segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Procurando Emprego.

O fato de chegar em um país estranho, estar "hospedado" na casa de familiares, e meu marido já estar trabalhando, foi um tanto quanto mais tranquilo. Com estes fatores a nosso favor, tive mais tempo para encontrar um emprego, porém nem tanto tempo assim, afinal, viemos para este país no intuito de ganhar dinheiro, ver a cara do tal dólar.

Muitas vezes no Brasil, assistíamos documentários, reportagens, sobre a vida de imigrantes, e víamos depoimentos de pessoas dizendo o quanto se deram bem, de quão bem ganhavam, e de como suas vidas eram maravilhosas vivendo fora de seu país de origem. Tudo aquilo, nos fazia ficar com ainda mais vontade de tentar nossa sorte fora do Brasil. Afinal, quem não quer ganhar $100,00 (dólares) em uma faxina, ou em uma única noite, de gorjeta, trabalhando como garçom??? (Automaticamente, fazíamos a conversão para o real) mal sabíamos que nem tudo era assim tão maravilhoso...
Eu estava muito animada e ansiosa, queria encontrar trabalho, ganhar muitos dólares, fazer muitas compras, juntar dinheiro, e se tudo acontecesse da forma que planejávamos, em pouco tempo, compraríamos nossa casa no Brasil. Mas, por onde começar? Onde procurar? Em que trabalhar?Eram muitas perguntas até então sem resposta. 
Em pouco tempo descobri que as opções de trabalho para mulheres, não documentadas, não são muitas. Os empregos mais comuns, e que oferecem o maior número de vagas, são para faxina e baba. Ótimo, afinal, fazer faxina nos EUA não deve ser assim tão difícil, aqui não se lava nada!!! Moleza!!! (Só Que Não) Baba então, delicia, ficar só de boa, olhando as crianças brincarem, certificar-se que nada de ruim vai acontecer, levar pra passear, dirigir pra lá e pra cá, a vida não poderia ser mais generosa!!! 
No dia em que desembarcamos em NY, conhecemos uma moça, por coincidência, amiga de nossos primos que estavam nos recebendo. Alguns dias depois, esta mesma moça soube que a irmã de uma de suas patroas, precisava de alguém para ajudar a cuidar de seus filhos, e me ligou perguntando se eu tinha interesse pela vaga. Aceitei na hora!!! A candidata a patroa me ligou no mesmo dia, eu tremia mais que vara verde...kkk, não entendia muito do que ela falava, meu inglês, que eu pensei ser bom, não estava me ajudando muito, (não conhecia fatores importantes, como por exemplo, sotaque).
Naquela mesma semana, fui até a casa fazer entrevista e conhecer as crianças. Quando cheguei na casa, fiquei maravilhada, uma típica casa americana, em uma cidade de classe média alta. Fiz a entrevista e muito pouco falei, não sabia que falar. A dona da casa me explicou, que precisava de alguém para cuidar dos seus três meninos, (de 4, 5 e 6 anos) e para fazer faxina na casa, três vezes na semana, ela me disse quanto pagava, e marcamos um dia, na semana seguinte, para fazer uma experiência. Sai da entrevista feliz da vida, estava tendo a chance de um emprego, e o melhor, iria ganhar por hora!!!

(continua)

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