estava morrendo de vontade de tomar caldo de cana e comer churros e já haviam me avisado que neste dia tinham muitas barracas vendendo quitutes brasileiros.
   Eu não fazia a menor ideia de quão grande era esse evento, era gente até onde meu olhos não podiam alcançar. Pode parecer bobagem para quem mora no Brasil, mas depois de um tempo, você se esquece de como é uma festa brasileira, tenho que confessar que me senti devolva ao meu país por alguns instantes. Por todos os lados que olhava tinha gente falando português, barracas de comidas típicas para matar a vontade, e meus queridinhos, que estavam me matando de vontade, brilhando diante meus olhos. Confesso que os preços são um tanto quanto salgados, paguei oito dólares em um copo de 300 ml de caldo de cana, mas, mais vale um gosto que um tostão no bolso.
   Depois de matar minhas vontades gastronômicas, fomos aproveitar os shows, e mais uma vez tenho de confessar que foi muito melhor que eu imaginava, nunca fui muito fã do Brown, mas o show dele foi muito bom, até por que dividiu o palco com o Daniel, este último, dispensa comentários (verdadeiro príncipe). Estava perto de anoitecer e o tempo estava fechando, a caminho vinha uma grande chuva, então resolvemos não ficar para o show da Ivete, fomos para a estação e assim que pisamos na mesma, o mundo desabou em um imenso temporal.
   Por muita sorte, chegando em nossa cidade, ainda não estava chovendo por lá, e também tínhamos deixado o carro estacionado bem perto da estação, afinal, não aguentava dar mais nem um passo. Em um apanhado geral, posso dizer que gostei muito da experiência e ao final, me restou a vontade de voltar mais vezes.

*a festa BRDay NY, acontece no último fim de semana do verão, no domingo do feriado do dia do trabalhador.

(Fotos arquivo pessoal)
 

 


quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Rockefeller Center

   Para quem vai visitar NY, um dos pontos turísticos imperdíveis é o Rockefeller Center. Localizado na midtown Manhattan, entre a 48th e a 51st, podemos encontrar a praça principal do conjunto de 19 edifícios. Nos meses de inverno, a pista de patinação no gelo é aberta ao público e no mês de Dezembro a tradicional árvore de Natal é iluminada, um verdadeiro evento acontece neste dia, já tão tradicional em NY.
   Nos seus arredores, também é um "Must See" o observatório do Top of the Rock. Um prédio imponente de 70 andares onde de seu ponto mais alto, é possível ter uma vista 360 de toda a cidade. Prestem atenção ao elevador do edifício, é um show à parte, certifique-se de olhar para o alto e observar todas as luzes durante sua subida. Para aproveitar ao máximo sua visita ao mirante, opte pelo horário de por do sol/anoitecer, assim é possível obter fotos incríveis com paisagens diferentes. Já para aqueles que preferem um espaço menos disputado, faça o passeio depois do horário de pico, apenas fique atento ao horário de funcionamento, a última subida ao prédio acontece uma hora antes do fechamento.
   Uma ótima opção para quem vem a NYC é comprar tickets do city pass, normalmente consegue-se bons preços em pacotes, uma vez que a grande maioria dos passeios giram em torno de $30,00 dólares a entrada. Fiquem atentos também a agenda da semana de cada ponto turístico, alguns passeios, em dias específicos saem de graça.
   Nos arredores ainda é possível conhecer a Radio City Music Hall e os estúdios da NBC, que se encontram no complexo Rockefeller. Na 5th av. a imponente é deslumbrante Catedral de St. Patrick, e famosas lojas como a badaladíssima Michael Kors ( mulheres de plantão, que loja é essa???!!! Quero tudo!!!) e a queridinha de crianças e adultos Lego.

(Fotos arquivo pessoal)

 

 


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