quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Merry Christmas!!!


   Desejo a todos um Natal cheio de paz e alegrias, tentem se lembrar do real sentimento desta data. O importante não é dar presentes, mas ser presente.
   Excelente ano novo a cada um de nós, que as realizações e conquistas que não foram possíveis no ano de 2015 sejam realidade no ano que nos espera. Que as benção de Deus esteja sempre com todos nós.
   O blog volta com posts em 04/01/2016 vou aproveitar as festas para preparar coisinhas novas para nós. Grande beijo e obrigada por acompanhar o blog, espero por vocês em 2016. Beijinhos no coração!!!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Escolas nos EUA.

   O assunto escola é muito interessante nos EUA. Primeiro por que as aulas são de período integral, os alunos entram nas escolas por volta de 8 da manhã e saem as 3 da tarde, eles passam boa parte do dia estudando e assim que chegam em casa, estudam um pouco mais, afinal, todos os dias é dia de lição de casa.
   Por aqui não existe isso de, fulano não gosta de estudar, a escola é chata, ele tem dificuldade de aprender, está sofrendo bullying, criança é assunto sério, diria que um dos mais sérios neste país. Qualquer coisa que aconteça com uma criança é observado, investigado, estudado e resolvido, da melhor maneira possível, sempre visando o bem estar de cada um deles.
   Todas as escolas, a partir do jardim da infância, oferecem transporte escolar, os famosos ônibus escolares, aqueles amarelinhos que aparecem nos filmes. Esses ônibus buscam e deixam as crianças em pontos, sempre o mais próximos possíveis de suas casas.
   Um ponto muito interessante é o tratamento dado a alunos imigrantes nas escolas. Assim que chegam, os alunos são matriculados normalmente nas escolas, porém durante as aulas, os alunos que não falam o inglês, são retirados e levados para aulas particulares de Inglês como Segundo Idioma (ESL) essas aulas são diárias e costumam ter duração de 50 minutos cada, algumas vezes sendo aulas duplas em um dia. Normalmente, dentro de seis meses as crianças já estão acompanhando as aulas normalmente, pois aprendem o inglês muito rápido, quanto mais jovens mais rápidos aprendem o idioma.
   São tantos pontos referente à escola para serem tratados que me sinto até perdida, as regras de convivência por aqui são muito rígidas, uma das coisas que achei interessante, foi o fato de escolas públicas e não católicas, não comemoram festas como Natal, afinal, existem alunos de várias religiões que frequentam um mesmo espaço, então é muito frisada a necessidade de respeitar a religião de todos. Também são respeitados os feriados judeus, afinal eles também respeitam os feriados católicos, então nada mais justo.
   No frigir dos ovos, não importa sua cor, raça, religião ou credo, crianças são sempre crianças, têm os mesmos direitos e nada pode ameaças o direito à escola e acesso à educação, acima de qualquer. Pisa estão os direitos de quem vai construir o futuro da nação.


terça-feira, 22 de dezembro de 2015

"IPVA" nos EUA.

   Nos dias de hoje, ter um veículo não é questão de luxo sim de necessidade, todos sabem quão necessário é ter um veículo para auxiliar nas tarefas do dia a dia, para trabalhar, levar as crianças para a escola, hospital, creche, fazer supermercado e finalmente ter um pouco de lazer aos finais de semana. 
   Pois é, posso dize que aqui no hemisfério norte isso não é nenhuma novidade, tanto que os valores pagos de impostos, combustível e seguro e até do próprio veículo, são muito mais acessíveis e justos aqueles praticados no Brasil.
   Nunca tinha tido a chance de pagar a registration do carro, o primeiro que tivemos foi vendido antes de vencer, essa registration seria o IPVA do Brasil, porém com valores bem mais baixos. Como podem observar na foto acima, esse ano vamos pagar o absurdo de $132,00 dólares de imposto, esse valor para um carro da marca Toyota de ano 2009. O único valor extra que vamos pagar é a inspeção, que do meu carro também vence em janeiro, pois foi o mês que compramos o carro, mas esse valor não passa dos $32,00 dólares.
   Como vocês podem constatar, o governo daqui não tenta esfolar o povo vivo com os impostos cobrados, muito pelo contrário, a compra e manutenção de veículos é muito fácil e com valores muito acessíveis, porém, nem por isso é deixado de oferecer um transporte público de qualidade, afinal, todos aqui tem o hábito e cultura de usar o transporte coletivo por inúmeros motivos, sejam eles econômicos, por conforto e comodidade ou seja lá o que for, mas o importante é que quem decide o que usar e seja lá qual for a escolha, será sempre muito bem atendido.


segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Combustível.

   Quem não sabe que muitas coisas nos EUA costumam ser mais baratas se comparados aos mesmos produtos no Brasil, algumas coisas são por conta do valor da exportação, sei que o dólar interfere muito no preço final de muitas coisas e que hoje com a alta do dólar, fazer compras nos "States" nem sempre têm saído muito mais barato (apesar de achar que ainda compensa se comparado o custo beneficio).
   A cada duas semanas costumo abastecer meu carro, e já faz muito tempo que quero mostrar isso a vocês. Hoje o preço do combustível nos EUA está caindo consideravelmente, a quase seis meses atrás o preço da gasolina por galão (3,785 lts.) era algo em torno de $3,50 / $3,85 dependendo da semana. Claro que esse valor varia de acordo com a região do país, em alguns Estados esse preço pode variar para mais ou menos.
   Uma rede de supermercados muito famosa por aqui, oferece um tipo de cartão fidelidade, não tem nada a ver com cartão de crédito, é apenas um cartão para adquirir descontos nas compras e a cada dólar gasto você ganha pontos e esses pontos podem te render descontos em combustível. Como aqui em casa procuramos economizar cada centavo, afinal, dinheiro não dá em árvores, aproveitamos esses pontos e vamos abastecer no posto participante desta parceria.
   Se vocês observarem na foto da bomba de combustível, vão ver que o valor do galão é de $2,25 porém, como utilizamos o cartão do mercado, conseguimos $0,30 de desconto e pagamos $1,95 por galão. Pessoal, nos enchemos o tanque do carro com $30,00 dólares!!! Foram mais ou menos 15 galões de combustível. 
   Gente, eu acho absurdo, combustível no Brasil tinha de ser quase de graça, deveríamos ser os primeiro beneficiados com a produção de petróleo, será que alguém pode me explicar de forma coerente qual o problema??? 

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Você quer brincar na neve?

   Sempre me perguntei como é que era a estrutura para viver em um país com neve, como andar nas ruas, se os carros precisavam de correntes nos pneus e muitas outras coisas relacionadas ao frio. Confesso que o primeiro inverno foi de grande expectativa, queria sentir e ver com meus próprios olhos se era assim tão rigoroso e também aprender sobre esse frio todo.
   A primeira Nevada que vi, posso dizer que foi bem light, quase não acumulou neve, não foi necessário limpar a porta de casa e nem nada, porém, pouco tempo depois as coisas mudaram um pouco de figura. Com o tempo aprendo que os meses de janeiro e fevereiro são os meses de inverno mais rigorosos, e consequentemente, tem muita neve.
   Até eu ver neve em grande quantidade e não ter grandes problemas para sair de casa, achava tudo muito lindo, mas quando passou a ser parte do dia a dia, a admiração por tudo aquilo foi diminuindo. Não posso reclamar, meu esposo sempre limpa a neve, nunca tive que pegar uma pá para limpar a frente de casa e normalmente ele também já deixava o carro mais ou menos limpo, mas não era sempre que isso era possível, afinal, muitas vezes ele ficava quase uma hora limpando neve antes de conseguir sair de casa para o trabalho.
   Com o tempo aprendi sobre os carro que limpam neve, jogam sal nas ruas para derreter a neve que cai, que depois de limpar a frente de casa, também jogamos sal, aprendi que existem sapatos a prova de água e a prova de clima, para suportar tanta neve e frio. Aprendi que não existe a necessidade de colocar correntes nos pneus do carro, por aqui são muito usados os carros AWD ou 4x4, pois dirigir na neve é quase que a mesma coisa que dirigir na lama.
   Em fim, a cada dia tenho um novo aprendizado, realmente vou vivendo e aprendendo e a cada dia percebo que ainda tenho muito que aprender.
(Fotos arquivo pessoal)


quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Regras de trânsito.

   Quantas e quantas vezes nos queixamos do trânsito? Acredito que não importa onde, todos têm um pouquinho para reclamar quando se trata de trânsito, dirigir, seja em grandes ou pequenas cidades, e o pior é que sempre pensamos o quanto o outro está errado, mas nem sempre é bem assim.
   Mais uma vez, com o passar do tempo fui aprendendo muitas coisas sobre esta nova cultura e confesso que muitas coisas me encantaram e outras me deixaram com um pouco de medo, ou talvez a palavra seja receio. Notei o quanto o trânsito é levado a sério e também as suas regras. Muitas coisas me intrigaram e surpreenderam, como por exemplo, em alguns semáforos é permitido virará a direita mesmo quando vermelho, os sinais de pare são extremamente respeitados, o limite de velocidade nas rodovias ainda mais, mesmo sendo um valor relativamente baixo, 55 milhas por volta de 90 km/h, considerando a potência dos veículos...
   Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi o fato de que, quando se leva uma multa, não é apenas a multa e os pontos na carteira, mas também existe uma corte, seria um julgamento com juiz e tudo. Quer dizer, além de todo o transtorno que uma multa pode te causar, você ainda é obrigado a se apresentar a um juiz e explicar o motivo de ter causado tal infração. 
   Quanto a se apresentar a um juiz, existem dois lados, o bom e o Ruim. O lado ruim é ter de passar por mais esta situação, comparecer a um "julgamento" onde você pode sair culpado ou inocente e o lado bom é que existe a chance de se explicar e questionar tal multa, e em minha opinião esse aspecto é interessantíssimo. 
   Outro ponto interessante referente às multas, é que se alguém toma uma multa e consequentemente você adquire pontos na sua habilitação, o seguro do seu veículo vai aumentar e dependendo da gravidade de sua infração, o aumento pode ser um tanto quanto violento. Acho  muito interessante esse ponto, pois a grande maioria das pessoas evitam ocorrência de multas, para então não ter que colocar a mão no bolso e prender da forma que mais dói, gastando dinheiro.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Construindo crédito.

   Construir crédito nos EUA pode levar algum tempo, e muitas pessoas podem se perguntar se vale a pena e eu lhes respondo que sim. Como já expliquei no post anterior, sem crédito é muito difícil se conseguir fazer algumas coisas, então a decisão mais inteligente a se tomar, é começar a construir seu crédito.
   Uma opção muito interessante é o chamado cartão de crédito de segurança ou Security card. Este cartão funciona da mesma forma que um cartão de crédito, porém, você tem que fazer um depósito que fica como uma segurança de que sua dívida será paga. Por exemplo, se você quer um cartão de $1000,00 dólares, você vai até o banco e deposita essa quantia e q deixa como um seguro, então o banco te oferece um cartão de crédito no valor de $1000,00.
   Uma vez que você tem este cartão, você pode e deve utilizá-lo como um cartão de crédito qualquer, a única diferença é que se você não pagar a fatura, este valor será debitado do depósito que você fez anteriormente. Claro que uma vez que se está tentando construir um crédito, ninguém quer deixar que isto aconteça, até pq pode atrapalhar no seu histórico de bom pagador e pode pesar contra você em algum momento.
   Depois de algum tempo com esse cartão de seguro, o banco avalia seu histórico e caso o resultado seja positivo, o mesmo te oferece um cartão de crédito e então te devolve o valor depositado. Outras coisas que podem ajudar na construção do crédito são contas de telefone, internet, TV a cabo e seguro do carro. Como se vê as opções são imensas, mas lembre-se, evite sempre estar inadimplente ou com débitos, pois seu crédito pode ser reduzido drasticamente do nada, então todo trabalho feito terá sido em vão.

Crédito nos EUA.

   São tantas coisas interessante e importantes nesse país, que nem sempre sei por onde começar. Algumas coisas se tornaram tão triviais com o dia a dia que acabo me esquecendo o quão organizadas são.
   Não sei se todos sabem, mas aqui nos EUA, uma das poucas coisas que se vende parcelado são imóveis e veículos automotivos, assim sendo, para todo restante não existem as suaves dez parcelinhas básicas com as quais estamos tão acostumados. Uma das possibilidades por aqui, é fazer as compras no cartão de crédito e então parcelar o pagamento da fatura, e apesar de soar assustados, por aqui não é assim tão ruim comparando as taxas de juros praticadas Brasil X EUA ( as taxas aqui giram em torno de 22% a.a).
   Aí vocês vão me dizer: a Joyce, mas então ficou fácil! Não necessariamente. O crédito nos EUA é um aliado poderosíssimo, este pode te tirar do buraco ou levar para dentro dele. Qualquer coisa que se tente fazer por aqui, relacionado a transações financeiras, é necessário uma avaliação do seu crédito e de acordo com o nível do mesmo, são definidas as taxas de juros e até a aprovação ou não do seu financiamento.
   O crédito por aqui é tão importante que caso alguém entre em uma concessionária e tente comprar um veículo com dinheiro vivo, muito provavelmente não vai conseguir fazê-lo, a não ser que tenha muito bem explicado a origem deste dinheiro. Sim, pasmem, ninguém te vende algo, acima de dez mil dólares, se não souber de onde saiu o dinheiro para determinada compra. Daí a importância de ter um bom crédito. Agora vocês vão me perguntar, mas como faço para ter esse crédito? E eu lhes digo, esse já é assunto para outro post. Fiquem ligados que breve explico em um post como é feita a construção de crédito.

domingo, 13 de dezembro de 2015

Medicamentos nos EUA.


  Existem algumas coisa que são extremamente controladas neste país, entre eles estão os medicamentos. É verdade que as farmácias oferecem produtos que em muitos outros não existe tão fácil acesso, e sinceramente não entendo o motivo, mas na sua grande maioria são as vitaminas em geral ou medicamentos para gripes, resfriados ou simples analgésicos que estão ao alcance das mãos do consumidor. 
   Achei muito interessante a responsabilidade e o controle com os medicamentos. Primeiro que não se consegue comprar determinados remédios sem receita médica, até mesmo os anticoncepcionais precisam de receita.
   No caso da foto, meu filho estava com infecção de ouvido e foi necessário começar um tratamento com antibióticos. Por se tratar de um bebê, o escolhido foi em líquido, e a prescrição médica era de 2,5 ml duas vezes ao dia, durante dez dias. Assim sendo, ainda no consultório, a médica me perguntou qual era minha farmácia de preferência, então passei o nome da mesma e o consultório se encarregou de enviar a receita para a farmácia.
   Poucos minutos depois de sair da consulta, segui para a farmácia, afinal, meu bebê precisava tomar o remédio o quanto antes. Ao chegar foi necessário apresentar o cartão do plano de saúde dele, passar algumas informações pessoais e aguardar por volta de 5 minutos. Após pouco tempo, o remédio estava pronto, na quantia exata que deve ser usado no tratamento, sem faltar ou sobrar nadinha de nada.
   Ainda na etiqueta que acompanha o remédio, existe o nome do médico que receitou o mesmo, com o número de registro, endereço de trabalho e telefone para contato. Uma forma bastante responsável de manipular produtos tão sérios e que podem causar bem ou males enormes as pessoas.


sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Troca de pediatra. (Continuação)

   No mesmo dia que fiz a troca do pediatra, liguei para agendar uma consulta para meu filho, já não confiava mais no médico anterior e queria me certificar de que estava tudo bem. Me surpreendi com a rapidez com a qual consegui um horário e não para muitos dias a diante, e esse fato já me fez sentir mais segura, afinal, a agenda da médica era mais organizada.
   Pouco tempo depois, chegou o dia da consulta e levei meu bebê para um checkup e já notei algumas diferenças. Começou pelo local, a aparência do consultório a sala de recepção, eram muito mais organizadas e agradáveis, as secretarias pessoas simpáticas e educadas e a enfermeira muito paciente e cuidadosa. As práticas utilizadas durante a consulta foram muito mais agradáveis e na minha opinião eficazes.
   A médica entrou, fez um exame médico minucioso e sem pressa, checou várias coisas que médico anterior não havia visto. No frigir dos ovos, o bebê estava abaixo do peso, com algumas vacinas faltando e com um pequeno estralo nas perninhas. Eu sabia e meu esposo sempre diz que médico e advogado, tem que ser muito bons, e está é a mais pura verdade. Depois de tudo isso, quanto a pediatra tive ainda mais certeza.
   Na mesma consulta, meu filho recebeu as vacinas faltantes e eu recebi instruções sobre como proceder para o bebê ganhar peso. Naquele dia, sai da consulta muito brava e desapontada com o antigo médico, mas muito feliz pelo fato de ter trocado o pediatra antes que algo de grave pudesse acontecer.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

A troca do pediatra.

   Desde o nascimento do pequeno Bryan, graças a Deus, não tive grandes problemas quanto sua saúde, ele é um menino saudável e bastante esperto. Quando sai da maternidade, não conhecia nenhum pediatra, então acabei "escolhendo" o que o atendeu ainda no hospital para ser seu pediatra.
   Após uma semana do nascimento, levei o bebê para o primeiro checkup e logo na primeira consulta tive a primeira decepção. Por um erro da secretaria, a consulta de meu filho não foi agendada e então médico e secretaria começaram a discutir na minha frente. Acredito que para tentar se defender, a mesma alegou que eu não tinha agendado e nem ao menos ligado para agendar a consulta, mas graças a Deus, hoje podemos usar a tecnologia a nosso favor.
   O médico foi bastante coerente e nos atendeu, acredito que depois de assistir à tanta discussão, era o mínimo que poderia ser feito. Na primeira consulta não aconteceu nada de muito importante, ele checou o tamanho e peso do bebê e mais algumas coisas de uma consulta de rotina. A segunda consulta aconteceu depois de seis semanas, e foi quando começaram as vacinas.
   Mais uma vez, cheguei ao consultório e presenciei discussões entre médico, enfermeira, secretária e pacientes. Confesso que fiquei muito chocada e não achei um ambiente saudável. Durante a consulta do meu filho, o médico e a enfermeira discutiram o tempo todo a respeito de outro paciente que não estava satisfeito com o atendimento. Fui obrigada a interromper a discussão para ter alguma informação sobre meu filho.
   Sai do consultório horrorizada e um tanto quanto perdida. Dias depois, conversando com uma amiga, por acaso, ela me perguntou sobre o pediatra do bebê e quando falei quem era ela me sugeriu trocar o mesmo imediatamente. Me contou coisas absurdas sobre este "profissional" e no mesmo momento me indicou uma clínica próxima a minha casa, com profissionais muito bem avaliadas.
   Chegando em casa, conversei com meu esposo e decidimos fazer a troca. Com apenas algumas ligações tudo estava resolvido. Logo de cara consegui agendar a primeira consulta para da li a poucos dias e então conhecer a nova médica.
(Continua)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

De volta ao trabalho.

   Depois que meu bebê completou quatro meses, já me sinto mais confiante em voltar a trabalhar, mas confesso que minhas exigências e preferências mudaram muito. Hoje posso dizer que prefiro qualidade a quantidade.
   Já faz algum tempo que tenho procurado por trabalho, mas sinceramente, todos as vagas que me ofereceram não estavam vindo de encontro a minha necessidade, eram vagas para começar a trabalhas as sete da manhã e ficar até às sete da noite de segunda a sexta, e confesso que esses horários estavam me assustando um pouco, seriam muitas horas para ficar longe de um bebê tão pequeno e aquilo que mais me doía era pensar que trabalhando nesses horários, não teria a chance de acompanhar o crescimento e desenvolvimento do meu filho.
   Por esse e outros motivos, decidi que não iria pegar qualquer trabalho, iria esperar até encontrar algo que atendesse minhas necessidades e que me desse a oportunidade de continuar acompanhando o crescimento do meu pequeno.
   Na semana passada, uma amiga e irmã em Cristo, me ligou perguntando se eu estava procurando por trabalho e me disse que precisava de alguém para a ajudar em uma casa em que ela trabalha. Ela me explicou o horário, me passou mais algumas informações e me perguntou se me interessava, não pensei duas vezes e aceitei na hora, depois disso combinamos de ir até a casa para eu aprender o serviço. 
   Minha preocupação naquele momento, era encontrar alguém de confiança para tomar conta do meu bem mais precioso, e Deus foi tão piedoso que encontrei alguém no mesmo dia. Na data marcada fui com minha amiga aprender o serviço, e confesso que fiquei encantada com tudo aquilo que meus olhos puderam ver. Nunca na minha vida vi uma casa tão grande e luxuosa, cada mínimo detalhe, a decoração de muito bom gosto e para completar, a dona da casa de uma simpatia e humildade imensa.
   Com a graça de Deus, gostei do trabalho e a dona da casa também, combinamos de eu começar na casa já nesta semana. É apenas um dia na semana, mas já estou muito feliz, sei que aos poucos vou refazendo minha agenda e organizando meus horários.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Lar doce lar

   Após três dias longe de casa, já não aguentava mais de tanta saudade do meu cantinho e das minhas coisas, por mais humilde que nossa casa possa ser, não existe um lugar mais aconchegante e acolhedor que nosso lar. Deixar o hospital com meu bebê e meu marido, foi a sensação mais maravilhosa que pude sentir.
   No momento que deixei o hospital, soube que teria de aprender a ser mãe na pratica. Seriam muitos desafios, muito aprendizado e seria necessário muita sabedoria para poder criar e educar aquele ser tão pequeno e frágil da melhor forma possível.Logo de cara, algumas novas instruções, no hospital me instruíram a não dar banho no bebê até que o umbiguinho caísse, eu achei a coisa mais estranha do mundo, afinal, todas as crianças que conheci tomaram banho e nenhuma teve algum tipo de problema, então claro que não segui esta instrução.
   Os dias foram se passando e eu aprendendo mais e mais sobre a maternidade, descobri que o sono se torna um bem precioso, e que se quando grávida não dormia, nos primeiros dias do bebê em casa não seria muito diferente. Algumas pessoas muito especiais e bondosas me estenderam as mãos no momento que mais precisei, me deram conselhos, sugestões, apoio moral e também muito carinho.
    Me vi cercada por pessoas que muito pouco me conheciam, mas me tratavam como se fosse alguém muito importante para todas elas. Quando estava perdida, sem saber como cuidar do meu bebê, recebia conselhos dos mais experientes, quando o cansaço estava nítido em meu rosto, sempre alguém me dizia para não perder as chances de descansar assim que o bebê dormisse, e a cada dia, com cada nova situação, fui aprendendo mais e mais e pude notar o quanto Deus se importa comigo, não importando de que lado do globo eu me encontre.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Reflexão.

   Sempre que se fala em morar fora do país, pensamos em quanto a vida pode mudar, as oportunidades que irão aparecer e de toda a experiência de vida que se pode adquirir. É muito bom viver em um país de primeiro mundo, tudo do bom e do melhor em termos de qualidade de vida lhe é oferecido, claro que tudo tem seu preço e nem sempre podemos pagar o mesmo.
   Quando criança, sempre fui muito apegada a minha mãe é isso durou até a adolescência e posso dizer que parte da vida adulta, mas a vida e Deus são tão sábios, que aos poucos foram me ensinando a me desligar dela e aprender a viver minha vida. 
   Depois que me mudei para este país, passei por várias situações que gostaria de estar no Brasil, junto à minha família, e sei que ainda haverão muitas que irão me despertar o mesmo sentimento. A cada aniversário de um ente querido, de um amigo, casamentos de amigos e familiares, feriados prolongados e até mesmo funerais, são momentos que fazem o coração chorar, mas ainda assim, chorar em silêncio. É o momento em que a razão tem de falar mais forte que a emoção.
   Perto da data de meu parto, senti muita falta da minha mãe, queria muito estar perto dela, mas não foi possível e apesar de não ter acontecido como planejei, pude notar que algumas situações acontecem apenas para nos fortalecer. Tive meu filho sozinha e de parto normal, como havia planejado, tenho expulsado vários fantasmas que me atormentam e vivido "só por hoje", aprendi a diferença entre família e parente, notei quem são os verdadeiros amigos, conheci novas pessoas e histórias de vida, novos motivos para continuar, e o principal, na grande maioria das vezes, nossa vida é o resultado das escolhas que fazemos.
   Acredito que a maior experiência de tudo que tenho vivido é que, não importa a circunstância não deixe de tentar nunca, e acredito que este é o verdadeiro significado da frase: não se trata do quanto se consegue bater, mas sim o quanto se aguenta apanhar. 

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Coisas de primeiro mundo.

   A experiência de ser mãe, acredito ser o feito mais importante e marcante na vida de uma mulher, e posso agradecer a Deus, pelo fato de ter tido o privilégio de passar por este momento em um país de primeiro mundo. 
   Quando cheguei ao hospital estava muito assustada, era meu primeiro filho, em um país estranho, de idioma estranho, no momento mais importante de minha vida e sem saber se seria capaz de passar por toda essa experiência sem falar o idioma é longe de minha mãe. Pode parecer infantil, mas a grande maioria das mulheres gostariam de ter a mãe por perto em um momento como esse, e eu não sou nem um pouco diferente de todas elas, mas não foi assim que aconteceu e Deus sabe o motivo de todas as coisas.
   Minha grande preocupação, era não saber como cuidar do bebê nos primeiros dias, tinha pavor em pensar em cuidar do umbigo do bebê sozinha, e ainda tinha mais a questão da amamentação, aquelas que já passaram por esta experiência devem saber de que estou falando. Posso dizer que minha gestação, foi o período em que mais aprendi neste país e a seguir vou listar as coisas que mais me surpreenderam.

  • Durante a gestação, pude notar quão educados, gentis e prestativos as pessoas são com as grávidas.
  • Uma gestante tem cuidados preferenciais, não importa onde. (Não existe a necessidade de placas, assentos de outra cor, ou filas especiais para o bom senso falar mais alto).
  • A saúde da mãe e do bebê são assuntos de primeira importância.
  • Durante a gestação e depois do parto, o seguro de saúde oferece um acompanhamento mental a mãe, para prevenir e eventualmente tratar uma possível depressas pós parto.
  • Se a mãe julgar necessário, pode pedir até três visitas de uma enfermeira em sua casa, para auxiliar com cuidados com o bebê ou para si mesma.
  • Ainda no hospital, eles checam se os pais que vão sair do mesmo de carro, possuem o bebê conforto no veículo, sem o mesmo, não autorizam a saída da criança.
  • Enquanto o bebê está no hospital, não é necessário levar nada, absolutamente nada para a criança, o hospital providência tudo.
  • Quando a mãe e criança têm alta médica, uma enfermeira se encarrega de levá-los até a porta do hospital, em uma cadeira de rodas, evitando assim qualquer tipo de acidente ou possível sequestro de crianças ainda no hospital.
  • Em duas ocasiões que estive no hospital, recebi em minha casa, uma pesquisa de qualidade quanto ao atendimento recebido, avaliando desde o segurança ao médico, do tempo de espera, qualidade do atendimento, limpeza e forma que meu problema foi solucionado.
   São tantas as coisas que me surpreenderam neste lugar e ainda surpreendem, claro que nem todas para o bem, mas digo que até aqui a média foi positiva, principalmente no quesito saúde e educação, mas a matéria sobre educação vai ficar para um próximo post.


quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Americano ou Brasileiro?

   Ainda no hospital, recebi muitos papéis para ler e alguns para assinar, entre eles estavam explicativos sobre vacinas, amamentação e o mais importante, a certidão de nascimento do bebê. É um pouco confuso e chato de mexer com toda essa papelada, eu estava muito cansada, o bebê mamava a cada duas horas, estava com dor, não conseguia dormir e ainda tinha de ler toda aquela documentação.
   Decidi ir por partes, chequei primeiro sobre as vacinas, a importância de cada uma delas, e assinei a autorização para que as mesmas fossem aplicadas em mim e meu bebê. Não são todos os Estados americanos que exigem a vacinação, mas NY sim, e eu acredito na necessidade das mesmas, então autorizei todas.
   Em seguida, fui checar sobre a documentação do bebê. Muitas pessoas têm dúvidas quanto à cidadania de uma criança que nasce fora do país, mas na verdade é mais fácil que se imagina.
Como nascido nos EUA, meu filho é um legítimo americano, porém, por outro lado, tendo pais brasileiros ele também tem direito a cidadania brasileira. Ou seja, ele é um americaninho de dupla cidadania.
   A parte burocrática quanto a isso é muito simples, no próprio hospital é dada a entrada da documentação americana, e depois com mais tempo, temos apenas de ir até o consulado brasileiro e fazer os documentos brasileiros da criança. Um bebê nascido nos EUA e filho de brasileiros nasce automaticamente um brasileiro, não tendo assim direito à visto brasileiro e para poder viajar ao Brasil, é necessário ter dois passaportes, tanto o americano quanto o brasileiro. 

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

No hospital.

   Quando cheguei no quarto, estava tão cansada que não via a hora de poder dormir um pouco. Alguns minutos depois que cheguei, trouxeram meu pequeno para ser amamentado, seria a primeira vez que ele iria mamar e finalmente eu teria meu principezinho nos meu braços. Ele era muito mais perfeito que eu já havia sonhado, cada curva, cabelos, olhos, tudo desenhado com perfeição por Deus.
   A primeira mamada foi um pouco mais difícil que imaginei, pensei que o bebê iria sugar com maior facilidade, mas a enfermeira do berçário foi muito atenciosa e muito nos ajudou. O próprio hospital me ofereceu um bico de silicone para auxiliar na amamentação, assim como uma pomadinha para passar nos seios para evitar rachaduras. Aliás, tudo aquilo que o bebê precisou do momento em que nasceu até a nossa saída, foi oferecido pelo hospital, por aqui não é necessário levar absolutamente nada, a não ser pijamas e itens pessoais como escovas de cabelo e dentes, chinelo, pois até mesmo os absorventes para as mães o hospital oferece.
   Muitas coisa no hospital me surpreenderam, como por exemplo, um quadro de informações sobre o paciente que existe no quarto. Neste contém informações como nome, médico e enfermeiros  responsáveis pela mãe e bebê, manutenção da intensidade de dor, dieta, entre outros. O tratamento com os pais ou acompanhantes também é muito bom, existe em cada quarto um sofá que vira cama, e no corredor, uma cozinha com algumas guloseimas (lanche natural, sucos, leite, muffins, flans, sorvete e água)  para os acompanhantes, uma vez que a única "refeição" servida a eles é o jantar.
   Logo de manhã, quando o café da manhã é servido, eles retiram o pedido do almoço, e no almoço o da janta. Sim, os pacientes escolhem aquilo que querem comer, dentre três opções. No jantar de sexta feira as opções eram um peito de frango recheado, filet mignon ou lagosta, isso tanto para paciente quanto para o acompanhante, sem ainda mencionar os acompanhamentos e sobremesa.
   Eu tinha muito receio de ter bebê neste país, algumas pessoas diziam que os imigrantes eram maltratados, ficavam sentindo dores no hospital, e coisas do tipo, mas posso dizer que minha experiência foi muito boa, tive médicos e enfermeiros que me trataram muito bem e sempre muito atenciosos, infelizmente tenho de dizer que, foi a experiência mais positiva que tive em se tratando de saúde durante toda minha vida.
   Sei que algumas pessoas devem estar se perguntando, qual o custo de tudo isso? Eu lhes respondo, um parto e estadia no hospital aqui nos EUA, pode passar dos 20 mil dólares, a saúde aqui é levada muito a sério e não existe serviço meia boca. É por esta razão que as pessoas aqui tem os chamados seguro saúde, e mesmo aqueles que não podem pagar por um, quando se descobrem esperando uma criança, passam a ter assistência médica paga pelo governo americano e sem custo algum.

(fotos do arquivo pessoal)

 


 

 

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Desmaio Pós parto

   No momento em que o bebê nasceu a enfermeira nos deu um pacote pulseiras de identificação, duas para o bebê e uma para mim. No cordão umbilical também foi colocado um dispositivo de segurança com chip, assim, caso alguém tentasse sair do hospital com o bebê antes da alta médica e sem a mãe, este chip acionaria automaticamente um sistema de segurança e travaria todas as saídas do hospital, evitando um possível sequestro da criança. Depois dos procedimentos essenciais com o bebê, o mesmo foi levado para o berçário, para exames mais detalhados e também para um bom banho e troca de roupas. 
   Por volta de uma hora depois, eu estava pronta para subir para o quarto, mas antes disso pedi para ir ao banheiro. Os primeiros passos depois do parto foram um tanto quanto estranhos, estava muito cansada e me sentia um pouco fraca, tinha perdido algum sangue e não comia a horas. A enfermeira me acompanhou até o banheiro e me avisou que estaria do lado de fora me esperando, e que se precisasse de ajuda podia chamar. Me lembro que foi tudo bem, até que tentei abrir a porta do banheiro para sair e desmaiei.
   Quando acordei perguntei que havia acontecido e pude observar cerca de cinco enfermeiras ao meu redor e eu no chão, tinha a impressão que tinha tirado um sono profundo que havia sido interrompido por um odor desagradável que me fez voltar a consciência. Mais uma vez fui colocada na cama e tive de ficar em observação por algumas horas.
   Durante o tempo que estava em observação o diretor de enfermagem e a gerente de enfermagem vieram falar comigo, cada um em momentos distintos. Ambos me fizeram as mesmas perguntas, queriam saber que tinha acontecido, se eu sentia dores, se tinha batido a cabeça, se me sentia mal e principalmente se eu achava que minha queda era fruto de uma possível negligência por parte da enfermeira. Na hora isentei a enfermeira de qualquer culpa, afinal, ela estava por perto, eu é quem não tive tempo de avisar que não me sentia bem.
   Depois de quase duas horas em observação, fui transferida para o quarto. Estava ansiosa para ver meu bebê e principalmente para tomar um banho, mas minha expectativa pelo banho durou pouco, logo que cheguei no quarto me colocaram uma pulseira extra, advertindo sobre o risco de desmaio e como consequência, não pude fazer absolutamente nada fora da cama até o dia seguinte sem o acompanhamento de uma enfermeira.
(Continua)


segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Dia do Parto.

   Assim que chequei no hospital minha internação foi feita sem perguntas, apenas confirmaram o nome do meu médico. De imediato fui encaminhará para o quarto onde seria realizado meu parto, era um quarto pequeno porém muito bem equipado inclusive com televisão, telefone, internet e banheiro.
   Durante todo o tempo tive direito a um acompanhante, meu esposo pode ficar comigo em todos os momentos o que para mim foi imprescindível já para ele não sei se foi a melhor opção... O parto normal foi um tanto quanto assustador para ele, e até hoje ainda não o convenci de ter o segundo filho. Após algumas poucas horas sentindo as contrações, tive vontade de desistir do parto normal, e perguntei a meu médico se seria possível, e ele prontamente me disse que não, as cesarianas são realizadas apenas se forem agendadas previamente ou mediante uma emergência.
   Perto do meio dia, meu obstetra me avisou que por volta das três horas da tarde iria me liberar a anestesia, não poderia fazer antes para não atrapalhar na dilatação, então minha opção era aguentar firme. Me lembro que senti muita sede e calor, mas a única coisa que me davam eram pequenos cubos de gelo, para me ajudar a refrescar um pouco e também colocaram um imenso ventilador no quarto, já que o ar condicionado não estava me ajudando muito. Eu não pude me alimentar durante o dia todo, porém meu acompanhante foi muito bem tratado.
   Quando finalmente chegou às três horas da tarde, a anestesista me aplicou a epidural, foi aí que minha bolsa acabou de romper, por conta da posição que tive de ficar para receber a anestesia. A essa altura estava com 5 para 6 centímetros de dilatação, e o desejado eram entre 9 e 10, então ainda me restavam algumas horas de espera, porém, com a anestesia se tornou fácil esperar, finalmente consegui dormir e descansar um pouco. Após cerca de três horas o efeito da anestesia começou a passar e então pedi para receber mais e fui atendida. 
   Por volta de oito da noite o médico me avisou que iríamos começar o parto as nove e assim foi feito. As nove horas a equipe de médicos e enfermeiras estavam todos à postos e comecei a empurrar o bebê. Mesmo durante o parto, tive a presença de meu marido, que me ajudou em tudo que pode, principalmente com o apoio moral que tanto precisava.
   Depois de dezesseis horas e meia, nosso pequeno príncipe nasceu. Meu esposo cortou o cordão umbilical e finalmente pudemos ouvir o chorinho e ver o lindo rosto de nossa nova razão de viver. O pequeno Bryan chegou ao mundo no dia 30 de Julho de 2015, as 22:35, pesando 3.295 kg e 50,8 cm.

(Fotos do arquivo pessoal) 

 

 



   


sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Black Friday.

   Logo depois do dia de ação de graças, temos a data que o comércio aproveita para encher a burra. No tão esperado Black Friday, que ultimamente tem acontecido na quinta feira, as lojas baixam o preço de vários produtos, muitos deles em valores bastante significativos e com isso acabam atraindo muitos consumidores e convencendo pessoas a esperarem por horas em filas gigantescas.
   Desde o ano de 2012, grandes redes tem optado por abrirem suas lojas mais cedo. A princípio algumas passaram a abrir suas portas às 6 da manhã, outras as 4 e hoje, já é bastante comum encontrar lojas abertas no próprio dia de ação de graças, a partir das 5 horas da tarde. Esse tipo de medida e também o fato de as promoções se estenderem às compras feitas por lojas on line, tem feito com que as tradicionais e conhecidas filas tenham seu tamanho reduzido de forma considerável.
   Hoje tive a oportunidade de sair e filmar e tirar algumas fotos, minutos antes da loja BestBuy abrir suas portas ainda na quinta feira. Os preços de vários produtos são muito atrativos e pude notar que os mais comprados são TV's, barras de som e jogos para vídeo games.

 

 
 


 
 




quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Thanksgiving.


   Uma das coisas que mais sinto falta aqui no hemisfério norte, são os inúmeros feriados prolongados, sei que muitos vão dizer que é por este motivo que nosso país não vai pra frente, ok, mas por aqui são pouquíssimos os feriados em que todos param e o Thanksgiving é um deles. Particularmente, a princípio a parte que mais gostava era o fato de ter um dia no meio da semana para ficar com meu marido, mas com o tempo tive a oportunidade de aprender um pouco mais sobre a cultura e entender sobre o Dia de Ação de Graças.
   O Thanksgiving foi criado por colonos em 1621 na região de Nova Inglaterra, quando ao final do outono deram graças por um excelente período de colheitas. A primeira celebração foi realizada após um ano de colheitas ruins e inverno muito rigoroso. Como forma de agradecimento a Deus por tanta prosperidade, o governador da vila ordenou que uma festa fosse organizada para comemorar o progresso da região. Entre os alimentos servidos estavam, pato, peru, peixe e milho.
   Todos os anos o dia de ação de graças é muito esperado e igualmente celebrado, pude também notar que apenas depois deste feriado é que o espírito natalino realmente toma conta de todo os EUA. Durante a semana do feriado, os mercados se tornam lugares disputadíssimos e um tanto quanto insuportáveis, porém tenho de confessar que acho muito bonita a intenção, o país inteiro para com o intuito de agradecer a Deus, por tudo aquilo que conquistaram durante o ano.
   Todos os anos em Manhattan também é realizado um grande desfile, o Macy's Thanksgiving Parade, organizado pela maior loja de departamentos a Macy's. Confesso que nunca fui assistir, normalmente nesta época do ano já está nevando ou eu estava trabalhando, este ano não estou, mas também não vou, afinal existe a ameaça de ataques terroristas na região, então acredito que o melhor é ficar em casa e evitar multidões.
   Mais tarde, no final da noite, pretendo colocar algumas fotos do jantar de Ação de graças da minha família, quem quiser pode acompanhar pelas redes sociais; Instagram @meudiariousa , página no face - Meu Diário USA ou YouTube - Joyce Cunha. Desejo a todos um ótimo dia de ação de graças, lembrando que todos os dias é dia de agradecer e que sempre temos algo pelo que agradecer.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Dia D.

   Eu estava sentada na cama nervosa e sem reação, me levantei, fui até o banheiro e tentei ligar para minha mãe no Brasil, queria uma opinião, um conselho, qualquer coisa, mas não consegui falar com ela. Voltei para meu quarto e mais uma vez me sentei na cama, neste momento meu marido acordou e me perguntou se estava tudo bem, e eu apenas respondi que sim e que achava que nosso bebê iria nascer naquele dia.
   Voltei a me deitar e procurei manter a calma, queria ter certeza que eram sinais do parto, afinal, as contrações ainda estavam muito espaçadas. Pouco antes das oito meu esposo foi para o trabalho, que fica a uns quinze minutos de caminhada de casa e me pediu para chamá-lo caso necessário, concordei e continuei deitada. Não se passaram muitos minutos e telefonei para uma amiga, e ela de cara me perguntou: E aí? Já vai nascer? Eu ri e respondi, não sei! Expliquei a ela tudo que estava sentindo, ela confirmou, eu estava em trabalho de parto. 
   Perto das nove horas da manhã, já não aguentava mais de dor, as contrações já estavam mais constantes e então liguei para meu marido. Nunca vi o coitado chegar em casa tão rápido, em menos de cinco minutos ele estava em casa. Minha amiga havia me instruído a ficar em casa o máximo possível, e fazer de acordo com aquilo que o médico havia me falado, ir para o hospital quando as contrações estivessem com intervalos de ao menos dez minutos, porém, semanas antes eu tinha mostrado um vídeo de uma mãe que teve bebê dentro do carro a caminho do hospital, e lógico, o Diego ficou muito impressionado e não me deu muita opção, me enfiou no carro e correu para o hospital.
   Chegar ao hospital e já ter a ficha feita ajudou muito, nada de perguntas ou gente fazendo perguntas irritantes quando já se está muito nervoso. Fui levada direto para a maternidade, no caminho já havíamos ligado para meu médico e não muito tempo depois, o mesmo já estava me dando toda a assistência necessária.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

40 semanas

   Finalmente estava muito perto de ganhar bebê, não via a hora de ir para o hospital e finalmente ver a carinha do meu pequeno príncipe. Confesso que também já não aguentava mais o tamanho que estava, fiquei enorme, não tinha mais sapato que entrava no meu pé e a ansiedade era demais.
   Na Quarta feira tive minha última consulta antes de completar as 40 semanas de gestação, e já estava um tanto quanto nervosa, afinal, faltava apenas um dia para completar as semanas e nada de sentir sinal algum. Estava muito preocupada, queria muito o parto normal, não seria possível ter minha mãe ao meu lado e sabia que teria de me recuperar o mais rápido possível, para poder cuidar de minha casa, esposo e bebê.
   Durante a consulta, meu médico me informou que estava tudo bem, o bebê já estava encaixado mas eu ainda não tinha dilatação. Neste momento, ele me perguntou que faríamos se o bebê não nascesse até 41 semanas, e chegamos à conclusão de que apesar de querer esperar pela natureza, teríamos de agir. Ficamos combinados de esperar por mais uma semana, e caso nada acontecesse, na semana seguinte eu iria para o hospital, seria induzida ao parto normal, com medicamentos para ter dilatação e se não funcionasse, teríamos de fazer uma cesariana. Estava muito longe de ser aquilo que queria, mas não iria forçar a natureza, e muito menos pedir para marcar a cesariana, decidi confiar e esperar.
   Quando voltei para casa, pouco tempo depois, meu esposo chegou do trabalho e então o coloquei a par de toda a situação. Ele estava mais angustiado que eu, estava muito nervoso e ansioso, e olha que meu marido é a calma em pessoa. 
   Já havia pesquisado na internet sobre formas de "estimular" o trabalho de parto, entre os vários meios, vi sobre se sentar e equilibrar sobre uma bola de exercícios, e resolvi tentar. Naquela noite fui dormir muito cansada, já não tinha nem posição para dormir, sem contar que as noites eram muito longas, até por conta do calor que fazia no mês de Julho em NY, posso dizer que estava totalmente esgotada.
   Na manhã seguinte, acordei por volta de cinco e meia da manhã para ir ao banheiro e quando voltei e me sentei na cama, senti um pouco de água escorrer por minhas pernas. Levei um pequeno susto, mas não acreditei ser a bolsa rompida, afinal, foi tão pouquinha água que perdi. Porém, no mesmo instante, comecei a sentir contrações, bem rápidas mas intensas, naquele mesmo momento tive certeza, meu bebê iria nascer.
(Continua)


segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Redirecionamento de Compras

Olá pessoal

   Gostaria de informar a todos que trabalho com redirecionamento de compras. Para as pessoas que querem fazer compras nos EUA e necessitam de alguém para enviar as mesmas ao Brasil, eu faço este tipo de trabalho.
   Aproveitem a semana do Black Friday para fazer Suas Compras. Mesmo com a alta do dólar vale muito a pena. Entre os produtos que não envio estão, eletrônicos e perfumes.
 Aqueles que quiserem maiores informações, podem entrar em contato através do e-mail comprinhas.usa@hotmail.com. Recebendo o e-mail envio maiores informações.
   *por favor, apenas quem realmente tiver interesse em comprar.

Alguns sites de compras;
Amazon - compras em geral
Walmart - compras em geral
Carter's  - roupa infantil
ToysRus - brinquedos
BabiesRus - coisas para bebê
Foot Locker - tênis e material esportivo
Finishline  - tênis e material esportivo
Sephora  - produtos de beleza
Macy's  - loja de departamentos





Educação de primeiro mundo.

   Ainda muito nova, já tinha algumas metas para minha vida, uma delas era conhecer os EUA, e no dia que pisei neste país pensei, agora posso morrer feliz. Porém, logo esse pensamento mudou, quanto mais conhecia os EUA, mais me admirava e encantava, não me cansava de aprender e ver o quanto tudo por aqui é avançado.
   Uma das primeiras coisa que me despertou a curiosidade, foi o preço das casas, meu interesse pela arquitetura foi imenso, posso dizer que me apaixonei logo de cara e como minha nova meta de vida, tracei adquirir uma casa neste país. A partir de então, procurei me informar sobre os valores das casas e também saber como esses valores são determinados. Por aqui, a divisão de cidades é muito diferente do Brasil, aquilo que por aí chamamos de bairros, aqui praticamente são as cidades, todas elas têm prefeitura, polícia e até bombeiro. 
   Algo que me chamou muito a atenção, foi saber que a escola é algo determinante quanto ao valor das casas. É claro que o tipo de construção, tamanho da casa, do terreno e todas as outras coisas referente ao imóvel contam muito, mas a nota de cada distrito escolar é predominante, afinal, os impostos são altíssimos então é justo obter o melhor pelo valor pago. As escolas são avaliadas e recebem notas que variam de 1 a 10 (1 para as mais fracas e 10 para as melhores), e pude notar que quando visitamos os sites de imobiliárias a informação do distrito escolar é bastante destacado.
   Em certa ocasião, estava em meu trabalho, e as crianças que cuidava me fizeram uma pergunta, gostariam de saber quem era mais sabido, eu ou seus pais? Respondi prontamente que seus pais, afinal, eram mais velhos que eu e consequentemente mais experientes. Para a minha surpresa, me responderam que não e estavam bastante convictos quanto a isso, então perguntei o motivo. A explicação foi muito simples e direta: Joyce, você foi professora no Brasil, e os professores são muito mais inteligentes! Naquele momento fiquei sem reação, pude notar o respeito e a importância que a educação tem neste país, mas principalmente o respeito que os professores recebem de todos, desde muito pequenos.
   Com o passar do tempo, fui aprendendo mais e mais a respeito das escolas e das cidades, e pude notar que na verdade, quase tudo gira em torno da educação. Algumas cidades têm escolas com nota muito baixa, e outras com notas altíssimas, e isso interfere diretamente na escolha de famílias no momento de alugar e principalmente comprar seu imóvel. 
   Sei que nada é perfeito, e que todo lugar tem seus defeitos e pontos negativos, mas mais uma vez pude perceber o quanto nossos governantes têm que mudar, e nosso povo perceber que a educação é a chave para todas as portas.

sábado, 21 de novembro de 2015

Informativo

   Olá Pessoal, 

   Ultimamente ando pensando muito e refletido a respeito de alguns assuntos. Como todos sabem, tenho um bebezinho de pouco mais de três meses, e ser mãe ocupa boa parte do meu tempo, se existe algo que quero fazer com excelência, é cuidar do meu filho. 
   Tenho notado que aos finais de semana, a visualização do blog cai muito, significativamente, entendo que aos finais de semana, muitas pessoas querem aproveitar o tempo livre com suas famílias e amigos, e entendo e concordo plenamente. Por esses motivos tomei uma decisão em relação a frequência de posts no blog. 
   A partir de hoje, o blog terá posts fidedignamente de segunda a sexta feira, logo pela manhã, assim como tem sido até o presente momento. Nos finais de semana também vou me dedicar mais a minha família, porém, caso exista algum assunto muito interessante ou algum tipo de solicitação do meu público quanto a algum assunto, que não tenha como esperar para a segunda feira, faço posts extra para o final de semana. 
   Não sei dizer se esta decisão será permanente, mas caso os planos mudem, farei questão de fazer um novo comunicado a cada um de vocês. Espero a compreensão de todos e saibam que não deixo de pensar em vocês nem por um momento. 
Muito obrigada e Beijinhos no coração!!!

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Quanto vale o dólar nos Estados Americanos.

   Olá pessoal, vi esse post em uma rede social e achei muito interessante. É uma pesquisa mostrando, qual o poder de compra, no caso aluguel, com um valor de $1.000 (dólares) por todo os EUA.
   A diferença é gritante, fiquei de boca aberta, e pra falar a verdade, morrendo de vontade de mudar de Estado. É claro que os lugares onde o aluguel é mais baixo, o ganho também acompanha, e aí não faço ideia de qual vai ser o valor de moradias mais humildes. É tudo muito relativo, mas achei uma diferença muito grande.
   Aqui Alugueis ao redor dos EUA. tem o link original para que vocês possam conferir a matéria completa. O site está todo em inglês, mas sabe aquela frase que uma imagem fala mais que mil palavras, é bem isso. Abaixo vou colocar algumas fotos para vocês terem ideia sobre o que estou falando.

*créditos do site www.buzzfeed.com

                 

 

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Loja de brinquedos.

   Se tem algo que notei muito cedo por aqui, foi a facilidade de comprar brinquedos, não só pelo preço dos mesmos, mas também pela variedade e múltiplas opções quanto à qual tipo de brinquedo dar a uma criança. Quando entramos nas imensas lojas de brinquedos, existem vários setores, e os que mais gosto, são os de brinquedos educativos e de estímulo ao desenvolvimento da criança. 
   Só pra variar um pouco, os brinquedos por aqui são muito mais baratos que no Brasil, principalmente brinquedos como Lego, Barbie, games e outros tantos personagens que caíram no gosto da criançada. Eu particularmente, sempre fui apaixonada por Barbie e seus acessórios, mas na época que era criança, era um dos brinquedos mais caros que existia, me recordo que ganhava uma boneca no natal, e sempre ficava torcendo para ganhar junto, algum acessório, que na verdade nunca acontecia.
   A primeira vez que fui a uma loja de brinquedos aqui nos EUA, fiquei encantada, nunca tinha visto uma loja tão grande e com tanta variedade, confesso que fiquei pior que criança. Certa feita, estava na cidade e fui conhecer a Toys R Us da Times Square, assim que entrei na Loja fiquei de queixo caído, nunca tinha visto uma loja tão grande, são quatro andares de muitos brinquedos e ainda tem uma Roda Gigante ToysRus imensa dentro da loja. Aquela loja era o sonho de consumo de qualquer criança.
   Exploramos cada cantinho da loja, cada andar e olhei tudo com muita calma e curiosidade. Minha vontade era de comprar tudo, montar uma brinquedoteca em casa e voltar a ser criança. Duas sessões da loja que muito me chamaram a atenção, foram, o mundo da Barbie e o espaço Lego, na minha opinião, os lugares mais legais da loja, isso sem mencionar o Dinossauro  a lá Parque dos dinossauros bem no meio da loja.
   Em fim, na ocasião não comprei nenhum brinquedo, ainda não tinha meu bebê, não tinha espaço para a tal brinquedoteca é muito menos recurso disponíveis para tal coisa, porém não perdi minha esperança, quem sabe algum dia ainda não realizo mais este sonho, afinal, já tive gratas amostras de que sonhos podem se tornar realidade.
(Fotos do arquivo pessoal)

                  

   

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Qual a comida do americano?

   Por muitas vezes me perguntei qual era a comida dos americanos, e sinceramente por falta de conhecimento, acreditava ser hambúrguer e batata frita, só não conseguia entender como eles comiam isso todos os dias. Porém, com o passar do tempo, pude aprender muito a respeito dos costumes principalmente a gastronomia americana.
   Logo no dia que chegamos nos EUA, fomos jantar em um restaurante italiano, o Ciao, um lugar bastante aconchegante, de atendimento amável e comida deliciosa. Neste mesmo dia, fiquei muito impressionada com o valor dos pratos, apesar de ainda pensar de forma errada e fazer a conversão da moeda, notei que mesmo os pratos com frutos do mar, eram bastante acessíveis.
   Com o passar do tempo, fomos conhecendo outros lugares, e tivemos a oportunidade de conhecer pratos bastante variados e para muitos paladares. Digamos que a primeira coisa que estranhei muito, foi o fato de quase ninguém parar para almoço, é muito comum as pessoas comerem no carro ou muitas vezes até pularem o almoço.
   Durante os primeiros meses, senti muita falta de uma comidinha quente na hora do almoço. Eu ainda não morava em minha casa e estava sendo apresentada a nova cultura. Algo muito comum por aqui, são comércios que vendem comida, chamados de "delicatessen", nas "delis" podemos comprar vários tipos de comidas, saladas, lanches quentes ou frios, do tipo paninis ou wraps, e também alguns pratos  prontos, almôndegas, frango empanado, purê de batatas, peito de frango grelhado, e em algumas também pizza.
   Existem também algumas pizzarias, mas muito diferentes do Brasil, são muito mais parecidas com as lanchonetes que vendem salgadinhos, mas no lugar deles, vendem pizza. Além da pizza, é possível encontrar mais uma vez a salada, de vários tipos e molhos, acompanhadas de alguma proteína a sua escolha. Logo, pude notar que o carro chefe do almoço são as saladas e pizza.
   Após um longo dia de trabalho, as famílias costumam se reunir para o jantar em família, e então, aproveitam para ter uma refeição mais completa. Existem opções para todos os gostos, desde o mais calórico é pobre em nutrientes, aos mais saudáveis e saborosos.
   Um restaurante, tipo franquia, que acredito que retrata muito a culinária americana, é o chamado
Boston Market , neste restaurante você pode provar uma amostra bastante saborosa da culinária típica americana. Em geral, o jantar americano é composto por vegetais, carboidrato e proteína. Os itens mais comuns são: vagem, couve de Bruxelas, milho verde, batata, purê de batatas, espinafre, abobrinha, aspáragos, brócolis, algum tipo de macarrão, (muito popular) macarrão com queijo, as carnes brancas tem lugar especial nas refeições americanas, (até por conta do preço), e a carne de porco também tem um consumo considerável.
   Por mais incrível que se pareça, as comidas que notei serem encontradas com maior facilidade são, italiana, mexicana (chillis, tacos, guacamole, fajitas) e asiáticas. Acho incrível como a comida chinesa faz sucesso por aqui. Apesar de muitas pessoas pensarem que não é fácil de ser encontrado, o feijão tem um consumo bastante alto, muito diferente do nosso, mas é fácil de encontrar em vários pratos, especialmente em saladas e sanduíches, e tenho de confessar, fica uma delícia.
   Depois de tanto tempo, minha tese de que americano vive de hambúrguer, mudou muito, tive a oportunidade de aprender e perceber, que se alimenta mal nos EUA aquele que quer, e que não tem vontade de procurar por opções saudáveis.

(Fotos arquivo pessoal)


 

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Conhecendo a maternidade.

   Quando estava perto de completar trinta semanas de gestação, meu obstetra me deu uma ficha para informações pessoais e um tipo de convite, para fazer uma visita à maternidade onde eu teria meu bebê. Achei tudo muito novo, imagina, você visita o hospital e ainda faz um pré cadastro para ganhar neném? Muito avanço para quem estava acostumada com as longas filas e esperas por médicos do SUS, mas vamos aproveitar.
   Fui até o hospital com as fichas todas preenchidas, fui muito bem atendida, se tratava de um hospital presbiteriano em uma cidade vizinha de onde moro. No próprio hospital me explicaram, que aquele pré cadastro era apenas para evitar o estresse no dia do parto, muito adequado, diga-se de passagem. No mesmo dia aproveitei para perguntar sobre a visita à maternidade, e me passaram as datas e horários de visita.
   Na data indicada, retornei ao hospital com meu esposo, uma vez por semana eles fazem um tour, com um grupo de gestantes que pretendem ter seus bebês naquele hospital. Achei a visita incrível, os detalhes passados aos pais é de grande ajuda, as instruções vão desde a chegada no hospital, a estadia, regras da maternidade, questões de segurança, estacionamento, acompanhante e alimentação. 
   Abaixo vou listar as principais.

  • As gestantes tem direito a um acompanhante por todo o tempo em que estiverem no hospital.
  • O pai da criança é o único que pode dormir no hospital com a mãe.
  • O acompanhante tem direito a apenas uma refeição, no caso jantar, mas o hospital dispõe de cozinha com alguns lanches, sucos, leite, chá, máquina de sorvete e etc para os acompanhantes (grátis).
  • Os quartos são INDIVIDUAIS. Cada gestante tem sua suíte.
  • Os pais podem estacionar seus veículos no estacionamento do hospital, e por isso pagam uma taxa única ($10) para o tempo que for necessário (3 a 5 dias ou o necessário).
  • A sala de parto também é individual.
  • Tanto quarto quanto sala de parto, são equipados com TV, telefone e internet, o quarto com um sofá que vira cama, para o acompanhante.
  • Assim que o bebê nasce, são colocados dois braceletes de identificação nele, um na mãe e um no pai. O bebê leva ainda um chip, no cordão umbilical, e caso alguém tente sair da maternidade com ele antes de ter alta, todas as portas do hospital são travadas automaticamente.
   Quando sai do hospital, estava muito mais que encantada, como assim? Como um hospital pode oferecer tanto conforto? Mais parecia um hotel cinco estrelas a um hospital. De tudo que vimos no hospital, acredito que o mais importante, foi a segurança e a confiança que sentimos quanto ao lugar que havíamos escolhido para ter nosso bebê.




segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Madame Tussauds - Museu de cera

   Confesso a vocês que como residente em NY, ainda não conheço muitos pontos turísticos famosíssimos. Sabe como é né, você mora, a vida é muito corrida, um dia você está cansado demais, no outro está frio demais, ou muito quente, ou muito úmido, ou mil outras coisas e você acaba deixando algumas atividades de lado, afinal, sempre haverá tempo para conhecer aquele museu, ou a estátua da liberdade ou até mesmo assistir aquele musical na Broadway.
   Pois bem, eu sou dessas, tenho muita preguiça de ir pra cidade, é bem perto de minha casa, apenas trinta minutos de trem, e a estação fica a cinco de caminhada. Até muito pouco tempo atrás, nunca tinha ido a cidade de trem, na verdade, a primeira vez que me arrisquei foi quando um casal de amigos veio nos visitar e os acompanhei, para apresentar a cidade. Juro que se soubesse que era tão mais tranquilo que ir de carro, teria feito mais passeios por Manhattan, pois apenas o fato de pensar em todo aquele barulho, e aquele monte de buzinas por todos os lados enquanto se dirige, já me tirava a vontade de ir até lá.
   Era uma tarde do final de agosto, já fazia quase um ano que estávamos neste país, e ainda não conhecíamos o Madame Tussauds, o famoso museu de cera. Naquela tarde não tínhamos muita coisa pra fazer, e decidimos ir para a cidade, ainda de carro, nosso destino era o museu de cera. Ficamos muito animados, era um passeio que a muito queríamos fazer, e finalmente tomamos coragem.
   Para vocês terem uma ideia, qualquer um que vem passear em NY por dez dias, deve ter melhor noção de direção que eu, eu simplesmente me perco no meio daquilo tudo, imaginem no primeiro ano então. Partimos, meu marido e eu, ligamos o GPS e fomos rumos a Manhattan, logo chegamos, a pior parte é encontrar vaga para estacionar, e pagar estacionamento é uma pequena facada, mas com um pouco de paciência e persistência, encontramos uma vaguinha. 
   Eu já tinha comprado os ingressos pela internet, fica um pouco mais em conta, coisa de três dólares a menos por pessoa, mas toda economia é bem vinda, é só o fato de não pegar fila para entrar, compensa muito. Já na entrada do museu tem alguns personagens, e tenho de dizer a vocês, são muito reais. A cada passo uma nova surpresa, e o queixo cai muitas vezes, algumas vezes fica muito difícil distinguir personagens reais dos de cera.
   Bom, minhas melhores dicas são, não se esqueçam da máquina fotográfica e não deixem de dar uma passadinha pelo cinema 4D, é um passeio incrível, tenho certeza que todos vão amar e vale muito cada centavo investido.
(Fotos arquivo pessoal)
  

 

 


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