sábado, 31 de outubro de 2015

Com quanto dinheiro viajar?


   Olá pessoal, muita gente me pergunta, com quanto dinheiro deve vir para os EUA, mas de verdade, essa é a pergunta mais difícil de responder. Quando você vem para este país, principalmente saindo do Brasil, posso dizer que todo dinheiro é pouco... Vou explicar pra vocês.
   Quando chegamos do Brasil, qualquer loja que vamos ficamos de boca aberta, não só pelo preço, mas também pela qualidade dos produtos. Me lembro quando cheguei, eu ia às lojas e queria comprar tudo, achava tudo muito barato, principalmente quando me lembrava dos preços no Brasil.
   Os EUA não é um país apenas para compras, tem muito lugar legal pra conhecer, são vários museus, observatórios, passeios, musicais, e ainda tem os lugares para se deliciar, pois muito se engana, quem pensa que aqui só se come hambúrguer e cachorro quente. Sinceramente, fiquei impressionada com a riqueza gastronômica deste país, as opções são inúmeras, e a qualidade da grande maioria, (ao menos em NY), é fenomenal. 

    Também é preciso lembrar, que por aqui, sempre que você vai a algum restaurante, utiliza serviço de táxi, ao final da conta, você tem que adicionar a porcentagem da gorjeta, que varia entre 15%, 18% ou 20%. Essa pratica já é costume por aqui, muitas pessoas como garçons e motoristas, por exemplo, vivem das gorjetas, pois os "salários" são quase que simbólicos.

   Não tem como deixar de mencionar, que este país é um país extremamente consumista, e em pouquíssimo tempo, você vai se acostumar com isso. É praticamente impossível, passar um único dia por aqui, sem gastar dinheiro, então minha sugestão é; planeje sua viajem, estipule qual valor você pode gastar por dia, quais as suas preferências, estipule valores para compras, alimentação, transporte e entradas de museus, musicais e passeios, e muito importante, nunca gaste todo seu dinheiro, imprevistos acontecem, você pode precisar esticar sua estadia por motivos de força maior, e nesses momentos, é importante não ser pego desprevenido. 
   Tenha mais de uma forma de "dinheiro" não apenas em espécie, cartão de crédito, cartão pré pago, em fim, certifique-se de que se algo errado acontecer, você terá uma segunda opção.
   Apenas para vocês terem alguma ideia de preços, coloquei algumas fotos com comparações de preço de produtos encontrados no Brasil e aqui na terra do Tio Sam.
 

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Poção de Bruxa.


Uma receita bem legal, que pode ser usada em festas de crianças ou adultos, basta utilizar ou não, o item opcional. O mais legal dessa receita é o efeito, o modo de apresentação faz toda a diferença.

Poção de Bruxa


Ingredientes:

1  pacote de gelatina de limão
2 xícaras de água fervente
3 xícaras de suco de abacaxi (gelado)
1  garrafa (2 litros) de refrigerante de limão (gelado)
2 xícaras vodka gelada, opcional.

Equipamento especial:
1  caldeirão grande de plástico preto (disponível em lojas de artesanato ou de festa)
1 tigela de ponche que se encaixa dentro do caldeirão
1 mão de plástico (disponível em lojas de festa), esterilizado em água quente
1 bloco de gelo seco.

Preparo:
   Despeje a mistura de gelatina em uma tigela grande. Lentamente, misture a água fervente. misture por pelo menos, 2 minutos, até que a gelatina esteja completamente dissolvida. Misture o suco de abacaxi. Deixe esfriar até atingir temperatura ambiente.
   Com o uso de luvas resistentes ou com uma pinça, coloque o bloco de gelo seco no fundo do caldeirão. (Gelo seco pode queimar a pele, então manuseie com luvas e pinças e mantenha-o longe de crianças e animais de estimação!)
   Use um furador de gelo para quebrar o bloco em pedaços menores, se necessário.
   Preencha o caldeirão com água suficiente apenas para cobrir o gelo seco. Ele vai começar a evaporar..
   Coloque a tigela de ponche dentro do caldeirão, sobre o gelo seco. O caldeirão vai começar a fazer fumaça.
   Prender a mão de borracha esterilizada entre o caldeirão e a tigela de ponche, prendendo firme para a mão parece fora da névoa pedindo ajuda. Se necessário, utilize cola quente, para segurá-la no lugar.
   Com cuidado, despeje a mistura de bebida em uma tigela de ponche. Lentamente, adicione o refrigerante de limão e a vodka . Mexa suavemente para misturar.




*Receita extraída do site foodnetwork.com por:


Bolas de Pipoca Doce.


Para quem quer uma opção de doce para o Halloween, esta é bastante fácil, pratica e fica bem baratinho, a famosa BBB boa bonita e barata, principalmente se você for fazer para muitas pessoas.
Os confeitos podem ser os de sua preferencia, bolacha recheada quebrada, confete de chocolate, granulado colorido, em fim, aquilo que tiver disponível.
Esta receita pode ser usada em qualquer festa, basta adequar as cores de confeitos ao seu tema. Espero que gostem.

Bolas de Pipoca Doce.

Ingredientes:

6 colheres de sopa de milho de pipoca
1/4 de copo de Óleo
1/2 xícara de açúcar
Spray para cozinhar
1 xícara de confeitos coloridos (tipo mm`s)
1/2 xícara de amendoim torrado salgado
4 xícaras de mini marshmallows
4 colheres de sopa de manteiga sem sal.

Preparo:
Aqueça uma panela grande em fogo médio-alto; adicione os grãos de pipoca e o óleo. Quando o óleo começa a chiar, polvilhe o açúcar sobre o milho. Cubra com uma tampa apertada e agite o pote até o estouro fica mais lento, cerca de 8 minutos. Retire do fogo e deixe esfriar. Borrife uma tigela grande com spray de cozinha e adicione a pipoca, os confeitos doces e amendoins.

Coloque os marshmallows e a manteiga em uma panela grande em fogo médio-alto. Cozinhe, mexendo sempre, até derreter e ficar macio, cerca de 5 minutos.

Despeje a mistura de marshmallow derretido sobre a mistura de pipoca e  misture bem suavemente.

Unte suas mãos com spray de cozinha ou manteiga, então molde a pipoca em bolas de aproximadamente 8cm. Deixe esfriar.

*Receita extraída do site foodnetwork.com por 

Coisas de EUA. Parte 1


Quando cheguei nos EUA, observava tudo, queria saber tudo, entender, aprender, afinal, a sensação que temos é que é necessário aprender tudo desde o começo, e se parar pra pensar, é quase isso mesmo. Para todo lugar que olhava, tinha uma coisa nova, mais um tema para pesquisar, e sempre busquei as respostas para minhas perguntas, afinal, acredito que a curiosidade, é a melhor parceira do aprendizado.


Algum tempo após minha chegada, notei algo um tanto quanto diferente; um carro estacionado na rua, com um tipo de trava presa a roda, uma multa no para-brisa e um aviso na janela do motorista. Fiquei um tanto quanto intrigada com a cena, tudo era novo, e tinha visto aquilo apenas em filmes e séries, mas quando vemos na vida real, se torna muito mais interessante e no meu caso, uma certa obrigação de aprender, afinal, deveria ficar a par de todas as regras do pais, pois este era o lugar onde estava morando.


O aviso da porta diz para não tentar remover o carro, pois certamente, o mesmo será danificado. A trava colocada na roda é imensa, e nem que a pessoa queira, não tem como sair com o carro ou "fingir"que não viu.

Quanto mais olhava, mais intrigada ficava, então procurei as respostas para todas as minhas perguntas. Todos os carros para circularem, tem de estar com alguns requisitos em ordem como registro e inspeção do carro, esses itens, podem ser checados através de um adesivo que é fixado no para-brisa, seria o mesmo que IPVA e licenciamento no Brasil. Uma vez que um desses documentos esteja vencido, a pessoa recebe uma multa e o carro é "lacrado", fora isso tudo, a pessoa ainda tem de pagar um valor x por dia que a trava fica no carro.
Achei um sistema muito interessante, normalmente, os carros não ficam parados mais que 1 ou 2 dias, (claro que os impostos de carros por aqui, são muito inferiores) e dessa forma também se evita os pátios cheios de carros abandonados.



quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Visita da amiga irmã.

   Quando sai do Brasil, minha melhor amiga estava prestes a se casar, faltava pouco menos de dois meses para o casamento dela, porém, eu não tinha a opção de esperar o casamento acontecer, para então viajar. Era muito importante chegar aos EUA antes do inverno, do contrário, a adaptação poderia ser ainda mais difícil.
   Já faziam quase dois anos que estávamos morando longe de tudo e de todos, e só Deus sabe, o quanto me fazia falta a companhia de amigos. Claro que sempre tive meu marido ao meu lado, e ele é um pouco de tudo, mas algumas vezes, uma mulher sente falta de uma amiga pra jogar conversa fora, falar besteiras, fazer coisas de mulher juntas, sabe tipo clube da Luluzinha.
   Minha amiga Rafa, sempre dizia que planejava vir nos visitar, e ganhei meu maior presente, quando ela me disse que estava com as passagens compradas, deste dia em diante, fiz até contagem regressiva. Não via a hora do dia da viajem chegar, por alguns dias, teria minha amiga comigo, planejei e idealizei tudo aquilo que queria apresentar a ela e seu esposo, os lugares que iríamos, as longas conversas que teríamos, em fim, tudo que duas boas grandes amigas poderiam fazer juntas.
   Na noite em que ela e o marido viajaram, eu não consegui dormir, acordava de hora em hora, de tão ansiosa que fiquei, lembro que coloquei um aplicativo no celular, para rastrear o voo deles. Na manhã seguinte, fomos ao aeroporto buscá-los, nunca tinha buscado alguém no aeroporto, meu coração parecia querer sair pela boca, na hora em que cheguei no saguão de espera então, meu Deus, quanta aflição, minhas mãos estavam geladas. O voo deles chegou em um horário movimentado, então levou algum tempo para saírem, mas quando os vi, não me aguentava de alegria, sabe quando dá até um gelo no peito? foi assim. Sai correndo feito uma doida, e quase derrubei minha amiga com o abraço que a dei.
   Durante os dias que ficaram conosco, aproveitamos muito, fomos a muitos lugares, apresentamos NY a eles, e tivemos a oportunidade de confessar, que nunca, nem nos nossos melhores sonhos, pensamos em estar juntas em NY, afinal, ambas viemos de famílias muito humildes, e só nós sabíamos , por tudo aquilo que já tínhamos passado.
   A parte ruim de tudo isso, é que como diz o ditado, tudo que é bom dura pouco. Os dias passaram muito depressa, quando me dei conta, minha amiga partiria no dia seguinte, então decidimos ir para um jantar de despedida. Mais uma vez, tivemos uma noite maravilhosa, saímos os quatro, demos muitas risadas, mas quando cheguei em casa, a realidade soprou em meus ouvidos, então me lembrei, o quanto é duro dizer até breve...
   No dia seguinte não pude levá-los ao aeroporto, tanto meu marido quanto eu tínhamos de trabalhar, mas posso afirmar, com toda a certeza, que se separar de alguém que você gosta muito, estando aqui, é muito mais difícil que quando você está deixando seu país.
(Fotos do arquivo pessoal)

 







quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Panqueca Americana.

Quem nunca teve vontade de provar as famosas panquecas americanas? 
Hoje a vez é delas, super fáceis de fazer e ficam deliciosas. Para acompanhar, pode ser usado uma geleia de frutas rala, ou compota de frutas.
Uma dica para o preparo: apenas pingue a massa na frigideira e não espalhe, isso faz com que a panqueca fique mais grossa.


Ingredientes:
  • 1 1/2 xícaras de farinha de trigo
  • 3 colheres de açúcar
  • 1 colher de sopa de fermento em pó
  • 1/4 colher de chá de sal
  • 1/8 colher de chá de noz-moscada moída na hora
  • 2 ovos grandes, temperatura ambiente
  • 1 1/4 de copo de leite, temperatura ambiente
  • 1/2 colher de chá de extrato de baunilha
  • 3 colheres de sopa de manteiga sem sal, além de mais, conforme necessário.

Instruções:

Em uma tigela grande, misture a farinha, o açúcar, o fermento em pó, sal e noz-moscada.

Em outra tigela, bata os ovos e em seguida, bata o leite e a baunilha.

Derreta a manteiga em uma frigideira grande de ferro fundido ou frigideira em fogo médio.

Bata a manteiga na mistura de leite. Adicione os ingredientes molhados à mistura da farinha e bata até formar uma massa grossa e homogênea
.

Mantendo a frigideira em fogo médio, com uma concha, coloque aproximadamente 1/4 de copo da massa na frigideira, para fazer uma panqueca. Faça mais 1 ou 2 panquecas, tendo o cuidado de mantê-los uniformemente espaçados. Cozinhe, até que bolhas surjam na superfície das panquecas, e a parte de baixo fique marrom dourado, cerca de 2 minutos. Virar com uma espátula e deixe cozinhar cerca de 1 minuto mais no segundo lado. Sirva imediatamente ou transfira para uma travessa e cubra frouxamente com papel alumínio para manter aquecido. Repita com a massa restante, adicionando mais manteiga para a frigideira, conforme necessário.

Procedimento para a adição de frutas nas panquecas: Uma vez que as bolhas quebrar a superfície das panquecas, espalhe a superfície com fruta cortada, ou lascas de chocolate, nozes, etc. Vire com uma espátula e deixe cozinhar por mais 1 minuto, tendo o cuidado para não queimar a cobertura.

Receita do site: http://www.foodnetwork.com/recipes/food-network-kitchens/pancakes-recipe.html?oc=linkback

Preço dos carros.

Olá pessoal, sei que este post deveria ser publicado no domingo, mas as perguntas e especulações sobre o valor dos carros é muito grande, então decidi publicar hoje mesmo.
Sempre vejo em redes sociais, alguns quadros comparativos de valor de carros aqui e aí no Brasil. Normalmente, eu não concordo com as informações que são passadas, primeiro pq as pessoas costumam fazer a conversão do dólar, e digamos que está é uma conversão "burra", afinal, não é o comum, alguém que ganha em Real pagar conta em dólar, ou vice versa, afinal, quem ganha dólar gasta dólar e quem ganha real gasta real.
Antes de checarem o valor dos carros, acho importante pontuar algumas coisas: 
  • Os carros aqui nos EUA, não tem o mesmo valor que no Brasil, que quero dizer é que as pessoas não têm os carros como um bem, afinal, veículos são muito fáceis de comprar, e por aqui também existe o Lease, que é muito barato, então algumas pessoas acabam optando por ele. 
  • Os veículos perdem muito valor, quando chegam perto de 100.000 milhas, muito mesmo, vocês não fazem ideia do quanto.
  • Muitos dos carros que são considerados carros de luxo aí, aqui são carros populares.
  • Já faz muito tempo que freio ABS e airbag são obrigatórios por aqui.
  • Quando você compra um carro zero, todos eles vem equipados com; freio ABS, airbag, ar condicionado e aquecimento, trava e vidro elétrico, direção hidráulica. 
Não sei dizer, se hoje, com o valor do dólar no Brasil, os valores estão muito diferente dos praticados por aí, porém, como disse antes, não é inteligente fazer essa conversão. Eu costumo comparar os valores como se fosse em reais, tipo um carro de $20.000 dólares seria o mesmo em reais, R$20.000.
Sei que muita gente vai falar; ah, mas o salário mínimo nos EUA é $1.200,00 dólares por mês... Sim, concordo, porém, se você ganhar salário mínimo aqui, literalmente, você passa fome, o custo de vida neste país é muito alto. Também é bom lembrar que, aqui, ninguém é isento de imposto de renda, e o leãozinho daqui, não é nem um pouco simpático.
Abaixo, tem a foto de alguns carros e seus preços, todos eles foram pesquisados na data de 27/10/2015 e a grande maioria, está com preço inicial. Por favor, se vcs gostaram, não esqueçam de clicar no G+1 ou compartilhar nas redes sociais, isso me ajuda muito. Beijinhos no coração e muito obrigada.




terça-feira, 27 de outubro de 2015

Regrinhas de Convivência. Parte 1

   O mundo é um lugar com muito espaço, onde cada um de nós temos os mesmos direitos, porem o seu direito vai ate onde começa o meu, e assim como direitos, também temos muitos deveres, e sinceramente, está é a parte que eu mais gosto.
 Com pouquíssimo tempo vivendo aqui, pude perceber, que não existem animais de rua, ao menos, não que eu tenha visto. Ao decorrer do tempo, fui aprendendo muitas coisas a respeito do dia a dia no hemisfério norte, e por motivos óbvios (frio), os animais de estimação, tem seus espaços dentro das casas. Antes de conhecer as casas e os costumes, acreditava que por aqui, os bichinhos de estimação, fossem um pouco diferente dos que temos no Brasil, ou ao menos o porte ou quantidade deles, até o dia em que fui trabalhar em uma casa, que mais parecia um zoológico do que casa.
   Na referida casa, existiam, dois cachorros de porte grande, um deles um Golden, dois gatos, uma tartaruga, um coelho e dois peixinhos...eu desacreditei, como dentro de uma casa podia ter tantos bichinhos??? E não, não são poucas as casas assim, muita gente tem animais de estimação, e muitos têm cachorros enormes dentro de suas casas, muitos deles até destinam cômodos das casas para seus amiguinhos de patas.
   Em fim, cada um tem direito de viver da maneira que mais lhe agrada. Toda via, estes animais, também tem a necessidade de sair para caminhadas, tomar um pouco de sol e fazer suas necessidades fisiológicas, e está é a parte que acho mais interessante. Sempre que vemos alguém caminhando com seu cãozinho, vemos também, junto a coleira, uma caixinha com saquinhos, para recolher a sujeira que seu animalzinho fizer. Achei a ideia incrível, e nada mais justo, afinal, se você quer um bichinho, deve cuidar dele, e ninguém que vive a sua volta, tem que conviver com a sujeira que ele faz. Porém, não precisam nem dizer, ah país de primeiro mundo é outra coisa, pois a solução é bem simples, a melhor forma de ensinar, é colocando a mão no bolso das pessoas. 
   Por aqui, é exigido por lei, que você limpe a sujeira do seu animal de estimação, e existem placas por todos os lados, lembrando a todos a esse respeito. Caso a lei não seja cumprida e você for pego, cabe uma multa, que varia entre $50 e $250 dólares. Na placa também explica que as fezes dos animais, podem transmitir doenças e contaminar a água potável. Muito legal né gente? Bem que no nosso país também poderia ser assim, que acham de levar a ideia para a sua vizinhança, seu bairro, cidade? Afinal, para mudar o mundo, precisamos começar fazendo a nossa parte.

(Fotos arquivo pessoal)


 
Porta saquinho de lixo.









Sobremesa de Framboesa.

Olá pessoal, a receita de hoje é uma receitinha muito simples, porém deliciosa, sem contar a aparência...parece que você ficou horas na cozinha.  A Receita, é da apresentadora Ina Garten do canal, Food Network. Espero que gostem!!!





Sobremesa de Framboesa.

Ingredientes:
4 pacotes de framboesas frescas
1 xícara mais 3 colheres de sopa de açúcar
1 colher de sopa de suco de limão espremido na hora
1 colher de sopa de licor de framboesa
1 1/2 xícaras de creme de leite fresco gelado. (tipo bate Chantili)
1 colher de chá de extrato ou essência de baunilha.
3 Conchas de suspiro, quebrado em pedaços.

Preparo:
   Despeje 2 pacotes de framboesas, 1 xícara de açúcar, e o suco de limão em uma panela. Esmague as frutas levemente com um garfo e leve a mistura ao fogo até levantar fervura em fogo médio-alto.
   Abaixe o fogo e cozinhe por 10 minutos, mexendo ocasionalmente, até que a mistura chegue em ponto de calda. Adicione os restantes 2 pacotes de framboesas e o licor de framboesa na mistura quente e leve à geladeira até gelar por completo.
   Na batedeira , bata o creme de leite, as 3 colheres de sopa de açúcar restantes , e a baunilha juntos em velocidade média-alta até formar picos firmes.
   Em taças, forme camadas de, uma colher de chantili, uma colher da mistura de framboesa, e, em seguida, alguns pedaços de suspiro. Repita duas vezes ou uma vez, dependendo do tamanho das taças, até que estejam cheios, terminando com bagas e um suspiro para decorar. Sirva imediatamente ou leve à geladeira por uma hora, até que esteja pronto para servir.

*Se desejar, substitua a framboesa por morangos.



segunda-feira, 26 de outubro de 2015

"Zona azul" Americana.

   Assim que cheguei aos EUA, uma das coisas que tinha maior curiosidade em conhecer, eram as famosas maquininhas de colocar moedas para estacionar. Sempre que via as tais maquinas em filmes e séries, ficava imaginando como devia funcionar.
   Logo nos primeiros dias, tive a oportunidade de conhecer as tais maquininhas, elas estão por toda a parte, em toda a área que existe comércio, elas também existem. Funciona assim: todas as máquinas aceitam apenas moedas, algumas delas aceitam apenas moedas de 25 centavos e algumas aceitam moedas de 5, 10 e 25 centavos. O tempo varia de acordo com o valor da moeda, podendo ser 4, 8 e 20 minutos respectivamente. Em algumas cidades, o valor pode variar um pouco, entre 15 e 20 minutos por quarto de dólar. Próximo as estações de trem, também existem as máquinas, porém, as pessoas que utilizam o transporte público, costumam estacionar o dia todo nas vagas, assim sendo, estes podem fazer um pagamento mensal nas prefeituras e aí o controle é diferenciado.
   De tempos em tempos, um fiscal passa checando cada máquina, e é claro, sempre existe alguém que se esquece de colocar a moeda, ou extrapola o tempo pelo qual foi pago. Nesses casos, cabe uma multa, que começa em $25,00 dólares, e se por acaso, algum carro for multado e o fiscal fizer a ronda novamente, e o mesmo carro continuar na vaga, sem pagar pelo tempo, este pode ser multado novamente. 
   Aos domingos e em feriados importantes, como Natal, Réveillon, Ação de Graças, e após as oito da noite, a população é isenta de pagar para estacionar.
   Na minha opinião, esta forma é muito mais justa, afinal, cada pessoa paga pelo tempo exato que pretende utilizar determinada vaga, e não tem que pagar, muitas vezes, por uma hora cheia, quando sua real necessidade é de apenas cinco ou dez minutos.
(Fotos do arquivo pessoal)



domingo, 25 de outubro de 2015

Contato

Nova Template!!!

Bom dia pessoal!!!

Hoje estou muito feliz, estou inaugurando a nova template do blog!!! Acredito que a nova aparência, dá um aspecto mais profissional ( não que eu seja) ao blog, e fica também um pouco mais organizado.
Como vocês puderam notar, agora tenho alguns marcadores, peço que tenham paciência, pois ao longo do tempo, terei posts suficientes para preencher a cada um deles. 
Tem muita novidade, tem o canal de contato, porém, os comentários nas postagens continuam. No espaço Cultura americana, pretendo trazer para vocês, mais informações sobre o cotidiano e cultura local. Sempre que possível, colocarei fotos novas nos slides, vou tentar explicar um pouquinho sobre os feriados e etc.
Se vocês estiverem planejando uma visitinha até os EUA, dêm uma olhadinha em "dicas da Joyce", são algumas informações que podem ajudar no seu passeio, como bons lugares para compras, dicas para não passar carão em situações como gorjetas, algo muito comum e importante por aqui, mas que passa desapercebido por muitos turistas.
 Em fim, são muitas novidades, os botões de ação, redes sociais, vamos ter de ir descobrindo cada detalhe ao longo dos dias.
Espero que gostem, afinal, tudo foi preparado com muito carinho, pensando sempre em vocês!

Melhor época para viajar aos EUA.

   Olá pessoal, muitas pessoas me perguntam sobre qual a melhor época para vir aos EUA. Vou ser bastante sincera, depende muito daquilo que você quer conhecer por aqui.
   As estações no emissário norte, são muito bem definidas, e não consigo dizer qual é mais bonita. Cada uma delas tem suas particularidades é uma forma de surpreender.
   A primavera começa, oficialmente em Março, é uma estação linda, é incrível como as prefeituras e donos de casas investem pesado na reconstrução de jardins. É possível encontrar flores de todos os tipos, cores e tamanhos por todos os lados, as árvores começam a brotar, a grama a verdejar novamente, e os animais voltam a aparecer. É a real sensação de despertar depois de um longo sono.
   O verão se inicia no mês de Junho, o calor por aqui é bastante diferente do Brasil, é um verão muito úmido e não tem vento, na minha opinião, faz com que fique insuportável, são necessários apenas cinco minutinhos longe do ar condicionado, para começar a transpirar e ficar com o corpo todo colando. É claro, que para nos brasileiros, o calor daqui não é tão forte, até mesmo por que atualmente no Brasil, tem feito temperaturas aterrorizantes.
   O queridíssimos outono, chega no mês de Setembro, logo depois do feriado do dia do trabalho, que é o último dia oficial do verão, quando as piscinas e praias se fecham e na mesma semana, tem o início do ano escolar. O outono tem uma mágica, uma coisa bem americana, as folhas pelo chão, as árvores com tons de vermelho e laranja, sem falar nos feriados de dia das bruxas e ação de graças, que são muito esperados por aqui.
   Já o temoroso inverno, tem início em Dezembro. Parece mágica, mas quase sempre, no dia 24 é possível ver neve, fica parecendo aquelas cenas de filme americano, tipo esqueceram de mim. É incrível como este país entra no clima natalino, aqui a data é realmente celebrada, as casas, em sua grande maioria, são decoradas para a espera do bom velhinho, as rádios entram no clima natalino, é possível ouvir musicas temáticas o tempo todo.
   Porém, é claro que toda moeda tem dois lados, o inverno pode ser muito perigoso, é uma estação bastante rigorosa, principalmente para aqueles acostumados com o calor dos países tropicais. É importante que, se você optar por conhecer o hemisfério Norte nesta época, certifique-se de conseguir roupas e sapatos adequados, nunca andar com nariz e boca descobertos, sempre usar toucas, luvas e cachecóis e de tempos em tempos, parar em uma das muitas cafeterias espalhadas pela cidade e tomar um café ou chocolate quente, para evitar a hipotermia.

sábado, 24 de outubro de 2015

Algumas diferenças Brasil X Estados Unidos

   Olá pessoal, hoje vou falar um pouquinho de algumas coisinhas que funcionam diferente entre os dois países, na verdade vou falar mais sobre como funciona aqui, pois no Brasil, todos estão cansados de saber.
   Acho que a primeira, e que mais gosto por aqui é, você pode trocar ou devolver qualquer produto, com a nota fiscal, em um prazo que varia de 60 a 90 dias. Óbvio que tudo dentro de um limite, roupas e sapatos, se estiverem com a etiqueta e não tiverem sido usados, já os eletrônicos e coisas do tipo, pode ir até a loja e devolver, eles não fazem careta e também não te tratam mal por conta de sua devolução. A única pergunta que me lembro de terem me feito é, se o produto apresenta algum defeito. Simples assim.
   Qualquer mercadinho de esquina, é possível encontrar produtos incríveis, que no Brasil dá um trabalhão para encontrar, tipo, ingredientes para comida japonesa, mexicana, cogumelos frescos, alguns itens importados, creme de leite fresco (na minha cidade não me recordo se vende em algum lugar), leite sem lactose, leite de amêndoas ou arroz entre outras tantas coisas incríveis. E não, os preços não são absurdos, muito pelo contrário, tudo muito acessível.
   Se você quiser comprar bebidas como vinho, conhaque, whisky, tequila e etc, é necessário ir a lojas especializadas, nos mercados, farmácias e postos de combustíveis, só é possível encontrar bebidas com até 5% de teor alcoólico. 
   Outra coisa muito legal, sempre que você vai a algum lugar para fazer um jogo de azar, ou comprar uma bebida, eles pedem um documento com foto, então, menores de idade nem se arriscam.
   As farmácias são lugares incrivelmente diferentes das farmácias do Brasil, encontramos quase de tudo em uma farmácia, desde galão de leite a produtos de limpeza, objetos de decoração, brinquedos, sorvete, em fim, a parte de drogaria mesmo acaba sendo o de menos.
   Livrarias são lugares incríveis, não pense que é um lugar que você chega apenas para comprar livros, tem muito mais coisas legais, quebra cabeças, cursos dos mais diversos, caligrafia, origami, crochê, mágica, tarot, projetos de ciências, muita coisa mesmo. Sem contar a área de cafeteria, espaço kids, e toda a parte de áudio e vídeo.
   A grande maioria dos lugares oferece Wi-Fi, e você não precisa necessariamente consumir para poder utilizar o serviço.
   A prioridade e respeito com gestantes, pessoas com bebe, e idosos é de cair o queixo!!! Sério, não da nem pra descrever como todos são gentis e cuidadosos. Amo, quando saio com meu bebê, é incrível a cordialidade, gentileza e simpatia de todos quando vêm alguém com uma criança.
   Um lugar que amava ir com as crianças que trabalhava, e não vejo a hora do meu bebe ter idade para ir, é na biblioteca, gente, o espaço para as crianças é incrível, tem área para fazer dever de casa e uma professora para tirar dúvidas, durante o dia, tem programas com teatro de marionetes e muita música e rimas. Certa vez nos explicaram, que este programa foi adotado, pois as crianças estavam com dificuldades com rimas nas escolas, então o governo implantou este programa nas bibliotecas. Não precisa nem comentários né???
   Gente, tem muita coisa legal por aqui, mas se for escrever tudo, vai virar um livro, então vou fazendo aos poucos. Por hoje vou ficar apenas com essas que citei. Espero que tenham gostado, e se for o caso, lembrem de dar um clique no G+1, me ajuda muito a divulgar o blog. Perguntas e comentários, também são sempre muito bem vindos.
   Muito obrigada, beijinhos no coração!

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Faça valer a pena!!!

   Por muitas vezes no Brasil, deixei de comemorar meu aniversário por muitos motivos. Um ano estava apertada, outro revoltada, não me conformava em estar perto dos 30, ou estava muito calor, ou reclamava que sempre chovia, ou todo ano era a mesma coisa, que se pode fazer em janeiro? Churrasco na piscina? Em fim, sempre tinha um motivo para reclamar e não celebrar. Mas a partir da nova vida, no novo país, tudo seria diferente, já pensou, o primeiro aniversário em NY.
   O Natal e réveillon já tinham sido um fiasco, queria muito que meu aniversário fosse diferente. Me lembro que no Brasil, no dia de meu aniversário, minha família me enchia de mimos, muito carinho de amigos e pessoas que me querem bem, e senti muita falta disso tudo. O dia todo recebia demonstrações de carinho, ligações, presentinhos, amigos me felicitando a todo momento, muito diferente do que estava acontecendo em meu primeiro aniversário nos EUA.
   Estávamos apenas meu marido e eu, sem amigos, sem conhecer absolutamente ninguém, com um frio de doer e para completar, aquele dia trabalhei o dia todo fazendo faxina. É interessante como aprendemos da forma mais difícil a respeito da "frieza" dos americanos, pois nós brasileiros, quando começamos a trabalhar com alguém, procuramos saber tudo a respeito da pessoa, e normalmente começamos por coisas básicas como, família, idade, aniversário e percebi que aqui, eles não se importam muito com isso.
   Já tinha trabalhado praticamente o dia todo, e perto do dia acabar, já não me aguentava mais de tristeza, a solidão estava batendo ainda mais forte, e pra ajudar, as redes sociais não tinham ajudado ninguém a se "lembrar" da tão especial data. Não me recordo como, mas minha então patroa, me perguntou como estava sendo minha experiência na América, quais eram meus sentimentos, e coisas do tipo, foi mais que o suficiente pra eu desabar e chorar feito criança. Ela dispensou cinco minutos de seu tempo a me dar atenção, me deu muitos conselhos, me acalmou, e me sugeriu que simplesmente esquecesse tudo que eu poderia fazer, se estivesse perto das pessoas que eu queria bem. Confesso que aquele foi o melhor conselho que poderia receber, em meio a situação que estava vivendo, e também me fez perceber, que para toda regra, existe uma exceção.
   Quando estava indo embora, ela me chamou, me entregou um envelope, com um cartão de aniversário e uma importância em dinheiro, e me disse; faça seu dia valer, saia com seu marido, vá jantar e se permita ser feliz. A melhor parte do dia, foi quando as crianças, em coro, me desejaram feliz aniversário. 
   Confesso que fiquei muito surpresa, não esperava este tipo de reação de um americano, mas todas as palavra que ela me disse, me ajudaram a enxergar, que quem faz o nosso dia, quem pode dizer de que forma vamos viver nossa vida, somos nós mesmos!

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Males que vem para o bem.

   Depois que nos certificamos, que eu não estava louca, e muito menos tinha perdido o controle de nossa vida financeira, restou a meu marido e seu colega de trabalho, conversarem com o patrão. 
    Eu não tenho a menor ideia, de como uma pessoa pode ser tão dissimulada nessa vida. O patrão do meu esposo, simplesmente fez cara de paisagem, fingiu que estava sabendo da novidade naquele exato momento, por que me desculpem, isso não cola, como você paga seus funcionários, com cheque, todos os cheques retornam por quatro semanas seguidas, e vem me dizer que não sabia de nada, give me a break!!! Tá de sacanagem comigo né???!!! Ele se fez de Madalena desinformada, pediu mil desculpas, disse que eles teriam de ter paciência, que ele acertaria tudo com o tempo e, bla bla bla... Como assim, com o tempo, todo mundo tem conta pra pagar, ninguém trabalha por esporte, ao menos não em uma oficina, lixando carro, mexendo com água fria em um inverno de congelar.
   A pergunta era: como receber de uma pessoa que declarava não ter como pagar? Os dois olharam para os lados e enxergaram a solução, ao menos, a única do momento. Tinha um carro, que estava parado na oficina, já a muito tempo, e que pertencia ao dono da oficina. Era um carro bom, com a km baixa, e que chegava no valor da dívida do patrão com seus funcionários.
   Naquele momento, era a única opção para receber os pagamentos atrasados, era pegar o carro como pagamento, ou ficar esperando e torcendo para receber os atrasados de alguma outra forma. Os dois conversaram com o patrão e ela aceitou deixar o carro como pagamento da dívida, na verdade para ele, era um grande negócio, pois o mesmo, não teria de onde tirar dinheiro para quitar as dívidas. Como a parte do meu marido era muito pequena, ele acordou em esperar o carro ser vendido para receber suas semanas de pagamento atrasados, porém, agora tínhamos dois problemas; não tínhamos o dinheiro de um mês de trabalho, e continuávamos com o carro quebrado. 
   Após poucos dias do acordo feito, meu marido recebeu uma oferta; por que não ficávamos com o carro, já que era um carro mais novo e que resolveria nossos problemas? A ideia nos agradou bastante, realmente era um carro muito bom e muito conservado, porém, o valor que tinha de ser pago ao outro funcionário, era muito alto, nós não tínhamos, e a quantia que ele queria para fazer a prestação, também não estava ao nosso alcance. Em um momento de coragem, liguei ao meu marido, e lhe disse para oferecer, a metade do valor que seu colega pedia na prestação, mas já alertei ao meu marido, para dizer a ele para não se ofender com a proposta, mas era o valor que podíamos pagar.
   Alguns poucos minutos meu marido me ligou, dizendo que acabávamos de comprar um carro!!! Eu não acreditava, fiquei muito surpresa, ele não apenas tinha aceito a proposta, como também aceitou nosso antigo carro como parte de pagamento. Aquele dia me senti tão feliz, um peso enorme tinha saído de nossas costas, dois problemas foram resolvidos e de quebra, ficamos com um carro alguns anos mais novo. Hoje tenho de confessar, às vezes, quando estamos no olho do furacão, não conseguimos ver saída para nossos problemas, porém, algumas vezes, existem males na vida que vem para o bem! 

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Defeito no carro, cheques sem fundos...

   Por volta de oito meses depois que compramos nosso carro, uma luz da injeção eletrônica acendeu. Eu não fazia muita ideia de que isso significava, sabia que tinha algo errado com o carro, mas não sabia o quão grave poderia ser. Como havíamos comprado o carro de um mecânico, vizinho do trabalho de meu marido, no final de semana, ele levou o carro para o mesmo mecânico ver sobre o defeito. Para nossa surpresa, o mecânico nos disse que era uma peça que deveria ser trocada, porém a peça custava caro, mas em contra partida, não afetava em nada no desempenho do carro. A única coisa que poderia afetar, era na inspeção anual, que até então não entendíamos muito bem.
   Este mesmo mecânico, se comprometeu em fazer o orçamento do conserto, porém sempre que o procurávamos, ele nos dava uma desculpa e dizia que não teve tempo de ver a respeito de nosso carro. Como já haviam se passado alguns meses e logo teríamos de fazer a inspeção do carro, decidimos procurar por outro mecânico.
   No dia combinado, levei o carro na oficina, e para minha surpresa, o mecânico me informou que o carro tinha um defeito grave, e que a peça mais a mão de obra, somariam, quase que a metade do valor que já havíamos pago no carro. Eu quase cai de costas, não acreditava naquilo que estava escutando. Não fazia o menor sentido, pagar um dinheirão para consertar um carro, que já valia bem menos que aquilo que pagamos na compra. Confesso que fiquei um tanto quanto atordoada, e deixei meu marido ainda mais atordoado, afinal, era eu quem mais usava o carro, e necessitava do mesmo para trabalhar.
   Ainda faltavam alguns meses para vencer a inspeção do veículo, e então descobrimos que, se a luz ainda estivesse acesa, o veículo não passaria, e não adiantava de nada apagar a luz e fazer a inspeção, pois o carro tem de andar uma milhagem x depois de ter o sistema resetado. Pronto, era tudo que eu precisava ouvir. Naquele momento, tínhamos apenas duas opções, consertar o carro, que não sabíamos se não nos daria mais problemas em pouco tempo, ou vendê-lo da forma que estava e usar o dinheiro do conserto para comprar outro carro.
   Durante alguns dias, pensamos e discutimos nossas possibilidades, então decidimos checar nossa conta no banco, e achei estranho, que o banco havia estornado alguns valores da nossa conta. Eu não fazia a menor ideia de que se tratava, até porque usávamos a conta apenas para depositar o pagamento do meu esposo. Tentamos falar com um colega de trabalho de meu marido, e ele nos disse que talvez tivéssemos feito algo, tipo uma transação errada, compra ou coisa do tipo. Eu não entendia e também não me conformava, sempre fui muito organizada com a parte financeira, tínhamos trocado de pais, mas não de costumes.
   Depois de muito insistir, o colega de trabalho do meu esposo também resolveu checar sua conta bancária, e aquilo que eu mais temia, estava acontecendo, faziam quatro semanas que os cheques de pagamento estavam sendo devolvidos sem fundos!!! Pronto, naquele momento só pensei, que tudo que já estava ruim, ficou apenas pior.

(Continua)

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Jantar em Boston...

   Certa vez, estávamos assistindo televisão, e vimos a propaganda de um evento de brasileiros em Boston, uma cidade que fica a umas quatro horas de carro de onde moramos. Tudo era novidade, tudo era festa, e nossos primos nos convidaram para irmos conhecer Boston, seria um fim de semana diferente, conheceríamos um novo estado, uma região muito bonita, e de quebra, participaríamos do tal evento. De tudo, estava animada com o passeio, por conhecer outra região, o evento em si pouco me interessava.
   Alguns dias antes, começamos a planejar o passeio, e decidimos por não fazer reserva em nenhum hotel, afinal, uma cidade grande como aquela, não deveria ser difícil encontrar uma vaga em qualquer hotel, apenas para passar uma noite.
   No sábado, depois que meu marido saiu do trabalho, partimos em viajem. O caminho era longo, mas a paisagem bastante agradável, cortamos dois estados até chegar em Massachussets, tudo me encantava, estava muito ansiosa para chegar ao nosso destino. Quando chegamos, já era noite e não tivemos tempo de ver muita coisa, na manhã seguinte, conheceríamos a cidade e seus pontos turísticos.
   Já era tarde, e estávamos com fome, então decidimos procurar um local para jantar, uma coisa muito comum por aqui, é que nas cidades menores, os restaurantes fecham por volta de dez da noite, então, não tínhamos muito tempo. Depois de muita procura, encontramos uma churrascaria Brasileira, e foi onde jantamos.
   Nossa aventura começou depois do jantar... De barriga cheia, e cansados, era hora de encontrar um local para passar a noite. Não muito longe do restaurante, encontramos um hotel, descemos todos os quatro, de mala e cuia nas mãos, porém, para nossa surpresa, o hotel estava lotado. Ok, isso acontece, então fomos para o segundo hotel, neste, já desceram do carro apenas meu marido e primo, e em poucos minutos voltaram, também não tinha vaga. Para nossa surpresa, naquele fim de semana, estava acontecendo uma convenção e todos os hotéis estavam lotados.
   Acredito que naquela noite, percorremos no mínimo, cinco hotéis, em nenhum encontramos vaga. A solução, era encontrar um lugar seguro para estacionar o carro, e tentar dormir dentro do mesmo, da forma que fosse possível, imaginem a cena, quatro adultos em um carro esportivo...fiasco total. Ok, que local era seguro? a região que estávamos parecia cidade deserta, não tinha uma alma pelas ruas.
   Depois de rodar de carro por algum tempo, encontramos uma loja de conveniências à beira da estrada, e paramos para tomar informações e comprar água. Incrivelmente, encontramos alguns jovens, muito "bonzinhos", que disseram conhecer um local "seguro" para passarmos a noite, e nos pediram para seguir o carro deles. Quanto mais andávamos, mais deserto e escuro ficava o caminho, logo percebemos, que estavam tentando nos levar a uma emboscada e decidimos dar meia volta.
   Algumas milhas distante de onde estávamos, encontramos um posto de gasolina e uma viatura, então paramos para falar com o policial, que nos advertiu sobre os perigos da região e de dormir dentro do veículo. Nossa única opção era voltar para NY, antes que algo pior nos ocorresse... Por fim, no Domingo, às seis da manhã, estávamos de volta à nossa casa, passamos o domingo dormindo e combinamos de não contar a ninguém, que fomos a Boston para um jantar, que por muito pouco, não nos custou muito caro.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Visitinha à emergência...

   Ainda no Brasil, ouvíamos falar muitas coisas a respeito dos EUA, coisas que me deixavam muito assustada na verdade. Acredito que entre as piores, estavam, que se um imigrante ilegal, tivesse um bebê no país, este poderia ser deportado e a criança, por ser americana, entregue para a adoção. E a outra, é que, nos EUA, nada é de graça, se você precisar de atendimento médico, você o terá, mas prepare-se, para pagar a conta você terá de vender um rim.
   Conforme o tempo foi passando, descobrimos que muitas das coisas que ouvimos no Brasil eram mentira, já deveria ter mesmo imaginado, como certos absurdos poderiam ter fundamento. Porém, confirmamos com algumas pessoas, a respeito das contas de hospital e realmente, ficar doente aqui, sem um seguro de saúde, é muito preocupante.
   Estava eu um belo dia em casa, não tinha trabalhado naquele dia, quando no meio da tarde, comecei a me sentir indisposta. Como todo e bom brasileiro, me auto mediquei, primeiro tomei um anti ácido, depois um comprimido para enjoo, em seguida alguns analgésicos e nada de me sentir melhor, muito pelo contrário, apenas piorava. Eu transpirava frio, estava com a roupa toda molhada de tanto transpirar, não tinha forças nem para me levantar da cama e pedir ajuda. Apenas peguei meu celular, que estava ao meu lado, e liguei para minha prima, que em um minuto estava em minha casa.
   Assim que ela chegou, checou minha pressão e açúcar, eu estava com febre e branca como papel. Mesmo tentando comer, nada parava em meu estômago. Esperamos alguns minutos, mas eu não melhorava, meus primos queriam me levar para o hospital, e eu resistia, já pensando na conta que poderia ser apresentada.
   Passado algum tempo, não tive opção, a dor em meu estômago só aumentava, e eu mal me sustentava em pé. Fui levada ao hospital às pressas. Quando cheguei no hospital, chorava muito, mas acredito que nem era tanto pela dor, mas por medo da conta. A primeira coisa que foi feito, foi um eletrocardiograma, fiquei meio sem entender, em seguida, medirão minha pressão e em poucos minutos, estava com um médico. Ele me examinou, fez várias perguntas e me disse que teria de fazer alguns exames. 
   Aquele dia passei mais de oito horas no hospital, tomei soro, fiz exames de sangue, urina, tomografia e muitas outras coisas. Durante o tempo em que esperava, a assistente social do hospital, veio falar comigo, colher informações, sobre seguro de saúde, que eu não tinha, e me pedir mais alguns documentos. Logo de cara falei: eu não posso pagar pelo atendimento!!! Não podia mesmo, não tinha condições para isso, e sabia que uma noite inteira em um hospital com todos aqueles exames, poderia me custar mais de $10.000,00 dólares. Ela me falou que colocaria isso na minha ficha e enviaria ao governo, e deveríamos esperar e ver que iria acontecer. Neste momento, mencionei a ela, sobre um cadastro que havia feito, em um programa do governo, recem lançado, e ela me disse que iria procurar meu nome no sistema. Só me restava orar e pedir a Deus, que meu nome fosse encontrado.
   Horas depois, o médico veio falar comigo, eu tinha uma gastroenterite viral, ou a tão famosa, virose.
   Fiquei muito feliz por não ser nada grave, mas ainda estava preocupada quanto a conta do hospital. Assim que sai, perguntei como funcionava, e eles me disseram, que caso tivesse que pagar algo, em alguns dias uma carta de cobrança chegaria em minha residência. Foram dias de angústia, cheguei em casa e revirei tudo, até encontrar o cartão que havia recebido do governo, para emergências, afinal, caso o hospital não encontrasse meu nome nos arquivos, eu teria algo a apresentar para eles.
   Graças a Deus, meus dados foram encontrados, e não foi necessário pagar nem mesmo um centavo. Fiquei tão aliviada, e também desmistifiquei a história de que aqui não existe atendimento sem seguro. Daquele dia em diante, passei a andar com o tal cartaozinho em minha carteira, e entendi o qual valioso era aquele cartão.
(Foto do arquivo pessoal)

domingo, 18 de outubro de 2015

Documentação e custo de vida

   Olá pessoal, durante a semana, as perguntas que mais recebi foram a respeito de documentação e qual o custo de vida por aqui. Aqui vou tentar explicar algumas coisas e ser o mais clara possível, porém, gostaria de deixar claro que, algumas coisas não podem ser ditas "às claras" então, me perdoem se não for tão objetiva.
   Hoje, grande parte das pessoas que vivem nos EUA, são imigrantes ilegais, na sua maioria, pessoas que chegaram com visto de turista e simplesmente, após o vencimento da estadia, ficaram por aqui. Uma vez que seu período de permanência vence, e você não deixa o país, você está infringindo uma lei, e você se torna um imigrante ilegal. Como tudo nesta vida, essa atitude gera consequências, você tem liberdade de sair do país quando quiser, porém, não pode retornar aos EUA por um período de dez anos. Se você não tem um visto de trabalho, obviamente, você não tem autorização para trabalhar, assim sendo, conseguirá apenas trabalhos informais; faxina, baba, balconista, garçom, construção, jardinagem, mecânicas, funilarias, etc. 
   As únicas maneiras de conseguir documentação, Green Card, são: se casar com um cidadão americano, receber a documentação através de um parente imediato, pai, mãe, filhos (apenas maiores de 21 anos). Para conseguir um visto de trabalho, geralmente, é necessário formação em curso superior, e também, já ter a vaga na empresa em que irá trabalhar, é mais comum acontecer, com pessoas que trabalham em multi nacionais ou bancos, e normalmente, são transferidos pela própria empresa, que cuida de toda a documentação necessária.
   Referente ao custo de vida, posso dizer apenas sobre o estado em que eu resido. Nova York é um estado turístico e muito badalado, porém, muito caro. O custo de vida em NY é um dos mais caros dos EUA, bastante frio, em média são 8 meses de frio dos quais 3 são de muito, mas muito frio.
   Existem alguns tipos de aluguel: 
  • Quarto em média $500,00 d/m. 
  • Studio ou basement (porão) a partir de $1.000,00 d/m. 
  • Apartamento - a partir de $1.500,00 d/m. ( cada quarto aumenta em média $500,00)
  • Casas multi-família ( casas grandes divididas em apartamentos) - a partir de $3.000,00 d/m.(Valores aproximados)

   Normalmente, para alugar algum imóvel, é necessário fazer um depósito de três a seis meses de aluguel, este valor é devolvido apenas, se quando você desocupar a casa, não tiver nenhum dano ao imóvel. Além do aluguel, ainda existem despesas com TV a cabo, energia elétrica, gás, internet e mercado. TV e internet, fica em torno $150,00 por mês. A energia elétrica e gás, depende do imóvel que você alugar, normalmente os studios e porões já tem tudo incluso.
   As despesas de alimentação, vou dar uma ideia baseada no meu custo, somos meu marido e eu, o bebê não conta, pois ele ainda não come, apenas mama. Nós não temos nenhum luxo, mas temos uma vida saudável, com frutas, verduras, carnes branca e vermelha, e muito arroz e feijão - gasto em média $100,00 por semana ( este valor é com tudo).
   Uma outra coisa importante a ser pontuada é, as escolas determinam o valor do aluguel, em cidades com escolas melhores, tendem a subir o valor do aluguel, e cidades com escolas piores, os aluguéis são mais baixos.
  Pessoal, acredito que referente a documentação e custo de vida, fiz um apanhado e pontuei as questões mais importantes. Por favor, se restarem dúvidas, fiquem a vontade para perguntar, e deixem sugestões para o post do próximo domingo.
   Se vocês gostaram, por favor, cliquem no G+1, isso me ajuda a divulgar o blog



sábado, 17 de outubro de 2015

Adaptação x Saudades

   Após um ano vivendo nos EUA, posso dizer muita coisa de tudo que aqui vivi. Quando cheguei, a coisa que mais me dava desespero, era não saber onde ir para comprar nem mesmo uma agulha. É uma situação bastante complicada e confusa, a aceitação não é fácil, praticamente é necessário reaprender as coisas mais simples e bobas.
   Aqui nós EUA, os pequenos comércios, tipo cafeterias, são muito populares, e logo que cheguei, fui fazer um teste em uma pequena padaria gourmet, teria de atender ao balcão. Nunca na minha vida, tinha trabalhado como balconista, não sou a pessoa mais comunicativa deste mundo, e não levo jeito com o atendimento ao público. Meu inglês, ainda não estava bom, na verdade, estava assustada demais para confiar em tudo que sabia, e também, não conhecia os produtos locais, tudo era novidade; café descafeinado, leite magro, leite com creme, café gelado, café descafeinado com creme e chantili, as formas de preparar tudo, não sabia absolutamente nada.
   No meu primeiro dia, e único, fui colocada para atender o balcão, junto às outras atendentes, não sabia operar o caixa, onde ficavam as coisas, não conhecia o cardápio do local (também eram servidos sanduíches, sopas, quiches e etc) fora as sobremesas, bolos, biscoitos, tortas, muito menos os preços. As pessoas faziam os pedidos e eu não entendia nada, não por não falar o idioma, mas não sabia de que se tratava cada produto. A cada cliente eu ficava mais e mais angustiada, minha vontade era de fazer um buraco na terra e me esconde nele. Foram as seis horas mais longas da minha vida.
   Ao final do período, a dona da confeitaria me disse que em breve me ligaria, eu sai do local o mais rápido que pude, sem receber, quando cheguei em casa, quis apenas tomar um banho, agarrar meu travesseiro, e chorar para por pra fora toda a humilhação que sofri naquele dia. Não queria voltar àquele lugar nem mesmo para pegar meu pagamento. Demorei dois anos, para vencer meu trauma, e conseguir pisar novamente naquele lugar.
   Fazia pouco tempo que estávamos longe do Brasil, mas a saudade de nossa vida, rotina, já apertava, principalmente quando me lembrava de ouvir minha mãe dizendo, que se eu queria um futuro diferente, um pouco melhor que o dela, deveria estudar. Eu me perguntava a todo momento, que eu estava fazendo neste lugar??? Por qual motivo, estava guardando meu diploma da faculdade em uma gaveta, para limpar casas, ou cuidar de crianças, que muitas vezes me maltratavam? Por qual motivo, estava vivendo na casa de outras pessoas, de favor, se no Brasil, tinha minha casa montada com cada detalhe a meu gosto, no país que falava o meu idioma, que eu tinha pessoas que me amavam ao meu redor? 
   Com tanto sofrimento, tantas frustrações, vendo meu marido infeliz no trabalho, também não conseguia se adaptar ao serviço, sem falar o idioma, me perguntava, será que estamos fazendo a melhor escolha? A cada dia que passava, a saudade de nossa vida no Brasil só fazia aumentar. Quando falávamos com nossos familiares, dizíamos apenas que estava tudo bem, e contávamos a respeito das belezas do lugar e mais nada. Muitas vezes, meu marido e eu, deitamos para dormir, escondendo um do doutro, nossas tristezas, medos e insegurança. Existiam apenas duas coisas que nos fazia continuar tentando: a fé, de que Deus não nos desampararia, e a imensa vontade de vencer.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Explicativo

  Muitas pessoas me perguntam, qual é a comida dos EUA? Americano come só hambúrguer? Verdade que eles vivem de fast food
   Neste espaço, vou mostrar um pouco da culinária americana, comidas do dia a dia, e postar algumas das minhas receitinhas favoritas.
   Se tiver alguma receita que queiram ver por aqui, por favor, deixem nos comentários!!!

   Obrigada e Beijinhos no Coração!!!

1 ano de América

   Estávamos a poucas semanas de completar nosso primeiro aniversário na nova "casa", estávamos felizes, pois até ali, havíamos superado nossos medos, decepções, enfrentado o temoroso frio, aprendido a lidar com o preconceito contra os imigrantes...
   Nada mais que justo, festejar, meu marido e eu combinamos de sair para fazer algo diferente, em poucos dias comemoraríamos 1 ano nos EUA, 2 anos de casados e de quebra, era feriado do dia do trabalho, o último feriado do verão, este também fecha a estação, e com ele as praias, campings e etc. Uma família de amigos, nos convidou para acampar com eles, e achamos uma ótima ideia, afinal, eu nunca acampei antes, então por que não?! Consegui algum material de camping emprestado, barraca, já tinha colchão, e as demais coisas compraria em alguns dias, afinal, o acampamento seria quatro dias depois da data de comemoração. 
   No dia 27 de agosto de 2013, tinha trabalhado meio período, cheguei em casa mais cedo, aproveitei o tempo para relaxar e escolher um lugar legal para jantar com meu marido. Em um determinado momento, um familiar me chamou em uma rede social e foi direto e objetivo: Joyce, o Wellington morreu! Oi? Como assim? Minha visão escureceu, fiquei zonza por um instante, não conseguia nem raciocinar. No mesmo minuto liguei para o Brasil para confirmar a notícia, e infelizmente, meu primo, criado como um irmão, acabara de falecer, aos 26 anos de idade, vítima de câncer no testículo. Me lembro apenas de ter chorado a tarde toda, sozinha, sem saber que fazer, sem reação, sem acreditar em tudo que estava acontecendo, sem ter um alguém para abraçar.
   Muitas coisas já haviam acontecido desde minha saída do Brasil, minha irmã se formou na faculdade, minha melhor amiga se casou, e agora, meu primo, que tanto amava, tinha partido. Liguei para minha mãe, ela não teve a chance de me preparar para contar, fiquei sabendo quase que primeiro que ela. Foi uma sensação horrível, me sentia impotente, de mãos atadas, sem rumo.
   Naquela mesma tarde, fui buscar meu marido no trabalho, como de costume. Assim que cheguei e desci do carro, ele me perguntou que tinha acontecido, ele não acreditava, ficou branco como um papel. A triste notícia nos pegou de surpresa, sabíamos que ele se encontrava doente, porém, por ser um rapaz jovem, acreditávamos piamente em sua recuperação. Uma data que deveria ser de alegria e comemoração, se tornou o dia mais triste que vivi neste país até então. Não tinha mais clima para nada, nem jantar, nem acampamento ou o que quer que fosse.
   Me Recordo que demorei muito tempo, para criar coragem e fazer um telefonema para minha tia, mãe de meu primo, me sentia culpada por não poder estar por perto, para lhe dar um abraço, poder consolar e dizer o quanto a amo. Naquele dia aprendi, da maneira mais difícil, que quando optei por viver em outro país, optei por passar por situações muito dolorosas, que marcariam minha vida para sempre, sem poder fazer absolutamente nada.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Realizando Sonhos - Parte 1

   Algumas pessoas, pessimistas, costumam dizer: quanto maior o sonho, maior a queda. Porém, muitas outras pessoas, que creem em Deus, e são otimistas, acreditam e afirmam: Sonhos se tornam realidade!!!
   Desde muito pequenininha, fui muito sonhadora, vivia dizendo a meus país, sobre as coisas que queria para minha vida, e cresci assim, sonhando e planejando, e muitas vezes até deixando meus país aflitos com tantos sonhos. Em uma família humilde, algumas vezes os sonhos de uma criança ou adolescente podem preocupar seus familiares, porém Deus sempre ajuda, aqueles que se esforçam e buscam realizar seus ideais, sem que para isso, passem por cima de alguém.
   Com apenas três anos, dizia que gostaria de me casar com um rapaz moreno e de olhos claros, um pouco mais velha, que gostaria de ser aeromoça, para poder conhecer os EUA, mais pra frente, fazer faculdade, conhecer a Disney e tantos outros sonhos. Me recordo que deveria ter algo em torno de vinte anos, quando ouvi falar a respeito de um circo canadense, que não utilizava animais e era mais um espetáculo a circo. Tudo aquilo me enchia os olhos, as chamadas na televisão eram de arrepiar, de  tirar o fôlego, era algo mágico com toda a certeza, mas que trazia alegria e tristeza ao mesmo tempo. Alegria, por ver que poderia existir tanta beleza em um espetáculo circense, e tristeza, por saber ser algo muito caro, ao menos para os padrões financeiros de minha família na época, e que não estava ao meu alcance. 
   Me recordo que era final de inverno, e estávamos indo para a igreja, meu marido e eu, em uma cidade que fica aproximadamente 40 min de nossa casa, e neste caminho, passamos por um estádio de baseball e notei, no estacionamento do estádio, a estrutura de um circo montada, fiquei eufórica, amo circo, e meu marido tinha tido a oportunidade de ir a apenas dois espetáculos circenses em toda sua vida. Na mesma hora procurei saber de que circo se tratava, para poder comprar ingressos, foi aí que me surpreendi, e vi que se tratava do Cirque du Soleil.  
   Mal podia acreditar, o circo que eu tanto sonhei conhecer, estava pertinho de mim, a vontade de ver tudo aquilo apenas aumentou. Meu esposo me pediu que assim que chegássemos em casa, para eu procurar onde comprar os tickets, e ver os preços. Já estava até desistindo da ideia, apenas de saber de que circo se tratava, pensei que não era algo pra nós. Após muita insistência de meu marido, entrei no site e chequei os valores, mal pude acreditar, os preços eram bastante acessíveis, no mesmo momento me perguntei, por que cargas d'Água, no Brasil tem de ser tão caro? 
   Confesso que não compramos os melhores lugares, mas estava feliz, um sonho de criança, se tornaria realidade. Os dias pareciam não passar nunca, até que, finalmente, chegou o dia do espetáculo. Quando cheguei ao local, fiquei muito encantada com toda a organização, e o melhor, o local era pequeno, então, mesmo o pior lugar, tinha uma visão maravilhosa do palco!!!
   Aquele dia me senti como uma criança, fiquei muito feliz e agradecida a Deus, por me permitir realizar mais um sonho. A experiência foi tão boa, que no ano seguinte voltamos e levamos amigos conosco, apenas este ano não fomos, pois não teve apresentações em NY.
(Fotos do arquivo pessoal)





quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Compras x falta de crédito

Nunca havia parado pra pensar, como eram feitas as compras fora do Brasil, de que forma funcionava o crédito, as vendas em lojas e tudo mais. Assim que vimos a necessidade de compras móveis para nossa casa, descobrimos da pior forma possível, que neste país, não existem as parcelas ou carnes. E agora? Como iriamos fazer nossas compras? Não dava pra ficar sem móveis, algum jeito tinha que ter.
Algumas vezes, nos mercados grandes como Walmart e Target, vimos alguns móveis a venda, tudo de uma forma bastante simples e pratica. Existe uma prateleira com um móvel em exposição, seu respectivo código, e logo abaixo, caixas do mesmo móvel. A única coisa que se tem a fazer é pegar a caixa, pagar, levar pra casa e montar. Sim, não existe entrega,( a não ser que seja uma compra pelo site) e muito menos montador, os móveis são de qualidade justa, de acordo com o preço, de muito boa qualidade eu diria. E foi assim que compramos alguns móveis para a nossa casa. Compramos estante para sala, armário para armazenar mantimentos, armarinho de banheiro e até mesmo persianas ( por preço de banana, diga-se de passagem).
Os móveis maiores e mais caros, em sua grande maioria, já tínhamos em casa, mas nos faltava um jogo de sofá. Então fomos a uma loja e escolhemos aquele que mais nos agradava, porém já sabíamos que não era possível parcelar, então juntamos um valor para dar de entrada, e juntamos nossos cartões de crédito de seguro ( um tipo de cartão em que vc deposita uma quantia X, e o banco te dá crédito desta quantia depositada, e assim você constrói seu crédito) e finalmente fizemos a compra. Ao fechamento da compra, descobrimos que ainda teríamos de pagar pela entrega, na época fiquei horrorizada, além dos impostos, ainda tinha a entrega, que palhaçada...kkkk. Com o passar do tempo me acostumei com este sistema, afinal, nós é que estamos acostumados a pensar que tudo é "de graça" no Brasil.
Finalmente, após pouco mais de um ano e meio, nossa casa estava montada, e com uma aparência de lar. Aprendemos muito durante este processo de adaptação, sofri muito durante este período, principalmente quando me lembrava de minha casa no Brasil, toda recém-montada, pois tinha me casado a pouco tempo, pra falar a verdade, até hoje sinto saudades.
Com o passar do tempo, fomos aprendendo que neste país, uma das coisas mais importantes, é o crédito, existem registros para saber o nível do seu crédito, e ele determina por exemplo, qual a taxa de juros que você pagará em um financiamento, seja ele de carros ou de imóveis. Parece um tanto complicado, mas acredito ser justo, está é a forma de fazer as pessoas comprarem de acordo com seu poder aquisitivo, até mesmo por que aqui, não basta ter o dinheiro, eles sempre querem saber a origem do mesmo, então, caso não se consiga explicar de onde o dinheiro saiu, não se consegue fazer absolutamente nada.
Quem me dera, todos os lugares fossem assim...

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Finalmente, nosso apartamento!!!

   Após longos cinco meses, a pessoa que estava morando no apartamento em que iríamos nos mudar, resolveu desocupar o mesmo, foi a melhor notícia que eu podia receber em meses, afinal, finalmente, poderíamos começar a montar nossa própria casa, colocar nossas coisas no lugar, em fim, começar a escrever nossa própria história.
   Assim que tivemos certeza de que o apartamento estava vazio, tratamos de ir conhecer o lugar e começar a limpar. Quando cheguei, a única coisa que pude notar foi o cheiro horrível de cigarro, o lugar estava impregnado, em seguida, percebemos a sujeira, o antigo inquilino era um rapaz que cumpria condicional e morava sozinho, acredito que nunca lhe explicaram o significado da palavra "faxina". Recordo que meu marido e eu demoramos duas semanas, para deixar o lugar habitável, a geladeira e fogão, tivemos de deixar literalmente de "molho" com vários produtos de limpeza (aqui, as casas têm cozinha montada, com geladeira, fogão e microondas) o banheiro então, dava nojo...em fim.
   Já era muito frio, e me recordo que a primeira noite em que dormimos na nova casa, foi em janeiro, no final de semana em que aconteceu o desastre da boate de Santa Maria, confesso a vocês que nunca passei tanto frio na minha vida, o aquecimento do apartamento não era dos melhores e também não tínhamos estrutura para o inverno, mas estávamos felizes por estar no nosso cantinho... Nos dias seguintes, começamos a arrumar nossa casa, montamos nosso quarto, ( já havia sido comprado como expliquei em outro post) pudemos guardar nossas roupas que até então, estavam todas em caixas, e colocamos a mesa e cadeiras no lugar. As únicas coisas que tínhamos era isso, e algumas coisas que havíamos trago do Brasil, como lençóis, caminhos e toalhas de mesa, algumas toalhas de banho, não tínhamos ideia de como seria nossa chegada, nem se teríamos condições de comprar tudo isso logo que chegássemos, então decidimos trazer e foi uma decisão muito acertada, diga-se de passagem.
   Quando terminamos de guardar tudo, nos demos conta que não tínhamos nada, nem mesmo um copo para tomar uma água. Teríamos de começar tudo do zero, panelas, talheres, louça, tudo do mais básico até os pequenos itens de decoração. Daquele dia em diante, todas as horas livres que tínhamos,  tirávamos para comprar nossas coisinhas, descobrimos coisas e lugares incríveis para comprar coisas para casa. A cada ida ao Walmart e Target, voltávamos com várias sacolas e parecia que sempre faltava algo.
    Sempre voltávamos maravilhados, com o quanto era "barato" montar uma casa por aqui (ainda estávamos nos lembrando dos preços do Brasil e fazendo a conversão do dólar, porém isso logo mudaria). A primeira compra do mês então, meu Deus, não tínhamos nada em casa, nenhum tipo de tempero, nada, nada e mais nada. Enquanto precisávamos de coisas pequenas estava tudo bem, o problema, foi quando começamos a procurar por móveis, foi aí que descobrimos que aqui NÃO se PARCELA nada, todos os pagamento são feitos Á VISTA ou no cartão de crédito. Ah, agora ficou fácil, só ter um cartão de crédito, mas de que forma? Se nós simplesmente não existíamos nesse país???

(Continua)

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Festas de fim de ano

   Quando falamos em festas de fim de ano, para muitos, e para meu marido e eu, significa, ficar com a família, reunir os amigos e parentes que a algum tempo não vê, fazer um jantar ou churrasco ou seja lá qual for o costume, com todas as pessoas que você mais ama e que te acompanharam em momentos bons e ruins de sua vida.
   Pois é, ao final do ano de 2012, estávamos meu marido e eu, em um país estranho, de idioma estranho e costumes ainda mais estranhos para nós. Para deixar tudo um tanto quanto melhor, a saudade de tudo que havíamos deixado para trás, já apertava, principalmente ao imaginar oque aconteceria ou como estaria sendo o natal na casa de nossos pais, sem contar o frio de cortar que fazia lá fora... Naquele momento, doeu muito, nossa vontade era de agarrar qualquer avião pela rabeira, e chegar até o Brasil, confesso que o orgulho não nos permitiu largar tudo e retornar para o ponto de onde partimos, não passava pela minha cabeça, ouvir de quem quer que fosse, que havíamos fracassado, que morar fora não é pra qualquer um, ou pior ainda, ouvir um "eu sabia". A solução era, não nos deixar abater e começar nossa própria história, uma nova tradição, nova vida, tudo novo!!!
   Me levantei, fui ao mercado e decidi comprar tudo que fosse necessário para nossa ceia de Natal, tudo seria perfeito, como se estivéssemos no Brasil, e a família que estava longe, ficaria próxima pelos aplicativos de vídeo da internet. Hora de levantar e sacudir a poeira, comprei as coisas que encontrei, por aqui os costumes são diferentes, então não encontrei nada daquilo que tinha planejado, mas quem não tem cão, caça com gato...kkk
   Compras feitas, cheguei em casa com comida pra um batalhão, não sabia fazer comida para apenas duas pessoas, estava acostumada a fazer tudo pra mais gente, mas isso foi apenas um detalhe. No dia 24 de Dezembro, trabalhei até as 5 da tarde, a vida aqui não lembrava em nada às vésperas de Natal no Brasil... Cheguei em casa cansada, mas insisti em fazer a ceia, queria jantar à meia noite, como era o costume em minha família. Perto das dez, estava tudo pronto, e eu moída de canseira, não aguentava mais ficar em pé. Decidimos jantar mais cedo, falamos com nossos pais, que também estavam abatidos, era o primeiro natal longe dos filhos, resumindo, tristeza e solidão!!! Muito antes de meia noite estávamos dormindo, tanto meu marido quanto eu, queríamos esconder um do outro nossa tristeza e lágrimas...
   Apenas uma semana depois, tinha outro feriado, virada de ano...e agora? O mesmo fiasco nos esperava? Não mesmo, afinal, estávamos em NY, a cidade que não dorme, e que tem a virada de ano mais famosa e cobiçada de muitos países. Partiu ver a virada do ano em Manhattan!!!
   Mais um dia que trabalhamos até tarde, mas desta vez, não nos arriscamos a ficar em casa e curtir uma depre, tomamos um banho, nos arrumamos e fomos para a cidade. Chegando lá, a Times Square  já estava toda fechada, a polícia faz um cerco, para garantir uma certa ordem, não tínhamos a menor ideia de que para pegar um bom lugar e poder ver algo, teríamos que chegar bem cedo... Outro fiasco à vista. Ficamos por ali mais alguns minutos, horas talvez, tiramos fotos e ficávamos esperando para ver se conseguiríamos ver algo de onde estávamos, logo o frio nos desanimou e nos fez desistir.
   Passamos a virada de ano dentro do carro, a caminho de casa. Apesar de estar na cidade mais cobiçada por muitos, foi o pior fim de ano que passamos em nossas vidas.
   Hoje enxergamos tudo como experiência e  agradecemos a Deus, por ter tido este "orgulho" pois tudo aquilo que vivemos até hoje, ninguém nos tira, e o bem mais precioso que ganhamos com tudo isso, foi a experiência de vida e amadurecimento que conquistamos.
(Fotos do arquivo pessoal)








domingo, 11 de outubro de 2015

Novidade

Ola pessoal.

   Hoje estou iniciando um tipo diferente de post, a partir de hoje, todos os Domingos, vou fazer posts especiais para tirar dúvidas, falar sobre curiosidades ou responder perguntas.
   Peço a todos vocês que enviem suas perguntas, suas dúvidas, me sugiram posts que vocês gostariam de ver, em fim, coisas relacionadas a viver em outro país. Lembrando que, não sou especialista, posso apenas dar um parecer a partir daquilo que eu vivo por aqui, vou tentar ajudar de alguma forma e caso não saiba a respeito de determinado assunto, vou procurar, pesquisa e me informar para trazer a melhor resposta e informação a vocês.
   As perguntas e sugestões, devem ser feitas durante a semana, eu vou ler e procurar agrupar e vou respondendo de acordo com a popularidade do tema. Também aceito sugestões para vídeos, se tiver algo que queiram ver a respeito daqui, podem me dizer e se possível, atendo o pedido de vocês . Só pra lembrar, moro em NY.
   Muito Obrigada pessoal, tenham um ótimo domingo e feriado, lembrem sempre: Se beber não dirija, se dirigir não beba!!!
   Beijinhos no Coração!!!

sábado, 10 de outubro de 2015

Meu Carro é Vermelho

   Já fazia um pouco mais de três meses que estávamos nos EUA, e nada do nosso apartamento ser desocupado e continuávamos morando com nossos primos. A situação já estava bastante incomoda, estávamos a muito tempo atrapalhando a rotina deles, afinal, eram um casal, e de repente, tinham mais duas pessoas morando na casa deles, e o pior, com uma mudança amontoada na sala de estar, afinal, os moveis que havíamos comprado, estavam na casa deles.
   Durante todo o tempo que ficamos esperando nosso apartamento desocupar, não tivemos despesa alguma com alimentação ou moradia, isso foi uma preparação da parte de Deus incrível, só temos a agradecer a Ele e a este casal que muito nos ajudou. Com essa economia que fizemos, tivemos a chance de guardar algum dinheiro logo de cara. Eu trabalhava apenas algumas horas na semana, meu marido já trabalhava a semana toda, ganhávamos pouco, porém, com toda a ajuda que tivemos, foi possível juntar uma quantia considerável em poucos meses.
   O inverno já estava chegando, as festas de fim de ano também, e nossos primos iriam para o Brasil, de férias, já estava mais que na hora de andarmos com nossas próprias pernas. Meu marido trabalhava muito próximo a nossa casa, eram apenas quinze minutos de caminhada, mas o meu trabalho ficava a vinte minutos de carro, mas caso fosse de ônibus, este tempo aumentava para uma hora e meia. Diante um frio de no mínimo dez graus negativos e tanta neve, um carro era mais que necessário.
   Tínhamos pouco tempo para encontrar um carro, fazer a transferência e solicitar as placas, caso contrário, passaríamos quase um mês a pé. Começamos a procurar, o dinheiro disponível não era muito, mas tínhamos necessidade do veículo. Após alguns dias de procura, encontramos um carro com as milhas um pouco altas, ( aqui as milhas determinam a vida útil e valor dos veículos)  mas com o valor que tínhamos, estava pra lá de bom. Compramos o veículo e demos entrada na documentação, tínhamos apenas três ou quatro dias para resolver tudo, foi uma corrida contra o tempo. Para nos ajudar um pouco, precisávamos da carteira habilitação em mãos, mas está ainda não havia chegue pelos correios. Nos restava a fé, de que Deus nos ajudaria e tudo seria resolvido a tempo.
   Mais um item importante a citar é, nos EUA, seguro do carro é obrigatório, porém as seguradoras avaliam seus clientes e de acordo com seu histórico, é determinado o valor do seguro, e nós não tínhamos nada, nem tempo de carteira, nem social Security, e nossa idade também não nos ajudava em nada. Após fazer cotação com todas as companhias de seguro, duas delas nos aceitaram (sim, as companhias podem recusar clientes) optamos por aquela que cobrava mais barato, ainda assim, seria apenas para terceiros, e o valor que pagaríamos por 6 meses, era o que qualquer outra pessoa pagava por ano para cobertura total. Nosso seguro só seria renovado a cada semestre, caso não nos envolvêssemos em nenhum acidente.
   No último dia, antes de nossos primos viajarem, nosso carro ficou pronto, com placas, seguro, inspeção e registro. Finalmente estávamos com nosso primeiro carro, aquele que nos ajudaria em muitas coisas, no trabalho, nos momentos de lazer e tudo mais. Ficamos muito mais que felizes, pois no Brasil, tínhamos a necessidade de trocar nosso carro e não conseguíamos, já nos EUA, em poucos meses conseguimos comprar um e alguns anos mais novo.
(Fotos do arquivo pessoal)



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